Social
Empresas se mobilizam com ações solidárias para aquecer o inverno de quem mais precisa
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São Paulo, junho de 2025 – Com a chegada das baixas temperaturas em grande parte do Brasil, a solidariedade ganha força nas empresas brasileiras, que têm intensificado suas iniciativas em apoio à Campanha do Agasalho. Neste mês, diversas companhias, de escolas a gigantes da tecnologia e do varejo, estão intensificando suas ações em apoio à campanha, mostrando que o setor privado tem um papel crucial em aquecer os corações e os corpos de quem mais precisa.
Com arrecadação de roupas, doações financeiras e parcerias estratégicas, o mundo corporativo se une para fazer a diferença. Conheça algumas iniciativas que estão transformando o frio em esperança:
Educação que inspira e acolhe
O Colégio Visconde de Porto Seguro lançou a campanha “Um inverno de doações aquece muitos corações”, que vai até 26 de junho. Com pontos de coleta em seus cinco campi (Portinhos, Morumbi, Panamby, Vila Andrade e Valinhos), a iniciativa busca arrecadar roupas de frio e cobertores. Todo o material será destinado a instituições como a Cáritas Diocesana de Campo Limpo e o G10 Favelas, levando conforto a comunidades vulneráveis.
A Inspira Rede de Educadores também está mobilizada, cultivando a empatia desde cedo. Escolas como a Canadense de Brasília/DF e a Canadian School of Niterói/RJ, em parceria com o Exército de Salvação, promovem gincanas e campanhas para arrecadar agasalhos. O Colégio Anchieta Salvador/BA (Unidade Patamares) estende sua campanha até agosto, com doações para crianças e idosos. Ações como essas reforçam o compromisso da rede em formar cidadãos engajados e solidários.
Tecnologia e moda aquecendo a vida
A Thales, líder em tecnologias avançadas, está arrecadando doações de agasalhos e cobertores em todas as suas unidades no Brasil até 27 de junho. Para incentivar a participação, a campanha conta com “bonecos de incentivo” e “termômetros da solidariedade” nos refeitórios, que mostram de forma lúdica o avanço das doações que beneficiarão a Prefeitura de Pinhais-PR, o Grupo Vida (Barueri-SP) e o Exército de Salvação.
A Aramis, referência em moda masculina, inovou neste Dia dos Namorados com a campanha “(EX)Change”. Com o lema “Para quem está sempre bem despido”, a marca convidou os consumidores a doarem uma peça de roupa de um ex-companheiro em suas lojas, ganhando 10% de desconto em uma nova compra. Uma forma criativa de desapegar do passado e, ao mesmo tempo, promover a doação de roupas.
Varejo com impacto social
O Grupo Casas Bahia também demonstra seu compromisso social. A Campanha do Agasalho da empresa mobilizou colaboradores de todas as áreas, resultando em uma expressiva arrecadação de roupas e alimentos. As doações foram entregues à Associação Mooca Solidária, com hubs na Berrini e em São Caetano do Sul coletando centenas de peças de roupa e quilos de alimentos. Na Bartira, fábrica de móveis da varejista, mais de 290 peças de roupa e 300 quilos de alimentos foram doados, reforçando o engajamento dos times em ações que geram impacto positivo nas comunidades.
Informações para imprensa
FSB Comunicação
Social
Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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