Curiosidades
Suzane Richthofen volta a cursar biomedicina presencialmente no interior paulista
(crédito: Reprodução/Redes Sociais)
Suzane tinha trancado o curso. Em outubro do ano passado ela chegou a apresentar um trabalho sobre maternidade e desafios da gestação
Suzane von Richthofen voltou a cursar biomedicina em outra faculdade do interior de São Paulo, após trancar o curso. Condenada a 39 anos e 6 meses de prisão pela morte dos pais, em 2002, ela foi solta em janeiro deste ano, sendo transferida para o regime aberto, após decisão da Justiça.
Em 2021, Suzane conquistou o direito de iniciar o curso em Taubaté (SP), após ter conseguido uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e demonstrar ter condições de custear os estudos. Em outubro do ano passado, ela chegou a apresentar um trabalho sobre maternidade e desafios da gestação, na companhia de colegas de turma.
Ao g1, uma estudante da Faculdade Sudoeste Paulista (UniFSP) contou que a equipe da instituição comunicou os alunos sobre o fato de que Suzane frequentaria as aulas presencialmente. “Foram de sala em sala e comunicaram que a Suzane frequentaria as aulas. Pediram para que os alunos compreendessem e respeitassem o direito dela como cidadã. E foi assim! Na hora, fiquei surpresa e, apesar de saber que é um direito dela, me sinto meio desconfortável”, disse.
Ressocialização
Intitulado “Su Entre Linhas”, Suzane Von Richthofen montou um ateliê para vender artigos de moda pelo Instagram. A montagem do ateliê de moda é o primeiro trabalho desempenhado por Suzane Von Richthofen, que saiu da penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo.
O Correio tentou contato com Faculdade Sudoeste Paulista (UniFSP) para saber mais informações, mas até a publicação desta matéria não recebemos retorno.
Cultura
Oficina gratuita de teatro musical abre inscrições para jovens de Taguatinga
Projeto selecionará 20 jovens para formação artística com foco na valorização da cultura afro-brasileira e no enfrentamento ao racismo
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia
Estão abertas as inscrições para a oficina Ópera Suburbana, iniciativa que une teatro musical e educação antirracista em Taguatinga. O formulário de inscrição pode ser acessado aqui. O projeto selecionará 20 jovens para cinco meses de atividades gratuitas em canto, interpretação e expressão corporal. Ao final, o grupo apresentará um espetáculo voltado a estudantes da rede pública.
O projeto é destinado a jovens a partir de 14 anos, preferencialmente pretos e moradores de Taguatinga. As inscrições podem ser feitas até 28 de julho. Não é necessário ter experiência em teatro ou música.
As atividades começam em 30 de julho, no Centro Cultural Recita, em Taguatinga. Os encontros serão às quintas-feiras, das 14h às 17h, e aos sábados, das 9h às 12h, até novembro.
Arte transformadora
Durante os encontros, os jovens terão aulas de canto, dança, interpretação, expressão corporal e vocal, além de atividades de dramaturgia e encenação. A proposta é usar a linguagem do teatro para discutir o racismo estrutural, ampliar a representatividade e valorizar a cultura afro-brasileira.
Ao fim da formação, os alunos montarão o espetáculo Ópera Suburbana, que terá cinco apresentações em Taguatinga. Quatro delas serão destinadas a estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio da rede pública. As sessões serão acompanhadas de material didático, palestras e debates para ampliar a discussão sobre educação antirracista.
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