Saúde
UPA do Paranoá recebe apresentação musical com clima junino
Evento contou com decoração e lanche temático
Texto: Anna Beatriz Vieira
Fotos: Davidyson Damasceno
A semana na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Paranoá começou com clima de festa, com direito a música e lanche temático. Na tarde da segunda-feira (24), Esdras Nogueira e Marcus Moraes se apresentaram para os pacientes internados na unidade e aqueles que aguardavam na fila de atendimento.
O evento foi organizado buscando proporcionar o bem-estar daqueles que se encontram em tratamento na UPA, já que a música pode ajudar na melhora dos quadros, no humor e a levantar o ânimo, além de ser uma oportunidade de interação entre os pacientes.Segundo a gerente da UPA do Paranoá, Juliete Andrade, eventos como esse devem se repetir. “Nossa gestão quer realizar eventos semelhantes no futuro, como parte de um programa contínuo de promoção do bem-estar e criação de um ambiente acolhedor que ajude a reduzir o estresse e a ansiedade daqueles que ficam internados na Unidade.”
No primeiro momento, os músicos se apresentaram para os pacientes que aguardavam na recepção e em seguida tocaram durante o banho de sol dos que estavam internados nas salas verde e amarela, que também tiveram à disposição um lanche especial com temática junina.
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Saúde
Sangramentos e dores persistentes podem ser sinais de cânceres ginecológicos
No Setembro em Flor, oncologista aponta sinais que não devem ser ignorados e reforça a importância da vacinação e dos exames preventivos
Alterações no ciclo menstrual, dor pélvica persistente, aumento do volume abdominal e mudanças urinárias ou intestinais podem parecer problemas comuns, mas também estão entre os sinais associados aos cânceres ginecológicos. A orientação é não banalizar mudanças persistentes no organismo.
Promovido pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), o Setembro em Flor 2026 tem como tema “O Futuro é Agora” e reforça a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento.
No Brasil, o câncer do colo do útero permanece entre os de maior impacto na saúde feminina. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 19.310 novos casos por ano no triênio 2026–2028. Para o coordenador da Oncologia do Hospital Anchieta Taguatinga, Caio Neves, os números reforçam a importância de observar alterações que fogem do padrão habitual de cada mulher.
“Qualquer sangramento vaginal fora do padrão merece investigação. Sangramento após a relação sexual, entre as menstruações ou depois da menopausa, assim como dor pélvica persistente e distensão abdominal, são sinais que precisam ser avaliados”, orienta.
Quando os sinais são discretos
Nem todos os tumores ginecológicos apresentam manifestações claras no início. O câncer de ovário, por exemplo, pode provocar sintomas vagos, como distensão e dor abdominal, alterações intestinais ou urinárias, perda de apetite e cansaço. Além disso, não há atualmente um método de rastreamento eficaz recomendado para mulheres assintomáticas da população geral.
Segundo o médico, esses sintomas não significam necessariamente câncer. No entanto, alterações persistentes ou diferentes do habitual devem ser investigadas, em vez de serem atribuídas apenas à idade, à menopausa, a infecções ou a alterações hormonais.
Vacinação e prevenção
A infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV está associada a quase todos os casos de câncer do colo do útero. O vírus também está relacionado a tumores de vulva e vagina, ampliando a importância da vacinação.
O especialista explica que a imunização é uma ferramenta de prevenção do câncer, mas não substitui o rastreamento. As duas estratégias são complementares e têm papéis diferentes no cuidado com a saúde da mulher.
Novas possibilidades de tratamento
Imunoterapia, terapias-alvo, avaliação molecular dos tumores e técnicas cirúrgicas menos invasivas têm ampliado as possibilidades de tratamento. No câncer de ovário, por exemplo, alterações em genes como BRCA podem ajudar a definir estratégias específicas, enquanto biomarcadores também têm ganhado importância no câncer de endométrio.
“Hoje temos mais ferramentas para tratar, controlar e, em muitos casos, curar esses tumores. Mas o maior ganho continua sendo chegar ao diagnóstico no momento certo”, pontua Caio Neves.
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