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Saúde

UPAs do DF reforçam assistência no atendimento de complicações da diabetes

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Especialistas do IgesDF explicam quando procurar atendimento e como evitar agravamentos
Por Ivan Trindade
Às vésperas do Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas alertam que reconhecer os sinais de descompensação da doença e procurar atendimento rapidamente pode evitar complicações graves. Entre janeiro e maio deste ano, as 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) atenderam 604 pacientes com diabetes e complicações relacionadas à doença.
As UPAs têm papel fundamental no atendimento de urgência a pacientes que apresentam alterações agudas da glicemia, como hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose diabética. Nesses casos, a assistência rápida permite estabilizar o quadro clínico e, quando necessário, encaminhar o paciente para unidades de maior complexidade.
Foi exatamente essa assistência que fez a diferença para Jorge Chaves, 46 anos. Nesta semana, ele procurou a UPA de Vicente Pires após apresentar um quadro de cetoacidose diabética, uma complicação grave da doença que exige atendimento imediato.
“Sou uma pessoa com diabetes e precisei buscar ajuda na UPA de Vicente Pires por causa de uma emergência causada pela doença. Fui atendido rapidamente por profissionais preparados, que logo iniciaram o tratamento. Em momentos como esse, procurar uma UPA faz diferença”, relata.
Segundo o gerente da unidade, Jackson Teixeira, os quadros mais frequentes estão relacionados às alterações agudas da glicemia. Pacientes costumam procurar atendimento após apresentarem sintomas como fraqueza intensa, tonturas, náuseas, vômitos, sonolência ou mal-estar.
“Quanto mais cedo ocorre a assistência, maiores são as chances de estabilização clínica e recuperação do paciente”, destaca.
As UPAs integram uma rede de cuidado que funciona de forma articulada. Após a avaliação e o tratamento inicial, os pacientes podem receber alta com orientações ou, quando necessário, ser encaminhados para hospitais de maior complexidade.
“As unidades têm papel estratégico porque garantem a estabilização dos quadros agudos e contribuem para a continuidade do cuidado dentro da rede pública de saúde”, acrescenta o gestor.
Atendimento integrado
A nutricionista da UPA de Vicente Pires, Bruna Pires, conhece essa realidade de dois lados. Além de profissional de saúde, ela também convive com o diabetes.
“O acompanhamento adequado, a alimentação equilibrada, o uso correto das medicações e o monitoramento da glicemia são fundamentais para manter a qualidade de vida e prevenir complicações”, afirma.
Bruna observa que muitos pacientes chegam às unidades assustados e inseguros diante de uma descompensação da doença. Por isso, o acolhimento é tão importante quanto o tratamento clínico.
“Muitas vezes, a pessoa precisa de orientação e tranquilidade para entender o que está acontecendo e quais serão os próximos passos do cuidado”, ressalta.
Em Brazlândia, a coordenadora de enfermagem da UPA, Rayane Pergentino, explica que as ocorrências mais frequentes atendidas pelas equipes são episódios de hipoglicemia, hiperglicemia e complicações relacionadas ao pé diabético, condição que pode provocar perda de sensibilidade nos pés, dificultar a cicatrização e aumentar o risco de infecções.
Segundo ela, reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda rapidamente pode evitar agravamentos.
“Quanto mais cedo a descompensação é identificada e tratada, maiores são as chances de evitar complicações e restabelecer o equilíbrio do organismo com segurança”, pontua.
Embora as UPAs sejam responsáveis pelo atendimento dos quadros agudos e emergenciais, o acompanhamento contínuo do diabetes é realizado principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), geridas pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), onde os pacientes recebem acompanhamento multiprofissional, orientações e monitoramento regular da doença.
“Manter o tratamento conforme orientação da equipe de saúde, monitorar a glicemia regularmente e adotar hábitos saudáveis continuam sendo as principais formas de prevenir complicações. Ainda assim, quando surgem sinais de descompensação, as UPAs permanecem preparadas para oferecer assistência rápida e qualificada”, conclui Rayane.

 

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Saúde

EXPOSIÇÃO À LUZ AZUL CONTRIBUI PARA QUEDA DE SUICÍDIOS

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A luz azul é parte cada vez mais constante do cotidiano, mas os seus efeitos, sobretudo na saúde mental, e a relação com o suicídio, ainda são pouco conhecidos.

A luz está associada à diminuição de tentativas de suicídio em contextos específicos, especialmente, quando utilizada como estratégia ambiental preventiva, como ocorreu em estações ferroviárias no Japão. A associação não é causal, mas contextual e neurobiológica.

A PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, explica que a grande maioria das pessoas desconhece como a luz azul exerce um papel relevante na regulação do ciclo circadiano, o relógio biológico interno, responsável por organizar sono, vigília, atenção, humor e funcionamento emocional.

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E isso acontece porque a mesma está presente na luz solar e, quando captada pela retina, estimula células ligadas à estrutura central do controle circadiano, aumentando o estado de alerta, melhorando a atenção e foco, regulando o humor e reduzindo a sonolência diurna.

Desta forma, um ciclo circadiano bem organizado contribui para maior estabilidade emocional; melhor capacidade de tomada de decisão e maior controle dos impulsos, fatores fundamentais para prevenção de comportamentos autolesivos.

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Entretanto, Ângela recorda que o benefício acontece apenas com a exposição em horários e contextos adequados, já que, o uso de telas no período noturno, por exemplo, causa efeitos contrários, provocando ansiedade, irritabilidade e insônia.

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A luz azul não deve ser vista como vilã e nem uma solução mágica. Trata-se de um estímulo ambiental poderoso, que, quando bem utilizado, contribui para a organização biológica e emocional, principalmente, se combinada com a atenção profissional. Vale lembrar que a prevenção ao suicídio, requer uma abordagem muito mais ampla, ligada à políticas públicas e maior acesso aos cuidados com a saúde mental.

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