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Amarê Fashion tem desfile de looks desenhados por jovens em vulnerabilidade social

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Pelo segundo ano consecutivo, Governo de Goiás, por meio da OVG e do Goiás Social, oferece aos beneficiários do Centro da Juventude Tecendo o Futuro a oportunidade de exporem produções autorais para grandes nomes da moda

O Governo do Estado, por meio do Goiás Social e da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), levou, pelo segundo ano consecutivo, adolescentes e jovens do Centro da Juventude Tecendo o Futuro à Amarê Fashion – Semana da Moda Goiana, realizada no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Ao todo, 11 jovens que participam da Oficina de Processos Criativos, ofertada em parceria com a Faculdade de Moda da Estácio, puderam expor e desfilar looks autorais no evento. Essa foi a primeira experiência deles num evento de grande escala.

“Ver esses meninos e meninas brilhando na passarela da Amarê me enche de orgulho. Me recordo quando o governador Ronaldo Caiado inaugurou o Centro da Juventude Tecendo o Futuro, que é o primeiro da história de Goiás, com o objetivo de melhorar a situação de quem estava ali. Hoje, posso dizer com convicção que me sinto realizada em ver os resultados desse trabalho e testemunhar a trajetória de superação desses jovens”, disse a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

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Produzidas exclusivamente para a Semana da Moda Goiana, as roupas confeccionadas pelos adolescentes e jovens tiveram como direcionamento o “Upcycling”, uma abordagem sustentável que visa dar nova vida a peças de roupa antigas ou descartadas. O tema foi “Conexões – A moda diante da integração das habilidades às ferramentas tecnológicas”. A criação das peças, desenho do croqui, etapa de moldes até a finalização, com o corte e costura, foram feitos pelos jovens, com a monitoria de beneficiários do Programa Universitário do Bem (ProBem), que são bolsistas em cursos ligados à moda.

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Autora de um dos looks que ganhou a passarela da Amarê, a jovem Luana Vitória disse que foi uma experiência inesquecível. “Todos nós temos sonhos e temos expectativas quando nos matriculamos nas oficinas do Tecendo o Futuro. Quando soube que eu faria parte da Semana da Moda, fiquei muito feliz. Foi um caminho difícil até chegarmos a esse look, mas é recompensador ver minha peça sendo desfilada no corpo de uma modelo profissional e aplaudida por tantas pessoas”.

Oportunidade
Na edição de 2023 da Amarê, um dos 14 jovens que expuseram looks criados durante as oficinas oferecidas pelo Goiás Social e pela OVG foi convidado a integrar a equipe da marca O Rato Roeu – Moda Infantil. Com o incentivo do Governo de Goiás, Igor Martins, de 19 anos, hoje é profissional da moda.

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“Estar aqui no ano passado já foi a realização de um sonho. Agora, estou vivendo uma nova oportunidade, podendo ser um estilista e atuar no mundo da moda, é mais que um sonho, é a prova de que quando há incentivo, podemos chegar cada vez mais longe”, contou Igor.

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O Centro da Juventude Tecendo o Futuro atende uma média mensal de 785 jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa promove a garantia de direitos, oportunidades de formação, participação cidadã, capacitação profissional e acesso ao mundo do trabalho, além de participação gratuita em atividades esportivas, culturais e recreativas no contraturno escolar, o que assegura o aproveitamento de tempo de forma saudável.

“Meu sentimento é de realização por ver onde esse trabalho com adolescentes e jovens em vulnerabilidade social pode levá-los, a exemplo do Igor que hoje é um profissional da moda graças ao incentivo e apoio que recebeu do Goiás Social e da OVG”, finalizou Gracinha Caiado.

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Fotos: Aline Cabral

Legenda 1: Com incentivo do Governo de Goiás, adolescentes e Jovens do Centro da Juventude Tecendo o Futuro expõem e desfilam looks autorais na Amarê Fashion – Semana da Moda Goiânia.

Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) – Governo de Goiás

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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA

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Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.

A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.

A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.

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O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.

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Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.

Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.

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É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.

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