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Saúde

Menopausa aumenta risco de varizes

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A menopausa afeta o corpo feminino de diferentes formas, alterando o  funcionamento e obrigando uma adaptação. As varizes são um problema vascular bastante comum entre elas e, durante a menopausa, podem se tornar ainda mais presentes. As varizes, apesar de comuns, não são inofensivas e, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), até 45% das brasileiras têm a condição.

Devido as alterações na menopausa, as mulheres devem ter mais cuidados com a saúde vascular, muitas vezes negligenciada. Segundo o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, existem diferentes formas para prevenir e tratar as varizes, sobretudo, através de uma vida saudável e ativa, junto do acompanhamento profissional e procedimentos não-invasivos, como a escleroterapia.

A condição pode provocar úlceras varicosas, tromboflebite, embolia pulmonar e manchas avermelhadas na pele, chamadas de dermatite ocre. Manter os cuidados junto de um especialista garante maior conforto e qualidade de vida.

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A patologia é facilmente identificada, uma vez que a principal característica são veias tortuosas, dilatadas e de tom azulado ou arroxeado, encontradas, principalmente, na extensão das pernas, mas, também, ocorrem no rosto, braços, na região abdominal e pélvica com diferentes incômodos.

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Josualdo recorda que além da questão estética, as varizes também provocam sintomas, como dor, sobretudo no fim de dias quentes com a sensação de peso nas pernas, queimação, cãibras, dormência e alterações na textura da pele.

As mulheres são as principais vítimas, devido a uma série de motivos, tanto biológicos, quanto adquiridos pelos hábitos e vida. “A genética, idade, obesidade, sedentarismo, tabagismo, exposição ao sol, gravidez e o uso de medicamentos, à base de anticoncepcionais, são os principais fatores de risco”.

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A ocorrência mais comum das varizes nessa fase está nas mudanças hormonais, comprometendo as veias diretamente. Durante a menopausa, a redução da produção de estrogênio causa a perda de elasticidade dos vasos e, consequentemente, o risco da dilatação, originando as varizes.

 

Gabrielle Silva

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Saúde

Empresas serão obrigadas a fiscalizar vacinas dos colaboradores?

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O que é fake news e o que realmente muda para empregadores com a Lei nº 15.377/2026.

No último dia 6 de abril, foi publicada a Lei nº 15.377/2026, que altera a CLT para determinar que empresas disponibilizem informações sobre campanhas oficiais de vacinação, HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata a seus empregados.

Bastaram algumas horas para os comentários na internet esquentarem. No Instagram, um seguidor do Pleno News reagiu assim: “Mais um encargo para o empresário. Preocupar com a caderneta de vacinação de um monte de marmanjo.”

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Outras dúvidas apareceram na sequência: “Detectar câncer? Que exame é esse?” “Não quero patrão mandando no meu corpo.”
Na prática, o que esses comentários revelam é algo que vejo com frequência no meu trabalho como advogada empresarial: a desinformação sobre direito do trabalho no Brasil é grande, e ela prejudica tanto o trabalhador quanto o empresário.

Por isso, minha intenção neste artigo é esclarecer o que a Lei nº 15.377/2026 realmente diz, o que muda na prática e o que é, simplesmente, fake news.

Empresas terão que fiscalizar a caderneta de vacinação dos colaboradores?

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Não. Essa afirmação é fake news.

A lei não cria nenhuma obrigação de controle, cobrança ou fiscalização sobre o histórico vacinal de ninguém. O que ela determina é que a empresa disponibilize informações sobre campanhas oficiais de vacinação. Informar é diferente de fiscalizar. A empresa comunica. O trabalhador decide.

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Aliás, empresas já fazem isso rotineiramente com dezenas de outros temas: campanhas de saúde mental, prevenção de acidentes, programas de qualidade de vida. A lei apenas inclui mais um tema nesse rol de comunicação interna que o RH já conhece bem.

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Que exame de câncer é esse? O que é o HPV e o que tem a ver com o Papanicolau?
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível comum que, em determinados casos, pode evoluir para cânceres. O Papanicolau, o popular “preventivo”, é o exame que rastreia alterações celulares causadas pelo HPV antes que se tornem um problema grave. Para os homens, os exames de rastreamento de câncer de próstata incluem o PSA e o toque retal.

São exames simples, acessíveis pelo SUS e que salvam vidas quando feitos regularmente. O problema é que muita gente adia por não conseguir faltar ao trabalho sem prejuízo financeiro. É exatamente nesse ponto que a nova lei atua.

Quem deve se vacinar contra o HPV?
A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo SUS, mas com critérios definidos pelo Ministério da Saúde: meninas e meninos de 9 a 14 anos, pessoas imunossuprimidas ou vítimas de violência sexual até 45 anos.

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A maioria dos trabalhadores adultos não se enquadra nesses critérios. Para essa parcela, o que a lei promove na prática é o acesso à informação sobre os exames preventivos, o principal instrumento de detecção precoce disponível para quem já passou da faixa etária da vacinação.

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O que muda para as empresas na prática com a Lei nº 15.377/2026?
As empresas passarão a incluir nos seus canais internos de comunicação informações sobre vacinação, HPV e os cânceres previstos na lei, seguindo as orientações do Ministério da Saúde.

A mudança mais concreta está no art. 473 da CLT: o trabalhador agora pode faltar para realizar exames preventivos sem desconto no salário. Essa ausência passa a ser falta justificada por lei. Para o RH, isso significa atualizar políticas internas e garantir que nenhum desconto indevido seja aplicado.

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Dito isso, vale, enfim, ressaltar que a Lei nº 15.377/2026 não invade a vida privada de ninguém. Ela remove um obstáculo: o medo de perder o dia de trabalho na hora de cuidar da saúde. Diagnóstico precoce salva vidas, e uma falta justificada pode ser a diferença entre um tratamento simples e um quadro avançado.

 

 

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CRÉDITOS:

Por Thassya Prado, advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito.

 

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Foto: Cristine Rochol

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