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Alberto Salgado abre projeto Raízes Musicais

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De 4 de julho a 18 de dezembro, nomes como Célia Porto, Rênio Quintas, GOG, Pé de Cerrado, Marcelo Café e Flor Furacão se apresentam no palco do Teatro dos Bancários, localizado na 314/315 sul


Num momento em que os palcos da cidade são ocupados quase exclusivamente por tendências passageiras e a música autoral de qualidade perde espaço, Brasília ganha um projeto que caminha na contramão: o Raízes Musicais. A iniciativa nasce como uma celebração da trajetória de artistas locais que, mesmo com décadas de carreira e reconhecimento no Brasil e no exterior, têm enfrentado dificuldades para se apresentar em sua própria cidade. É uma proposta que busca reconectar o público com a arte que emociona, representa e resiste. A primeira apresentação fica por conta de Alberto Salgado, nome de peso da música contemporânea brasileira, no dia 4 de julho, sexta-feira, às 20h. Salgado é reconhecido por unir a força rítmica da capoeira ao violão clássico e à composição sofisticada.

Idealizado pelo maestro e multi-instrumentista Rênio Quintas, o projeto Raízes Musicais ocupa o palco do Teatro dos Bancários com apresentações mensais até o fim do ano. “A proposta do Raízes Musicais vai além da agenda cultural. Trata-se de um manifesto em favor da escuta atenta, da valorização da produção artística da cidade e da criação de espaços que acolham não apenas novos talentos, mas também artistas que carregam décadas de experiência, pesquisa e contribuição estética”, esclarece Rênio Quintas.

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A programação traz ainda artistas de diferentes estilos e gerações que marcaram a história da música brasiliense. No dia 8 de agosto, o palco será de Célia Porto e Rênio Quintas. Em 12 de setembro, é a vez do rapper GOG. Em outubro, no dia 3, o grupo Pé de Cerrado assume a cena. Marcelo Café se apresenta no dia 21 de novembro, e o encerramento do projeto fica por conta da potência poética de Flor Furacão, no dia 18 de dezembro.

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Sobre Alberto Salgado
Alberto Salgado já lançou três álbuns autorais e soma parcerias com nomes como Chico César, Arnaldo Antunes, Arthur Maia e Climério Ferreira. Sua música já foi gravada por Mônica Salmaso e o artista soma turnês internacionais pelos Estados Unidos e Canadá, além de projetos colaborativos como o Conexão Brasil + Japão, com músicos vindos de Tóquio. Em 2024, lançou seu terceiro disco, Tutorial de Ebó, no Clube do Choro de Brasília, e dividiu o palco com Sérgio Britto, dos Titãs, em apresentação em São Paulo.

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Os ingressos para os shows do Raízes Musicais custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia solidária), com venda pelo Sympla.

Serviço
Projeto Raízes Musicais – Show de estreia com Alberto Salgado
Data:
 4 de julho de 2025
Horário: 20h
Local: Teatro dos Bancários
Ingressos: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia solidária)
Vendas : Via Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/alberto-salgado-e-banda/3002528   
Informações: (61) 98430-8839
Instagram:@ponte_studio

 
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Saúde

Sem chuva há mais de 50 dias, DF acende alerta para incêndios florestais

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Com a persistência das condições e sem previsão de precipitações para as próximas semanas, equipes de prevenção e combate se mobilizam para proteger unidades de conservação

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Ana Isabel Mansur, da Agência Brasília   | Edição: Chico Neto

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O Distrito Federal enfrenta um período de estiagem e está há 54 dias consecutivos sem precipitações. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última chuva na capital federal ocorreu em 25 de junho, decorrente de uma massa de ar seco que atua sobre a região Centro-Oeste e inibe a formação de nuvens. Diante do cenário, típico desta época do ano, frentes de trabalho atuam para mitigar os riscos de incêndios florestais por meio de prevenção, monitoramento e combate.

As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas nas tardes e ventos de fracos a moderados, reduzem a umidade disponível no solo e na vegetação do Cerrado. Essa combinação aumenta o risco de ignição e acelera a propagação do fogo, o que demanda atenção redobrada.

Temperatura tende a ser amena de manhã, com calor intenso à tarde

Segundo o Inmet, nos próximos dias, a previsão aponta para a persistência das condições dos baixos índices de umidade relativa do ar, com possibilidade de atingir níveis críticos no período da tarde, o que pode motivar a emissão de avisos meteorológicos. Em relação às temperaturas, as tendências apontam para uma estabilidade, com manhãs amenas e tardes de calor intenso, o que mantém elevada a amplitude térmica.

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No Plano Piloto, as mínimas oscilam entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C. Nas demais regiões do DF, especialmente no Paranoá, as temperaturas mínimas devem ficar, em média, 1°C abaixo das previstas para Brasília, e as máximas tendem a ser, também em média, 1°C acima, com destaque para a região do Gama. Os ventos, de modo geral, sopram com intensidade fraca a moderada em todo o território, com possibilidade de rajadas pontuais.

Ações de prevenção 

Para conter o avanço do fogo nas áreas protegidas, ações contínuas buscam a redução de material combustível. Somente em 2026, equipes técnicas executaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e estabeleceram 50 quilômetros de aceiros que funcionam como barreiras de proteção dentro das unidades de conservação (UCs).

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A estruturação do planejamento envolve 150 brigadistas com contratos de dois anos para a manutenção dos trabalhos preventivos ao longo de todo o ano, permitindo que as equipes ajam com antecedência ao período crítico de seca para mitigar o risco de incêndios.

Para manter atualizados os registros das áreas das UCs afetadas pelas chamas, o monitoramento utiliza o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), que gera mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, as áreas que apresentaram maior recorrência de queimadas foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, a Arie Granja do Ipê, a Floresta Distrital dos Pinheiros e os parques ecológicos Ezechias Heringer, Tororó e Riacho Fundo, além de unidades federais como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem.

Operação Verde Vivo 

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3.786

Número de ocorrências de incêndio em vegetação registradas até o dia 16 deste mês no DF

A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril com previsão de término em novembro, é estruturada de forma gradual conforme o avanço da estiagem. O foco principal é o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios. Na fase mais crítica, o planejamento prevê o emprego diário de até 169 combatentes e 35 viaturas, além de equipamentos especializados, aeronaves e drones.

Em situações de grandes proporções que demandem reforço de pessoal, estima-se a mobilização de um contingente adicional de até mil profissionais dedicados ao combate de incêndios florestais. No monitoramento de áreas vulneráveis, empregam-se recursos tecnológicos como câmeras, imagens de satélite, aeronaves tripuladas e drones.

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Até o dia 16 deste mês, o DF contabilizou 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante o período da operação Verde Vivo, com picos em julho (1.096 ocorrências) e agosto (1.012 ocorrências até o dia 16). Os números atuais mostram-se inferiores aos do mesmo período de 2025, quando o DF registrou 4.346 ocorrências até 16 de agosto, sendo 3.512 no decorrer da operação daquele ano.

Impacto ambiental e legislação

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Os incêndios descontrolados provocam danos ambientais. O fogo causa a perda de biomassa e a degradação do solo pela queima de matéria orgânica superficial — o que estimula a erosão e o assoreamento de cursos d’água, além de alterar a estrutura da vegetação lenhosa e reduzir a fauna nativa.

Multa por provocar queimadas irregulares pode passar de R$ 50 mil

A fumaça gerada também compromete a qualidade do ar, provocando desconforto respiratório para a população urbana. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) durante o incêndio no Parque Nacional de Brasília em 2024 registrou alteração na qualidade do ar e na rotina dos moradores da capital.

A legislação estabelece sanções para quem provocar queimadas irregulares. O uso do fogo para fins agropastoris sem autorização legal sujeita o responsável a multas de R$ 1.000 por hectare ou fração, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. Caso o fogo atinja áreas sob proteção legal, como unidades de conservação e áreas de preservação permanente (APPs), a conduta é classificada como infração grave, com penalidades que superam R$ 50 mil, além de embargo da área e a obrigação de recuperação ambiental.

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Orientações

A colaboração dos cidadãos é fundamental para conter incidentes. Veja abaixo as principais orientações de utilidade pública.

► Evitar o uso do fogo
Não utilizar chamas para limpeza de terrenos rurais e não queimar lixo, restos de poda ou folhas secas.

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► Descarte seguro
Não atirar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou margens de rodovias.

► Cuidados com faíscas
Evitar fogueiras e fogos de artifício próximos a áreas verdes.

► Cuidados de saúde
Beber água para manter a hidratação, umidificar ambientes internos, evitar desperdícios no uso da água e reduzir a exposição direta ao sol nos períodos mais quentes do dia, entre as 10h e as 16h.

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► Ao avistar um foco de incêndio ativo, a orientação é manter distância da área de risco e acionar o telefone de emergência 193, informando o endereço exato ou pontos de referência. Denúncias sobre infrações ambientais e queimadas irregulares podem ser feitas pelos canais telefônicos como o 162.

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