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Locação de imóveis: tendência crescente entre jovens requer cuidado redobrado, alertam especialistas

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Analista Daniel Claudino e advogado Luiz Miguel Dubal alertam para aumento de golpes no mercado imobiliário

O número de brasileiros vivendo em imóveis alugados tem crescido nos últimos anos. Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 20,9% da população vive atualmente em moradias alugadas, proporção superior aos 16,4% registrados em 2010. O cenário tem impulsionado o mercado de locação, mas também acende um alerta para o aumento de golpes envolvendo anúncios falsos de imóveis.

Segundo Daniel Claudino, especialista em mercado imobiliário, o aumento da procura por aluguel entre jovens não significa que o desejo pela casa própria tenha desaparecido, mas indica uma mudança no momento da decisão de compra.

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“O aumento da procura por imóveis para alugar entre jovens tem chamado atenção no mercado imobiliário, mas não significa que o desejo pela casa própria tenha desaparecido. Em grande parte dos casos, trata-se de uma mudança no momento da decisão de compra”, explica.

De acordo com ele, diferentemente das gerações anteriores, muitos jovens priorizam morar em regiões com melhor infraestrutura, mesmo que isso signifique adiar a compra do imóvel próprio.

“Hoje muitos jovens preferem morar melhor desde o início da vida adulta, priorizando localização, acesso a serviços e qualidade de vida no presente, em vez de assumir um compromisso de longo prazo para adquirir um imóvel distante ou menos funcional”, afirma.

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O especialista também destaca que mudanças no estilo de vida ajudam a explicar esse comportamento. Jovens adultos tendem a mudar mais de cidade ou de trabalho ao longo da vida e muitas vezes adiam decisões como casamento ou formação de família, o que torna o aluguel uma alternativa mais flexível de moradia.

Outro fator relevante é o cenário econômico. A necessidade de uma entrada elevada, somada ao custo do crédito imobiliário e ao aumento do valor dos imóveis em determinadas regiões, faz com que muitos jovens optem pela locação no curto prazo.

Indicadores do setor mostram que a demanda por locação segue aquecida. O Índice FipeZAP, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas em parceria com o ZAP Imóveis, registrou alta próxima de 9% no preço médio dos aluguéis residenciais em 2025, refletindo um mercado de locação mais dinâmico.

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Com o crescimento da procura por aluguel, especialistas alertam também para o aumento de fraudes no mercado imobiliário, principalmente em plataformas digitais.

Segundo Luiz Miguel Dubal, advogado especialista em direito imobiliário , golpes envolvendo anúncios falsos de imóveis têm se tornado cada vez mais comuns.

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“Sempre que há aumento de demanda em determinado mercado, cresce também a atuação de fraudadores. No setor de locações isso é muito evidente, principalmente em plataformas digitais e redes sociais, onde anúncios falsos podem ser publicados com facilidade”, explica.

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De acordo com ele, entre os golpes mais comuns estão anúncios de imóveis inexistentes ou publicados por pessoas que se passam por proprietários ou corretores.

“Também é frequente o golpista exigir pagamento antecipado de ‘reserva’, ‘sinal’ ou ‘taxa de visita’. Outro tipo de fraude ocorre quando criminosos copiam anúncios reais de imobiliárias e republicam com preço mais baixo para atrair interessados”, alerta.

Para evitar prejuízos, o especialista recomenda que o interessado verifique sempre a identidade do anunciante e evite qualquer pagamento antes de visitar o imóvel.

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“O ideal é confirmar se há um corretor registrado no CRECI intermediando a negociação, visitar o imóvel antes de qualquer pagamento e analisar o contrato com atenção. Quando a locação ocorre por meio de imobiliária formal, o risco de fraude tende a ser significativamente menor”, conclui.

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“Parem de nos matar porque nós não vamos morrer”, afirma Cármen Lúcia em debate sobre violência de gênero

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Autoridades do Judiciário, Ministério Público e PF discutiram os impactos da sub-representação feminina e os desafios institucionais no Brasil

 

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez discurso firme sobre violência de gênero e participação feminina na política durante evento em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, realizado nesta quarta-feira (18) pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB) em parceria com as Embaixadas do Canadá e da Noruega. Ao abordar o aumento dos casos de violência, Cármen Lúcia classificou o cenário como alarmante e afirmou: “Parem de nos matar porque nós não vamos morrer”.

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Segundo a ministra, o Brasil vive uma “epidemia” de assassinatos de mulheres, realidade que também se reflete na política, com o aumento de ataques e intimidações contra candidatas e lideranças femininas. Para ela, a desigualdade de gênero tem raízes históricas e foi estruturada para limitar a presença feminina nos espaços de poder. “A sociedade foi organizada para que os homens participassem da política e as mulheres ficassem restritas a outros espaços”, disse.

Cármen Lúcia criticou o padrão de ataques direcionados às mulheres no debate público, sobretudo em períodos eleitorais, com abordagens mais agressivas e de caráter pessoal. Segundo ela, esse ambiente hostil contribui para afastar mulheres da vida política. Apesar dos avanços legais, segundo a ministra, a realidade ainda é desigual: “A igualdade está na Constituição, mas não está na vida”. Por fim, ela defendeu o enfrentamento à violência de gênero como condição para o funcionamento pleno da democracia. “Uma democracia que deixa de fora mais de 50% da população não é completa”, concluiu.

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Cooperação internacional em prol das mulheres
Na abertura do evento, o ministro-conselheiro da Embaixada do Canadá, Simon Cridland, destacou que a sub-representação feminina é um problema global e que a paridade nos cargos de poder ainda está distante, podendo levar mais de um século para ser alcançada no ritmo atual. “Quando as mulheres são excluídas da esfera pública, a sociedade perde perspectivas essenciais para políticas mais justas e eficazes”, afirmou.

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, ressaltou a importância da cooperação internacional no enfrentamento da violência política de gênero e defendeu a ampliação da participação de grupos historicamente excluídos. “É fundamental garantir que todas as pessoas, especialmente mulheres, jovens e pessoas LGBTQI+, participem da vida pública com segurança e em igualdade de condições”, disse.

O reitor do CEUB, Pio Pacelli Moreira Lopes, destacou o papel da universidade como um espaço aberto, plural e essencial para a promoção da participação feminina em todas as esferas e poderes. “À educação superior cabe um papel decisivo nesse processo, como espaço de produção de conhecimento, de formação crítica e de compromisso com o fortalecimento das instituições democráticas”, afirmou o reitor.

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Instituições no enfrentamento à violência política
O evento reuniu instituições públicas para debater estratégias de enfrentamento à violência política de gênero. O delegado da Polícia Federal Henrique Oliveira Santos abordou os desafios na investigação de crimes no ambiente digital e a necessidade de aprimorar mecanismos de identificação e responsabilização. Já a procuradora Raquel Branquinho, do Ministério Público, enfatizou a atuação integrada com respostas mais ágeis do sistema de Justiça. Também foram abordadas a produção de dados e a criação de ambientes mais seguros para ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.

 

 

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Créditos: 

Por: Marina Gadelha

Fotos: Divulgação CEUB

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