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Saúde

LÚPUS APRESENTA PRIMEIROS SINAIS NOS OLHOS

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A campanha “Fevereiro Roxo” é promovida pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), alertando sobre o lúpus. A doença atinge até 300 mil brasileiros, sendo até nove vezes mais comum entre  mulheres, de 20 a 45 anos. Um alerta importante é que a condição é crônica e pode acometer os olhos. A importância de conhecer os efeitos originou a campanha.

O lúpus é uma patologia inflamatória crônica autoimune, causada a partir do ataque do sistema imunológico a tecidos saudáveis do próprio corpo. Além dos olhos, a patologia afeta a pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos.

Segundo a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, o lúpus pode comprometer a visão de até um terço dos pacientes em tratamento, cuja manifestação varia conforme cada caso. Normalmente, a ocorrência mais comum envolve o surgimento da síndrome do olho seco – pela rápida evaporação da lágrima natural ou falta de fabricação adequada – provocando ardência, coceira e a sensação de areia nos olhos, efeitos considerados bastante desconfortáveis.

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A vermelhidão, lesões, inflamações e a ptose – popularmente conhecida como pálpebra caída – também são frequentes, justamente pelo caráter autoimune da doença. Tratam-se de alguns dos primeiros sintomas visíveis e, por isso, muitas vezes, os oftalmologistas são os primeiros médicos a suspeitarem do lúpus.

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É importante ressaltar que muitas das ocorrências também surgem devido aos medicamentos para tratamento do lúpus com seus efeitos colaterais. “O uso prolongado de corticoides ou a hidroxicloroquina, por exemplo, causa problemas oculares variados, como a catarata, glaucoma ou a toxicidade retiniana” afirma a médica.

O último caso surge devido a danos irreversíveis à mácula – área central da retina – que sofre com o acúmulo dos componentes do medicamento ou a formação de cristais. O risco de sofrer com a toxicidade é elevado, entre quem possui mais de 60 anos. A droga é consumida por ao menos cinco anos ou utilizada em doses consideradas muito altas. Nesta situação, o acompanhamento e rastreio oftalmológicos são essenciais.

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Para Juliana, em casos de lúpus, o acompanhamento preventivo é considerado crucial. As avaliações médicas são consideradas minuciosas e, caso necessário, os medicamentos serão indicados para contribuir com os cuidados, até mesmo, em colaboração com o reumatologista, responsável pelo tratamento da doença.

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Saúde

A organização que está mudando a história da saúde pediátrica no Brasil

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Após investir mais de R$ 440 milhões e impactar milhões de famílias, o Instituto Ronald McDonald completa 27 anos e se prepara para um novo ciclo de atuação no país

 

Quando uma criança recebe o diagnóstico de uma doença, como o câncer, a vida de toda a família muda junto. Não é apenas o início de um tratamento médico, mas de uma jornada marcada por deslocamentos, incertezas, afastamento do trabalho, da escola, da casa e da rotina. Foi olhando para essa realidade que nasceu, há 27 anos, o Instituto Ronald McDonald, organização que se tornou uma das principais referências no apoio à saúde de crianças e adolescentes e no acolhimento de suas famílias ao longo da jornada de tratamento.

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O que começou como uma iniciativa de apoio e acolhimento às famílias de crianças em tratamento se transformou, ao longo dos anos, em uma atuação nacional que envolve diagnóstico precoce, treinamento de profissionais de saúde, apoio a hospitais e acolhimento de famílias durante o tratamento.

Hoje, após quase três décadas de atuação, a instituição soma mais de R$ 440 milhões investidos em projetos na área da saúde infantojuvenil no Brasil e mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes beneficiados diretamente por suas iniciativas em todo o país.

 

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Muito além do tratamento

Ao longo dos anos, o trabalho do Instituto ajudou a reforçar uma visão que hoje ganha cada vez mais força na área da saúde: o tratamento não envolve apenas o paciente, mas toda a família. Distância do hospital, custos com alimentação e transporte, falta de informação e a necessidade de interromper a rotina são fatores que impactam diretamente as chances de sucesso do tratamento.

Mais do que falar sobre câncer, a organização passou a falar sobre cuidado, apoio e sobre famílias que possuem crianças e adolescentes que precisam de assistência médica e enfrentam, além da doença, desafios sociais, emocionais e financeiros ao longo dessa jornada. Mais do que falar sobre a doença, a organização passou a falar sobre cuidado, apoio e sobre famílias que possuem crianças que precisam de assistência médica e enfrentam, além da doença, desafios sociais, emocionais e financeiros ao longo do tratamento.

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“Quando uma criança adoece, a família inteira adoece junto, emocionalmente, financeiramente e socialmente. Por isso, sempre acreditamos que cuidar da família também é parte do tratamento. Esse olhar para a família é o que orienta o nosso trabalho desde o início. Muitas famílias precisam sair de suas cidades, abandonar temporariamente suas rotinas e enfrentar uma jornada longa e difícil. Se essa família não tiver apoio, o tratamento fica ainda mais difícil. Cuidar da família também é parte do tratamento”, afirma Bianca Provedel, CEO do Instituto Ronald McDonald.

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Divulgação

Quatro frentes que sustentam a atuação no país

Para conseguir atuar em uma jornada tão complexa como o câncer infantojuvenil, o Instituto estruturou sua atuação em quatro grandes programas, que hoje sustentam o trabalho da organização em todo o Brasil.

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O primeiro deles é o Programa Diagnóstico Precoce, que atua na capacitação de profissionais e estudantes da área da saúde para identificar sinais e sintomas do câncer infantojuvenil o mais cedo possível. O diagnóstico precoce é considerado um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de cura.

Outra frente é o Programa Atenção Integral, que apoia hospitais e instituições de saúde com projetos que contribuem para a melhoria do atendimento, infraestrutura hospitalar, aquisição de equipamentos e qualificação do cuidado oferecido a crianças e adolescentes em tratamento oncológico.

Durante o tratamento, muitas famílias precisam se deslocar de suas cidades para buscar atendimento em centros de referência. É nesse momento que entra o Programa Casa Ronald McDonald, que oferece hospedagem, alimentação e apoio para famílias que precisam permanecer por longos períodos longe de casa para acompanhar o tratamento dos filhos.

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Complementando esse cuidado, os Espaços da Família Ronald McDonald funcionam dentro de hospitais e oferecem um local de acolhimento, descanso, alimentação e apoio emocional para familiares durante o período de internação ou tratamento das crianças.

Juntos, esses programas permitem que o Instituto atue em toda a jornada da doença, desde o diagnóstico até o período de tratamento e recuperação, olhando não apenas para o paciente, mas para toda a família.

 

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Impacto que se mede em números e em histórias

Ao longo de 27 anos, a atuação do Instituto Ronald McDonald também pode ser medida em números. Mais de 50 mil profissionais e estudantes da área da saúde já foram treinados para identificar sinais e sintomas do câncer infantojuvenil precocemente.

Mais de 2 mil projetos, em 111 instituições de norte a sul do Brasil, já receberam apoio ao longo dessa trajetória. Apenas em 2025, mais de 9 mil pessoas passaram pelos Espaços da Família Ronald McDonald, mais de 7 mil profissionais de saúde foram treinados e 1.201 famílias foram hospedadas pelo Programa Casa Ronald McDonald durante o tratamento de seus filhos.

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Mas, segundo Bianca, o impacto vai muito além dos números.

“Os números mostram o tamanho do trabalho, mas o que realmente importa são as histórias. Cada criança atendida, cada família acolhida, cada profissional treinado representa uma chance a mais de diagnóstico precoce, de tratamento adequado e de cura. Nosso trabalho sempre foi sobre dar mais chances para essas crianças”, diz.

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Um novo ciclo depois de 27 anos

Se os últimos anos foram de consolidação e expansão da atuação, os próximos devem marcar um novo ciclo para o Instituto Ronald McDonald. O momento é de fortalecimento institucional, ampliação do impacto social e evolução da forma como a organização se posiciona e se comunica, cada vez mais com as famílias no centro do cuidado.

“Chegar aos 27 anos não é apenas olhar para o que fizemos até aqui, mas principalmente para o que ainda precisamos fazer. O Brasil ainda é um país com muitas desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, e nosso papel é justamente ajudar a reduzir essas diferenças. Estamos nos preparando para um novo momento do Instituto, com expansão da nossa atuação e do nosso impacto no país”, afirma Bianca.

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Mais do que uma história, um futuro pela frente

Ao completar 27 anos, o Instituto Ronald McDonald não fala apenas de sua trajetória, mas principalmente do futuro. O desafio agora é ampliar o impacto, fortalecer programas e expandir o apoio às famílias, garantindo que o lugar onde a criança nasce não determine suas chances de acesso ao cuidado e ao tratamento.

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Entre os próximos passos da instituição está a ampliação de sua estrutura de acolhimento no país, com projetos que reforçam o compromisso com inovação, sustentabilidade e cuidado integral. Nesse contexto, a futura unidade de Goiânia surge como um dos marcos desse novo momento, reunindo conceitos avançados de estrutura, acolhimento e suporte às famílias em tratamento.

Com capacidade ampliada e integração entre hospedagem, apoio e convivência, a iniciativa reforça o papel do Programa Casa Ronald McDonald e dos Espaços da Família como pilares fundamentais na jornada de crianças e adolescentes em tratamento, contribuindo para um ambiente mais seguro, estruturado e humanizado.
Os próximos anos serão guiados por uma visão de longo prazo, com foco na ampliação do acesso, na qualificação do cuidado e no fortalecimento do apoio às famílias em todo o país.

Porque, ao longo desses 27 anos, uma certeza se consolidou: quando a família é acolhida, o tratamento se torna mais possível. E é esse olhar que seguirá orientando a atuação do Instituto nos próximos ciclos.

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