Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Diversas

Tudo agora é racismo? Mitos e verdades sobre o tema no Dia Mundial Contra a Discriminação Racial

Publicado em

Muito tem se falado que o racismo aumentou nos últimos anos, ou que “temos que tomar cuidado, porque agora tudo é racismo”. A grande verdade é que o racismo não aumentou, e nem aumentaram os comportamentos que configuram sua ocorrência. O que aconteceu foi que ele passou a ser filmado, apontado, nomeado, criminalizado de maneira mais severa e ganhou a mídia.
O dia 21 de março foi instituído pela ONU como Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória das 69 pessoas mortas no chamado Massacre de Sharpeville, em Johanesburgo, quando participavam de um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava que pessoas negras portassem cartões informando exatamente por onde circulariam, em 21 de março de 1960.
O massacre ocorreu na África do Sul e reverberou internacionalmente, gerando uma onda de protestos e indignação mundo afora, transformando o dia 21 de março em uma data que nos faz refletir sobre o racismo – aquele expresso, criminalizado – e também o que fica nas entrelinhas, tão difícil de ser combatido.
Em matéria de legislação e criminalização de condutas racistas o Brasil passou a cuidar especificamente da questão com a promulgação da Lei de Crime Racial, em 1989, com grande avanço em janeiro de 2023.
Atualmente vivemos em um cenário no qual todo e qualquer ataque a um indivíduo, por meio de características raciais, se configura em racismo – considerado crime imprescritível e inafiançável, ou seja, não há prazo para que o agressor seja responsabilizado, e a ele não é conferida, em hipótese alguma, a opção de pagamento de fiança para responder ao processo em liberdade.
Foram também trazidas algumas atualizações importantes, levando-se em conta o contexto social no qual vivemos.
O racismo é velado no Brasil, na maior parte das vezes escondido justamente sob o véu da “brincadeira”. É o que se convencionou chamar “racismo recreativo”, que passou a ser criminalizado, e com fator de aumento de pena. A grande dificuldade, no caso concreto, segue sendo conseguir identificá-lo.
 Com as alterações implementadas em janeiro de 2023, tais  práticas não só configuram racismo como também passam a ter sua pena aumentada, da mesma forma como acontece se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, mediante a utilização de redes sociais e em contextos de práticas artísticas, esportivas e culturais – nesses casos, a punição vem acompanhada da proibição de se frequentar referidos eventos pelo prazo de três anos.
O combate à discriminação racial, no entanto, vai muito além do que vem descrito nas leis.
Ao contrário de práticas segregacionistas, como aquelas vividas na África do Sul e Estados Unidos, aqui no Brasil, com a proximidade física entre brancos e negros, aliada a um discurso de “paraíso racial” e “democracia racial”, o racismo acaba ganhando contornos de sutileza e disfarce, que impede que ele seja de pronto identificado e punido.
Datas como o 21 de março nos levam não só a reconhecer a importância das militâncias, como também a olhar para a nossa realidade com um filtro que nos ajuda a efetivamente erradicarmos atitudes que normalizamos e repetimos inconscientemente, mas que não são nada além de práticas racistas.
É dessa forma, acordando para o simples, com verdade, comprometimento e constância, que daremos real sentido à luta travada no 21 de março, em Sharperville, fazendo deste o Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do IstoÉ.
Fonte: IstoÉ
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Governo de Goiás conclui instalação de Gabinetes de Crise em 13 unidades de saúde de Goiânia

Diversas

Consórcio para o 1° carro: comece a investir no sonho antes mesmo da habilitação

Published

on

A modalidade permite a aquisição de veículos novos e seminovos.

Queda do primeiro dente, a primeira prova na escola, o primeiro beijo. A vida é marcada por estreias que deixam lembranças duradouras. Entre elas, poucas são tão simbólicas quanto a conquista do primeiro carro. Transformar esse desejo em realidade, porém, vai além do impulso: exige planejamento financeiro rigoroso e decisões bem fundamentadas. É essencial avaliar a real necessidade, estabelecer um orçamento compatível com a renda — considerando despesas como seguro, IPVA e manutenção —, comparar modelos, ponderar entre novo ou usado e, por fim, definir a melhor forma de aquisição do veículo.

Com os valores de automóveis nas alturas, além da taxa básica de juros no patamar de 14,75%, o consórcio desponta como a alternativa mais viável para a aquisição desse bem. “Especialmente para os motoristas que estão adquirindo seu primeiro carro, pois o motorista  não precisa desembolsar um valor alto à vista para entrada ou partir para financiamento imediato”, avalia José Climério Silva Souza, diretor-executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás.

Advertisement
Leia Também:  Aluna da rede pública do DF celebra título internacional de capoeira

Além disso, lembra José Climério, é possível começar a investir no carro antes mesmo de tirar a habilitação. “A modalidade possibilita organizar o investimento de forma gradual e previsível. Durante o processo para carteira de habilitação, você já pode adquirir a sua carta de crédito para consórcio de automóvel, iniciar o pagamento e já sair da autoescola com o carro na garagem”, comenta. A categoria permite a aquisição de veículos novos e seminovos em todo o território nacional.

Com alguns cuidados e paciência para pesquisar as melhores condições, os futuros habilitados podem estar melhor preparados para tomar uma decisão informada na busca pelo carro dos sonhos, garantindo uma experiência de compra mais tranquila e satisfatória. “Optando pelo consórcio, a aquisição do veículo será não apenas um sonho realizado, mas também um investimento consciente”, finaliza.

Mercado consolidado 

Advertisement

Segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC), o consórcio de veículos leves permaneceu como o maior segmento do Sistema em número de participantes ativos no primeiro trimestre de 2026. Nos três primeiros meses do ano, foram 5,42 milhões de consorciados, com crescimento de 10,4%. Foram 493,59 mil cotas vendidas e os créditos comercializados avançaram para R$ 35,85 bilhões.

Leia Também:  Administração do Paranoá e GDF juntos no combate a Dengue

CRÉDITOS:

Foto: Divulgação

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA