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Saúde

Brasil está entre os países com maior incidência de câncer de tireoide no mundo

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Nos últimos anos, vem crescendo a incidência deste tumor, que hoje é o quinto mais frequente em mulheres no País e o quarto do Sudeste e Nordeste nesta população.

 

O câncer de tireoide é uma das neoplasias que mais crescem no mundo. Em 2022, acometeu mais de 821 mil pessoas, o que lhe rendeu a sétima posição entre os tumores mais frequentes em âmbito global. No Brasil, a estimativa de casos diagnosticados por ano saltou de 9.200 em 2014 para 16.450 no triênio 2026–2028. Trata-se de um dos principais tumores do sistema endócrino, que afeta cinco vezes mais as mulheres do que os homens por razões não totalmente esclarecidas. Há hipóteses que associam a alta incidência na população feminina a fatores hormonais e à diferença no acesso à realização de exames.

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No território nacional, o câncer de tireoide é o quinto mais frequente em mulheres e o quarto mais comum nesta populaçãodo Sudeste e Nordeste. A alta incidência é atribuída às melhorias do processo diagnóstico, como o uso dos exames de ultrassom e de novas técnicas de biópsia. Isto porque, apesar do aumento crescente, as taxas de mortalidade permanecem baixas3. Em 2023, foram 988 óbitos no País, dos quais 320 eram homens e 668 mulheres.

 

O médico especializado em câncer de cabeça e pescoço Vinícius Freire, da Oncologia D’Or, acredita que a grande concentração de endocrinologistas e de instituições de saúde que realizam exames de ultrassom e check-up no Sudeste propicia o diagnóstico incidental e precoce.

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“Embora não tenha o mesmo nível de sobrediagnóstico do Sudeste, o Nordeste tem assistido à expansão recente do acesso a exames nas redes públicas e privadas, à implementação de exames de ultrassonografia no interior dos estados e programas de saúde da mulher mais ativos”, afirma Vinícius Freire.

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A doença

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A tireoide é uma glândula que produz hormônios, cuja função é regular o metabolismo e influenciar funções como ritmo cardíaco e temperatura corporal. Está ligada ao crescimento e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, à regulação dos ciclos menstruais, à fertilidade, ao peso, à memória, à concentração, ao humor e ao controle emocional.

Grande parte das vezes, os pacientes não apresentam sintomas porque possuem tumores pequenos. À medida que o quadro evolui, podem aparecer nódulos, caroços ou inchaço no pescoço, rouquidão ou outras alterações na voz e dificuldade para engolir. O diagnóstico é feito a partir do histórico clínico, do exame físico e da realização de ultrassonografia no pescoço para a identificação de um nódulo com características suspeitas.

O surgimento de nódulos, caroços ou inchaço no pescoço pode ser indício da doença.

Formam os grupos de risco adultos com 50 anos ou mais, mulheres, obesos ou com sobrepeso, pessoas com dietas pobres em iodo, com histórico familiar de câncer de tireoide ou com histórico de irradiação no pescoço ou radioterapia mesmo em baixas doses (principalmente na infância). Profissionais de serviços diagnósticos ou que trabalham com radioterapia podem desenvolver a doença por causa da exposição a radiações ionizantes, como raios-X, raios gama e iodo radioativo, incluindo o iodo-131.

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Mais de 90% dos tumores na tireoide são carcinomas papilares e foliculares, que apresentam altas chances de cura, principalmente quando diagnosticados de forma precoce. Eles também são conhecidos como carcinomas diferenciados devido à semelhança estrutural e funcional com o tecido tireoidiano normal.

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A cirurgia é considerada o tratamento padrão deste tipo de câncer, podendo ser realizada para a remoção total ou parcial da tireoide, a depender do estadiamento (grau em que a doença é diagnosticada). Quando há risco elevado de recidiva, recomenda-se a complementação com terapia com iodo radioativo, que consiste na ingestão de uma pequena quantidade dessa substância para destruir o tecido tumoral remanescente.

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Nos últimos anos, o arsenal terapêutico para o tratamento do câncer diferenciado da tireoide metastático e refratário ao iodo radioativo evoluiu muito com a incorporação de terapias-alvo moleculares10. A imunoterapia também pode ser recomendada caso o paciente apresente a doença avançada, que não responde ao iodo radioativo e apresenta alta carga mutacional tumoral.

Para prevenir o câncer de tireoide, é preciso controlar o peso, manter uma dieta saudável e praticar atividade física. O mapeamento genético é indicado para pessoas com dois parentes de primeiro grau que tiveram carcinoma bem diferenciado de tireoide ou qualquer caso de carcinoma medular de tireoide. No caso de carcinoma medular de tireoide, o objetivo é identificar a existência de uma mutação no gene RET (do inglês, Rearranged During Transfection). Trata-se do principal marcador deste subtipo de tumor, que, apesar de raro, é mais agressivo.

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“Profissionais que lidam com radiações ionizantes em suas rotinas de trabalho devem utilizar de forma correta os equipamentos de proteção individual (EPI) a fim de evitar o câncer de tireoide”, concluiu o médico.

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Saúde

Sintoma comum, tontura pode indicar diferentes doenças e exige investigação

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Campanha nacional, de 20 a 26 de abril, destaca a importância de avaliar o quadro e seus sinais associados; especialista alerta para situações que exigem atendimento médico imediato

 

Você já sentiu tontura ou conhece alguém que tenha passado por isso? Apesar de comum, esse sintoma pode esconder condições importantes e merece atenção. Entre os dias 20 e 26 de abril, a Semana da Tontura 2026, promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Academia Brasileira de Otoneurologia (ABON), reforça o alerta com o tema “Tontura é coisa séria: sabia que alterações no metabolismo também podem causar tontura?”. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância de investigar corretamente esse sinal clínico.

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“Muita gente ainda encara como algo simples, mas existem situações que exigem avaliação imediata”, explica a Dra. Naiana Rocha Arcanjo, otorrinolaringologista e otoneurologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). “Quando surge de forma súbita, intensa ou diferente do habitual, ou vem acompanhada de sintomas como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, visão dupla, perda de consciência ou dor de cabeça forte, é fundamental procurar atendimento com urgência”, orienta.

Segundo a especialista, identificar a origem nem sempre é tarefa simples, já que diferentes sistemas do organismo podem estar envolvidos. “Nem sempre o problema está restrito ao labirinto. Sinais como alteração na coordenação, palpitações, sensação de desmaio ou episódios ligados ao estresse podem indicar causas neurológicas, cardíacas, metabólicas ou emocionais”, destaca. “Esses fatores podem inclusive se associar e exigir acompanhamento conjunto com outros profissionais”, completa.

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Para ajudar a população a compreender melhor, ela esclarece diferenças básicas entre termos frequentemente confundidos. “Tontura é um conceito amplo, que engloba várias sensações. Já a vertigem é quando há percepção de giro, enquanto o desequilíbrio está relacionado à dificuldade de se manter em pé ou caminhar”, explica.

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A tentativa de resolver o problema por conta própria é outro ponto de preocupação. “Um erro comum é usar medicamentos sem orientação, acreditando que tudo se resume à ‘labirintite’”, alerta. “Além disso, ignorar sinais associados ou buscar soluções na internet pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado”, acrescenta.

Os impactos no cotidiano também são relevantes. “Sem o cuidado correto, há risco de quedas, fraturas e acidentes, especialmente entre pessoas mais velhas. Isso compromete diretamente a segurança e a qualidade de vida”, afirma.

Na prática clínica, a investigação envolve diferentes etapas. “O diagnóstico é feito a partir da história do paciente, exame físico e testes específicos. Em alguns casos, solicitamos audiometria, exames vestibulares, laboratoriais ou de imagem, mas nenhum deles, isoladamente, confirma a causa”, esclarece.
Há ainda influência direta dos hábitos diários. “Estresse, ansiedade, noites mal dormidas, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de cafeína ou álcool podem desencadear ou agravar os episódios”, ressalta.

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Entre idosos, a atenção deve ser redobrada. “Existe um declínio natural do equilíbrio, além do uso de múltiplos medicamentos e presença de doenças associadas. Por isso, qualquer episódio precisa ser valorizado para evitar complicações mais graves”, pontua.

As possibilidades terapêuticas variam conforme o diagnóstico. “Podemos utilizar medicamentos, realizar manobras específicas, indicar reabilitação vestibular e orientar mudanças no estilo de vida. Tudo depende da causa identificada”, afirma.

Como mensagem central da campanha, a especialista reforça a importância da conscientização. “Tontura tem causa, diagnóstico e tratamento. O mais importante é não banalizar, evitar automedicação e buscar avaliação adequada”, finaliza a Dra. Naiana Rocha Arcanjo.

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Crédito: Imagem de freepik

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