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Saúde

Faz mal usar maquiagem vencida? Problema vai além de base craquelada e pode provocar doenças

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Especialista explica que maquiagens fora da data de validade podem provocar acne ou conjuntivite; veja como identificar vencimento de cada produto

Base craquelada, batom que esfarela, rímel seco. Quem já se arriscou a usar maquiagens vencidas sabe que o resultado final de uma produção pode não chegar ao desejado. Alguns, inclusive, não sabem que produtos cosméticos, assim como todos os produtos industrializados, possuem tempo limite para serem utilizados.

O problema é que, além de perderem o efeito, maquiagens vencidas são o local perfeito para o desenvolvimento de fungos e bactérias, como explica o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo ele, o uso desses produtos pode provocar inúmeras doenças de pele.

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É possível que produtos vencidos nos olhos, por exemplo, provoquem doenças como conjuntivite, coceiras e infecções. Maquiagens fora do prazo de validade na pele obstruem os poros e podem ocasionar problemas como acne, foliculite e descamação.

Como saber se a maquiagem está fora da validade?
O maior desafio ao tentar identificar o prazo de validade de maquiagens é encontrar o prazo limite para a utilização de cada produto. A maioria possui um símbolo de embalagem aberta com um número e uma letra ao lado, que pode ser 6M, 24M, etc.

De acordo com o dermatologista, a simbologia se refere a até que data o produto pode ser utilizado: 6M significa seis meses, enquanto 24M indica 24 meses. Geralmente, a indicação fica localizada no verso da embalagem.

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O problema, porém, é que o símbolo pode ficar apagado com o uso e o passar do tempo. Por isso, Lucas recomenda atenção a aspectos característicos de maquiagens vencidas.

“É importante observar qualquer alteração no produto, como cheiro, cor, consistência e capacidade de fixação. Outro sinal de alerta são pontos verdes, cinzas ou brancos, sinais de que o produto foi contaminado”, orienta.

Vale a pena comprar maquiagens mais baratas perto do prazo de validade?
Costume comum em diversas perfumarias, as promoções de produtos perto da data de expiração atraem o consumidor que, muitas vezes, não sabe que está comprando um produto próximo à data de vencimento.

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O dermatologista ressalta que a prática pode funcionar para perfis de consumidores específicos e orienta que cada pessoa saiba identificar por quanto tempo pretende usar determinada maquiagem.

“Uma pessoa que usa muita maquiagem, que faz uso todos os dias, ou uma profissional da área, como uma maquiadora, terão mais chances de conseguir utilizar o produto dentro do prazo de validade. Para quem só usa de vez em quando, no entanto, não é recomendado comprar esses produtos próximo à data de validade”, diz Lucas.

Produtos líquidos duram menos que produtos em pó
Como produtos líquidos e em pó possuem ingredientes, propriedades e características diferentes, as validades também serão distintas. Bases e corretivos, segundo o especialistas, são mais suscetíveis a proliferações de bactérias do que produtos em pó.

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Máscaras de cílios e delineadores líquidos, que possuem mais água na composição, também podem ser ambientes mais propícios para a contamicação bacteriana. Uma tabela divulgada no site da SBD mostra que sombras compactas, por exemplo, podem ser utilizadas durante 36 meses, enquanto delineadores possuem validade máxima de 12 meses.

Os conservantes utilizados na composição da maquiagem também influenciam a expiração. “Produtos com conservantes mais fortes, como os que contêm parabenos, podem ter uma vida útil mais longa do que aqueles com conservantes mais suaves ou sem conservantes”, explica Lucas.

O que fazer em caso de alergia a maquiagens vencidas?
O dermatologista ressalta que usar maquiagens vencidas não significa, necessariamente, que o consumidor enfrentará problemas como alergias. O ideal é prevenir o aparecimento de doenças e observar o comportamento da pele após o uso de determinado produto, mesmo que estejam dentro da validade.

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Em caso de reações como vermelhidão, ardor ou coceira, é recomendado retirar o produto rapidamente e higienizar a região. Lucas orienta que a pessoa que sofrer uma reação alérgica não faça o uso de pomadas ou produtos dermatológicos.

“O protocolo é: lave bem o rosto, aplique compressas de soro gelado para aliviar o ardor e, caso os sintomas persistam, busque auxílio médico o quanto antes”, recomenda o especialista.

Fonte: Jornal de Brasilia

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Saúde

Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

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Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

 

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Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

 

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

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Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

 

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“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.

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Força para combater a perda muscular

 

A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

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“Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

 

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Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

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Excesso também pode ser um problema

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Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

 

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Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

 

“Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

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