Politica
Goiás recebe selo por avanços no controle de HIV mãe-filho
Ministério da Saúde reconheceu trabalho do Estado para evitar transmissão do vírus durante a gestação
A Secretaria da Saúde de Goiás (SES) recebeu, nesta sexta-feira (29/11), o Selo Prata Rumo a Eliminação da Transmissão Vertical de HIV (de mãe pra filho). O reconhecimento partiu do Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan Americana da Saúde (Opas). A entrega do selo ocorreu durante evento realizado em Brasília (DF) e que contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Os estados e municípios brasileiros foram avaliados em uma série de indicadores, que levam em consideração dados de vigilância, proporção de nascidos por transmissão vertical, taxa de detecção, incidência, prevalência, além de informações da atenção primária, que consideram a qualidade da assistência no pré-natal, parto, puerpério, seguimento da criança, além da realização de pesquisas e do tratamento adequado.
Segundo a assessora técnica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES, Cristina Laval, que representou o titular da pasta, Rasível Santos, o selo traz um grande censo de responsabilidade para o Estado. “Porque foi um trabalho muito desafiador durante todo o ano de 2024, envolvendo equipes de vigilância e de assistência para apoiar, sobretudo os municípios, para que eles adotem as medidas e que a gente possa caminhar para a eliminação da transmissão vertical do HIV, mas também da Sífilis e da Hepatite B”, destacou.
Além da Saúde Estadual, quatro municípios goianos também foram reconhecidos durante a solenidade. Anápolis recebeu a dupla certificação (Selo Prata de Boas Práticas Rumo a Eliminação de HIV e Selo Bronze de Boas Práticas Rumo a Eliminação de Sífilis), Jataí a Certificação de Eliminação de Transmissão Vertical de HIV, Rio Verde o Selo Prata Rumo a Eliminação de HIV e Trindade com dupla certificação: Selos Prata Rumo a Eliminação de Sífilis e HIV.
Para alcançar o resultado, a Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da SES, por meio da Coordenação de Vigilância das ISTs, realizou visitas técnicas, capacitações, reuniões online e sensibilização dos gestores e profissionais das cidades envolvidas em todo o processo.
IST’s
A Sífilis e o HIV são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que podem ser transmitidas de mãe pra filho durante a gestação. A taxa estimada de transmissão vertical do HIV pode chegar a 30% quando não é utilizada a terapia antirretroviral. No entanto, se adotado o tratamento e demais medidas preventivas, a taxa reduz para menos de 2%. Conforme dados da SES, entre janeiro de 2020 e agosto de 2024, Goiás registrou 654 casos notificados de gestantes com HIV.
Fotos: Rafael Nascimento/MS
Legenda: Equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES recebe o selo das mãos da ministra da Saúde, Nísia Trindade
Secretaria da Saúde – Governo de Goiás
Politica
Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado e articula atuação integrada entre Poderes
A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário – Foto:
JUSTIÇA E SEGURANÇA
Decisão anunciada pelo ministro da Justiça prevê atuação coordenada de órgãos do Executivo, Ministério Público e Judiciário para ampliar a efetividade no enfrentamento às organizações criminosas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, em uma estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião convocada pelo presidente no Palácio do Planalto.
O encontro reuniu ministros de Estado, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério Público. Segundo o ministro, a medida reflete a gravidade do avanço do crime organizado no país e a necessidade de uma resposta à altura, com coordenação institucional e respeito às atribuições constitucionais de cada órgão.
“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos os atores presentes, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou Wellington César Lima.
ATUAÇÃO COORDENADA E PERMANENTE – De acordo com o ministro, a nova diretriz reconhece que ações isoladas de governo, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que atuam de forma estruturada, transnacional e com forte poder econômico.
A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário, de modo a garantir maior efetividade às investigações, denúncias e decisões judiciais. “Para que essas iniciativas alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da colaboração desses órgãos de Estado”, destacou o ministro.
INTEGRAÇÃO E RESPEITO – A articulação envolve também os conselhos nacionais do Ministério Público e da Justiça. Segundo Wellington César Lima, houve manifestação de apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de viabilizar um espaço institucional de cooperação permanente.
A coordenação, ressaltou o ministro, será feita com absoluto respeito às autonomias e aos limites constitucionais de cada Poder, reforçando a institucionalidade democrática no enfrentamento ao crime organizado.
INTEGRAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou que a integração já tem produzido resultados concretos e será aprofundada com a nova diretriz presidencial. Ele destacou a cooperação com órgãos como Banco Central, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, além da atuação internacional da PF.
Como exemplo, citou uma operação recente que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha, a maior da história daquele país, a partir de investigações conduzidas no Brasil em parceria com autoridades estrangeiras.
DESCAPITALIZAÇÃO – Outro eixo central da estratégia é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Segundo Andrei Rodrigues, a Polícia Federal tem priorizado ações de inteligência e planejamento para atingir o chamado “andar de cima” do crime organizado. “Enfrentar o poder econômico do crime organizado é essencial para que a gente tenha resultados efetivos e perenes”, afirmou.
PRÓXIMOS PASSOS – O ministro da Justiça informou que novas medidas e ações estruturantes serão detalhadas em reuniões posteriores, incluindo a organização da equipe do ministério e o aprofundamento da cooperação federativa com estados e governadores.
Segundo ele, a decisão do presidente Lula representa um marco na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, ao reconhecer que o tamanho do desafio exige uma atuação integrada, contínua e acima de governos. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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