Diversas
Dezembro Laranja: Mapeamento corporal e prevenção do câncer de pele
Dermatologista Cristiano Kakihara alerta para os cuidados com pintas e manchas
Créditos: Pixabay
O Dezembro Laranja é uma campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia para conscientizar a população sobre a prevenção do câncer de pele, o tipo de câncer com maior incidência no Brasil. A campanha antecipa a chegada do verão, estimulando a prevenção e o autocuidado.
Com o aumento da exposição ao sol nos dias mais quentes do ano, é fundamental que as pessoas estejam atentas às alterações em sua pele, especialmente em relação a pintas e manchas.
O dermatologista Cristiano Kakihara, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, destaca a importância do mapeamento corporal para diagnosticar a doença de maneira precoce. “O mapeamento é uma ferramenta essencial para a detecção precoce de alterações na pele. Ele permite monitorar o aparecimento de novas lesões e a evolução das já existentes”, afirma Kakihara.
A realização do mapeamento corporal deve ser feita por um profissional qualificado, que pode identificar características que podem ser indicativas de risco. “É importante que as pessoas realizem esse acompanhamento regularmente, especialmente aquelas com histórico familiar de câncer de pele ou que apresentem muitas pintas”, ressalta o dermatologista.
Além do mapeamento, Kakihara orienta sobre a proteção solar. “O uso de protetor solar deve ser uma rotina diária, independentemente da estação do ano. Isso, aliado ao uso de roupas adequadas e à evitação da exposição solar nos horários de pico, contribui para a prevenção”,
O dermatologista Cristiano Kakihara, compartilha ainda orientações sobre o cuidado da pele com melasma durante o verão. Segundo Kakihara, a higienização da pele é um passo fundamental. “Não adianta usar um creme clareador se a pele não está bem higienizada. É importante manter o uso de sabonetes, soluções micelares ou soluções tônicas”, afirma.
O uso de protetor solar também é uma prioridade, segundo o especialista. “Recomendo o uso de protetor solar de duas a três vezes por dia, pois a proteção solar dura de duas a três horas. Aplicar apenas pela manhã não é suficiente”, destaca.
Kakihara menciona a importância de cremes clareadores, que têm a função de tratar os pigmentos nas camadas mais superficiais da pele. “Esses produtos são essenciais no tratamento do melasma”, explica.
Em seu consultório, o dermatologista sugere procedimentos como lasers de picos segundos ou lasers fracionados não ablativos. “Esses tratamentos quebram os pigmentos em pedaços menores, facilitando sua expulsão pela pele”, finaliza.
Sobre Dr. Cristiano Kakihara:
Cremesp 113216 – RQE em Dermatologia 28270
Graduação pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Especialização em Dermatologia pela SBD: Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos.
Aperfeiçoamento em Cosmiatria e Cirurgia Dermatológica pela SBD: Faculdade de Medicina do ABC.
Aperfeiçoamento em Tricologia e Onicologia pela SBD: Universidade de Mogi das Cruzes.
Pós-graduação “lato sensu” em Dermatologia, Áreas Eletivas, pela SBD: Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.
Pós-graduação “lato sensu” em Cirurgia Dermatológica pela SBD: Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
Autor das 3 edições do livro “Curativos, Estomias e Dermatologia: uma Abordagem Multiprofissional”, pela editora Martinari.
Ex-preceptor dos Ambulatórios de Fototerapia e Tricologia/Onicologia da Universidade de Mogi das Cruzes.
Ex-médico assistente (concursado) da Clínica de Dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal.
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Diversas
A “Crise dos 7 Anos”: Mito ou Condenação no Casamento?
Muito se fala sobre a “crise dos 7 anos” no casamento, um termo que soa quase como uma profecia sombria para os casais que chegam à marca de sete anos juntos. A expressão, popularizada por filmes e estudos antigos, sugere que é nesse período que o relacionamento começa a enfrentar seus maiores desafios. Mas afinal, essa crise realmente existe? Ou seria apenas mais um mito do imaginário coletivo sobre relacionamentos?
A origem do termo
A expressão “crise dos 7 anos” ganhou notoriedade com o filme “The Seven Year Itch” (O Pecado Mora ao Lado), de 1955, estrelado por Marilyn Monroe. Na trama, o protagonista enfrenta uma forte tentação extraconjugal após sete anos de casamento, refletindo um suposto desgaste comum nesse período. Desde então, a ideia se enraizou no senso comum, sendo frequentemente citada em conversas, conselhos amorosos e até em consultórios de terapia de casal.
O que dizem os especialistas?
Embora não exista uma regra absoluta, muitos psicólogos e terapeutas afirmam que há, sim, um momento de transição e reavaliação em torno do sétimo ano de relacionamento. Mas esse “ponto de virada” não tem relação com uma maldição ou cronômetro emocional, e sim com o acúmulo natural de experiências, mudanças individuais e desafios que vão se somando ao longo dos anos.
Após cerca de sete anos, é comum que o casal já tenha passado pelas fases mais intensas da paixão inicial, enfrentado dificuldades financeiras, criado filhos ou lidado com crises pessoais. É justamente nesse ponto que muitas relações são colocadas à prova: o que antes era novidade pode virar rotina, e o encantamento pode dar lugar ao tédio ou ao ressentimento acumulado.
O desgaste da convivência
Convivência diária exige esforço. Com o passar dos anos, é natural que as falhas de comunicação, a falta de tempo para o casal e os pequenos desentendimentos vão se tornando mais frequentes. O sétimo ano pode simbolizar o momento em que essas falhas se tornam mais evidentes, ou em que os parceiros param de “tapar o sol com a peneira” e decidem enfrentar (ou ignorar) as reais questões do relacionamento.
Além disso, muitas pessoas experimentam mudanças internas nesse período: crises existenciais, redescobertas pessoais, novas ambições. Quando o casal não cresce junto emocional, profissional ou espiritualmente — surge o risco do afastamento, da insatisfação e, por vezes, da separação.
Casamento é construção contínua
A “crise dos 7 anos” não é uma sentença. Para muitos casais, esse é o momento de ressignificar a relação. É a chance de renovar acordos, relembrar os motivos que uniram os dois no início, investir em diálogo e intimidade. Ao invés de ser o fim, o sétimo ano pode ser o início de uma nova fase mais madura e consciente.
Relacionamentos longos exigem mais do que amor: exige compromisso, paciência, escuta ativa, disposição para mudar e, sobretudo, vontade mútua de seguir juntos. A crise, quando bem administrada, pode ser uma oportunidade valiosa de fortalecimento.
Mito ou verdade?
A resposta está no meio do caminho. A “crise dos 7 anos” não é uma regra imutável, mas também não é uma invenção sem fundamento. Para alguns casais, o desgaste aparece muito antes; para outros, só décadas depois — ou nunca. Tudo depende da dinâmica da relação, das personalidades envolvidas e da forma como ambos lidam com os altos e baixos da vida a dois.
Como superar esse momento?
Algumas atitudes podem ajudar os casais a atravessar essa fase com mais leveza:
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Reavaliar juntos: Conversem sobre o que está funcionando e o que precisa mudar.
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Evitar a rotina emocional: Pequenas surpresas, elogios e tempo de qualidade juntos fazem diferença.
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Cuidar da vida sexual: A intimidade física continua sendo um termômetro importante.
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Ter momentos individuais: Espaço pessoal é essencial para o bem-estar emocional de cada um.
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Buscar ajuda profissional: Terapia de casal pode ser um caminho eficaz para lidar com impasses.
Conclusão
A “crise dos 7 anos” não precisa ser vista como uma ameaça ao casamento, mas sim como um convite à reflexão e ao amadurecimento da relação. Em vez de temer esse momento, os casais podem enxergá-lo como uma etapa natural de qualquer relacionamento duradouro. Afinal, amar também é saber crescer e mudar juntos.
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