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Oito em cada dez pessoas dizem que há diferença no tratamento entre pessoas brancas e negras

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Pesquisa sobre relações raciais, realizada em dez capitais pelo Instituto Cidades Sustentáveis e pela Ipsos-Ipec, aponta que shoppings e estabelecimentos comerciais são os locais em que a percepção de discriminação é maior; ambiente de trabalho aparece em segundo lugar

O Instituto Cidades Sustentáveis e a Ipsos-Ipec lançam no próximo dia 20 de novembro, quinta-feira, a Pesquisa Viver nas Cidades: Relações Raciais. O levantamento foi feito com 3.500 pessoas em dez capitais brasileiras, via painel online, com o objetivo de verificar a percepção dos respondentes sobre temas como discriminação racial em diferentes ambientes, as medidas que devem ser adotadas para combater o racismo e o preconceito, o papel das pessoas brancas para enfrentar o problema e a opinião dos entrevistados sobre racismo ambiental. O trabalho contempla as seguintes cidades: Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

De modo geral, a pesquisa revela um cenário em que o racismo é reconhecido pelos respondentes, manifestando-se de forma mais acentuada nos espaços de consumo e trabalho. Oito em cada dez entrevistados acreditam que existe diferença entre pessoas brancas e negras no acesso e no atendimento de diversos serviços. Os ambientes mais citados são os shoppings e estabelecimentos comerciais, seguidos pelo trabalho (processo de seleção, dia a dia, promoções) e ruas e espaços públicos de convivência (como parques e praças).

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A comparação entre o perfil da amostra por raça/cor também evidencia a desigualdade estrutural presente na sociedade. Entre as pessoas brancas, 52% têm ensino superior, enquanto pretos e pardos se concentram no ensino médio (58%). Essa realidade se confirma na avaliação do perfil por renda familiar e classe socioeconômica, visto que os brancos estão mais presentes na Classe A/B (40%) e na faixa de renda mais alta, enquanto pretos e pardos são maioria na classe D/E (21%) e na faixa de renda de até 2 salários mínimos (52%).

A população branca também é mais envelhecida (20% com 60 anos ou mais), enquanto a preta e parda é um pouco mais jovem (26% de 25 a 34 anos).

Comparação do perfil dos entrevistados: total da amostra x raça/cor

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A tabela abaixo mostra os lugares onde o racismo é mais evidente para as pessoas, por capital. Os resultados mostram que não há diferenças significativas entre as cidades pesquisadas, porém Salvador e Belém registram o maior patamar de menções ao tratamento desigual em shoppings e comércios.

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Pergunta: pensando no acesso e no atendimento dos diversos serviços presentes na sua cidade, qual desses locais você acredita que existe mais diferença no tratamento de pessoas negras e pessoas brancas? E em segundo lugar? E em terceiro?

Os dados mostram ainda um consenso sobre a existência do racismo, mas a população negra, alvo certeiro da discriminação, demonstra uma visão mais crítica sobre as raízes estruturais do problema, defendendo com mais veemência as políticas afirmativas e o reconhecimento de privilégios como parte da solução. Punição e educação sobre o tema lideram como soluções que mais contribuiriam para combater o racismo nas cidades pesquisadas.

Medidas de combate ao racismo ou preconceito racial (em %)

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Pergunta: na sua opinião, quais destas medidas MAIS contribuem para o combate ao racismo ou preconceito racial na sua cidade? (limite de até 3 respostas)

Entre brancos e pretos/pardos, há um consenso sobre a necessidade de punir atos de racismo e debater o tema nas escolas (tabela abaixo); porém, ainda que não seja estatisticamente significativa, a divergência aparece nas políticas afirmativas, especificamente sobre a eliminação de cotas nas universidades e a criação delas em cargos de decisão.

Veja outros destaques da pesquisa:

Percepção geral sobre o racismo

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  • 52% concordam totalmente que “a maior presença de pessoas negras e indígenas nas universidades é positiva para toda a sociedade”; 15% discordam totalmente ou em parte desta afirmação.
  • 48% concordam totalmente que “a violência policial afeta principalmente as pessoas negras”; 18% discordam totalmente ou em parte desta afirmação.
  • 44% concordam totalmente que “o racismo é um problema central da cidade e deve ser enfrentado com políticas públicas específicas”; 18% discordam totalmente ou em parte desta afirmação.
  • 41% concordam totalmente que “aumentar a representatividade das pessoas negras na política e nos cargos de poder contribui para diminuir as desigualdades estruturais”; 20% discordam totalmente ou em parte desta afirmação.

Racismo ambiental

Quase metade dos internautas das cidades pesquisadas declara que a população negra é mais impactada do que outros segmentos da sociedade, sobretudo, pela falta de saneamento e de acesso à água potável e pelos deslizamentos e alagamentos.

  • 50% dizem que a população negra tem “mais dificuldade de acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto.
  • 48% dizem que a população negra é mais afetada pelo “deslizamento de encostas e desabamento de casas”.
  • 48% dizem que a população negra é mais afetada por “inundações e alagamentos”
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Papel dos brancos

  • 49% dizem que o papel das pessoas brancas é se informar mais e se educar sobre o assunto.
  • 32% respondem que é importante “se reconhecer como parte do problema, identificando ações racistas nas pequenas atitudes, como gírias e piadas”

SOBRE A PESQUISA

Pesquisa Viver nas Cidades: Relações Raciais é uma realização do Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com a Ipsos-Ipec, elaborada com o objetivo de verificar a percepção dos internautas residentes em dez capitais brasileiras sobre temas relevantes relacionados ao assunto na cidade em que vivem.

O universo considera internautas de 16 anos ou mais, das classes ABCDE, que moram nas capitais de interesse há pelo menos 2 anos. O trabalho de campo foi realizado entre os dias 1 e 20 de julho de 2025.

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Foram realizadas 3.500 entrevistas de forma online, distribuídas entre as cidades de Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia, com controle de cotas pelas variáveis sexo, idade, classe social e ocupação.

O nível de confiança dos estudos é de 95% e a margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Para os resultados desagregados por capital, a margem de erro pode variar de 4 a 6 pontos percentuais, de acordo com a amostra da cidade.

Realizada no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, a pesquisa conta com o cofinanciamento da União Europeia, como parte do “Programa de fortalecimento da sociedade civil e dos governos locais para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”. O projeto tem como parceiros institucionais a Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas (FNP) e a Estratégia ODS.

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Contatos para a imprensa

Beto Gomes

beto@cidadessustentaveis.org.br

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Whatsapp: (11) 97673-0047

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Politica

Equipe do Hospital Regional de Santa Maria realiza sonho de avó em cuidados paliativos

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Chá revelação transforma ambiente hospitalar em cenário para momento único entre mãe e filha
Por Talita Motta
No quarto mês de gestação, Emily da Silva Souza, 23 anos, acompanha de perto a internação da mãe, que está há 40 dias no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Karina Martins, 44, faz tratamento para adenocarcinoma, um tipo de câncer de intestino. Moradoras do Recanto das Emas, mãe e filha enfrentam juntas um período delicado, marcado também por esperança e afeto.
“Sempre foi meu sonho viver esses momentos. A internação da minha mãe acabou sendo mais longa do que esperávamos”, relata Emily.
Decidida a passar pelos momentos mais felizes da primeira gestão perto da mãe, Emily resolveu fazer o chá revelação no hospital. “Eu só viveria isso se fosse com ela. Com minha mãe internada não teria sentido fazer longe dela”.
Então, quem entrou em cena foram os profissionais do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa contou com o envolvimento de profissionais de diferentes áreas. Após conhecer a história da paciente e o desejo dela de participar do chá revelação do primeiro neto, a médica paliativista Brunna Rezende, mobilizou toda a equipe do hospital.
“É um tipo de câncer menos comum em pessoas jovens e, quando acontece, impacta toda a família. Nosso compromisso é garantir que, apesar da gravidade da doença, a paciente seja cuidada como pessoa. A internação e o diagnóstico não a impedem de viver tudo o que faz parte da sua trajetória”, destaca.
A terapeuta ocupacional Letícia Albuquerque Félix, ajudou a organizar e transformar o ambiente hospitalar.  “A terapia ocupacional busca promover qualidade de vida, autonomia e vivências significativas. Por isso, organizamos tudo para garantir um momento seguro, respeitando os limites físicos e emocionais da paciente”, explica a profissional.
A revelação
Entre balões, sorrisos e lágrimas de emoção, o anúncio surpreendeu a futura mamãe. “Eu estava convencida de que esperava um menino”, revela Emily. Mas quem vai chegar é a Esther.
A emoção tomou conta de toda a equipe e, principalmente, da futura vovó. “É meu primeiro neto e só tenho a agradecer a Deus. Eu disse para ela fazer o chá em casa, do jeito que sempre sonhou, mas ela não quis. Então, a equipe do hospital acolheu a ideia e ajudou para que acontecesse”, conta Karina.
Para a enfermeira paliativista Léia Lima, ações como essa reforçam a essência dos cuidados paliativos. “É um cuidado centrado na pessoa, não no diagnóstico. A Karina está em tratamento, está viva e mantém sua história e seus vínculos. O cuidado paliativo também envolve humanização, respeito e valorização”.
Ao final do chá revelação, Emily e a mãe seguiram para o Centro Obstétrico do HRSM, onde a avó pôde ouvir, pela primeira vez, o coração da neta bater.
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