Moda
Tendência glow na maquiagem valoriza textura natural
Com foco em luminosidade e frescor, as brumas faciais ganham protagonismo na finalização e reforça movimento que prioriza viço e leveza
Se consolidando como uma estética dominante, a maquiagem glow deixou de ser tendência passageira. Em vez da cobertura pesada e do acabamento totalmente matte, a pele viçosa — com brilho saudável e textura aparente — ganhou espaço nas passarelas, nas redes sociais e na rotina cotidiana. Nesse contexto, a bruma facial passou a ocupar um papel estratégico na finalização da maquiagem.
Segundo a maquiadora Viviane França, especialista da Lord Perfumaria, a bruma é essencial para integrar os produtos aplicados e suavizar o aspecto de pó, devolvendo umidade e frescor à pele. “É o que transforma a maquiagem em uma pele viva, sem parecer carregada”, explica.
O que a bruma faz na prática?
Após a aplicação de base, corretivo e selagem com pó, é comum que a pele fique opaca ou com textura evidente. Viviane descreve que a bruma auxilia a repor a umidade à superfície, harmonizando as camadas de produto e criando um efeito mais uniforme. “O resultado é uma pele com brilho difuso, que reflete luz de forma natural”, adiciona a especialista.
Entre as opções disponíveis no mercado, fórmulas com ativos antioxidantes e hidratantes têm ganhado destaque. A Bruma Facial Vitamina C Jelly Face Mist Océane, por exemplo, aposta na vitamina C para unir frescor e luminosidade, contribuindo para um aspecto mais radiante. Já produtos como o Antiox C Thermal Defense Cosmobeauty combinam ação antioxidante com proteção térmica, dialogando com a rotina urbana e a exposição constante ao calor e à poluição. “Além do acabamento, muitas brumas trazem ingredientes como ácido hialurônico, vitamina C e extratos calmantes, que ajudam a manter o frescor da pele ao longo do dia”, explica a maquiadora.
Glow não é oleosidade
Um dos equívocos mais comuns é confundir a pele glow com excesso de brilho. A maquiadora da Lord Perfumaria destaca que a diferença está no ponto de luz e na textura. O glow aparece como luminosidade suave nas áreas altas do rosto — maçãs, topo do nariz, arco das sobrancelhas — sem comprometer a uniformidade da base.
Para quem busca também prolongar a maquiagem, há versões com foco maior em fixação, como a Bruma Fixadora BrumaFix Catharine Hill, que alia durabilidade ao acabamento natural. “Hoje é possível manter a maquiagem no lugar sem abrir mão do viço. A escolha da fórmula certa faz toda a diferença”, pontua a maquiadora.
O retorno da textura real
A valorização do glow acompanha um movimento mais amplo de aceitação da textura natural da pele. Sardas aparentes, linhas finas visíveis e cobertura leve fazem parte da estética atual, que prioriza frescor e leveza.
Na visão de Viviane França, a bruma deixa de ser um detalhe opcional e se torna ferramenta de acabamento. “Não substitui o preparo de pele nem o hidratante, mas funciona como o elo final que transforma maquiagem aplicada em pele vivida”, aponta.
Moda
ABDI e Senai lançam projeto para inovar a indústria da moda no DF
Proposta é ampliar a oferta de mão de obra qualificada para atender às novas demandas tecnológicas do setor, melhorar processos produtivos e estimular criação de novos negócios
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) lançam, nesta sexta-feira, 27/3, o projeto Indústria da Moda DF, voltado a impulsionar a inovação e fortalecer a cadeia produtiva do vestuário no DF. Com investimento de R$ 3,95 milhões, o programa oferecerá 480 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional e promoverá ações de estímulo ao empreendedorismo e de modernização tecnológica das confecções locais.
A proposta é ampliar a oferta de mão de obra qualificada para atender às novas demandas tecnológicas da indústria da moda, melhorar os processos produtivos e estimular a criação de novos negócios no setor. O projeto também prevê vivências em empresas de confecção e atividades voltadas à inovação e à qualificação produtiva.
O lançamento será realizado às 16 horas, na unidade do Senai em Taguatinga. Na ocasião, serão apresentados dois editais: um destinado à inscrição de alunos interessados em participar dos cursos e outro voltado a instituições que queiram integrar a iniciativa como parceiras na oferta da formação. A expectativa é que as primeiras turmas tenham início ainda no primeiro semestre deste ano.
Segundo o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, o projeto busca enfrentar gargalos históricos do setor no DF. “A cadeia do vestuário tem grande importância econômica e social no DF, com forte presença de micro e pequenas empresas e de mulheres na geração de trabalho e renda. Ao formar profissionais, aproximar essa mão de obra das empresas e estimular novos negócios, o projeto cria oportunidades de inclusão produtiva e fortalece a competitividade da indústria da moda”, afirma.
Do total investido, R$ 3,46 milhões serão aportados pela ABDI, enquanto R$ 481,9 mil correspondem à contrapartida do Senai-DF.
Cursos gratuitos
O programa oferecerá cinco cursos profissionalizantes gratuitos, com carga total de 420 horas, nas áreas de:
- Costura Industrial
- Costura Sob Medida
- Modelagem Computadorizada
- Moda Praia
- Corte de Peças
As aulas serão realizadas nas unidades do Senai de Taguatinga e do Gama, além de dois institutos comunitários parceiros em diferentes regiões administrativas do DF.
Neste mês, serão abertas 80 vagas para os cursos de qualificação profissional de Costureiro Industrial e de Costureiro Sob Medida, cada um com carga horária de 260 horas-aulas. As inscrições, que abrem em 27 de março, poderão ser feitas on-line pelo site do projeto até 28 de abril. Se a quantidade de interessados superar o número de vagas, o Senai-DF ordenará os excedentes em uma lista de espera, conforme a sequência das inscrições.
A iniciativa tem como público pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco na geração de renda e na inserção produtiva. Ao final da formação, os participantes receberão certificação do Senai-DF.
Vivência em empresas e incentivo ao empreendedorismo
Após a conclusão dos cursos, 50 alunos poderão participar de vivências, empreendedora ou profissional em empresa do setor de confecção.
Na empreendedora, os alunos participantes irão, durante o período de três meses, com carga horária de 240 horas, atuar em grupo no desenvolvimento de uma nova marca a ser lançada. O Senai-DF dará apoio para elaboração do conceito, produção e venda dos produtos. Os alunos selecionados para a vivência empreendedora irão receber um auxílio financeiro no valor de R$ 552,00 a cada 80 horas.
Outra frente será a vivência profissional, voltada a alunos interessados que queiram atuar em uma empresa do setor de moda. A atividade terá duração de um mês, cerca de 160 horas. Estes também receberão bolsa de R$ 552,00 a cada 80 horas.
O projeto conta ainda com a criação de um marketplace digital, onde os participantes poderão comercializar peças produzidas durante a formação e nas atividades de empreendedorismo.
Modernização das confecções
O projeto Indústria da Moda DF também prevê consultorias e apoio técnico para empresas do setor, com foco na modernização dos processos produtivos, modelagem digital e inovação produtiva.
Os institutos comunitários parceiros que sediarão os cursos poderão contar com equipamentos de costura e estrutura produtiva, entre eles botoneira eletrônica, caseadeira reta eletrônica, máquinas de costura reta e de ponto conjugado, além de mesas de passar industriais, mini caldeiras portáteis, mesa de corte industrial e manequins profissionais.
Caso mantenham a oferta de cursos gratuitos após o término do programa, esses equipamentos poderão permanecer nas instituições.
Segundo Claudia Alves, analista de Produtividade e Inovação da ABDI, a parceria com institutos comunitários é estratégica para ampliar o acesso à qualificação profissional tecnológica em diferentes regiões do DF. “Essas instituições já têm forte presença nas comunidades e desempenham um papel fundamental na mobilização e permanência dos alunos nos cursos”, destaca.
“O Indústria da Moda é um projeto importante para o setor do vestuário porque trabalha em duas vertentes que se complementam: aperfeiçoa e moderniza as linhas de produção e qualifica profissionais”, afirma o diretor regional do Senai-DF, Marco Secco. “Ao trabalhar as duas linhas de forma complementar, o Indústria da Moda trará como resultado a inclusão socioprodutiva e um setor mais eficiente, que produzirá com maior qualidade”, complementa.
Necessidade de formação profissional
O setor de vestuário do DF reúne cerca de 6 mil empresas, concentradas principalmente em Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto, que somam 57% dos estabelecimentos do segmento.
De acordo com levantamento do Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF (Sindiveste), 70% das empresas são microempreendedores individuais, e quase metade possui entre um e cinco empregados.
Apesar do crescimento do mercado, o setor enfrenta déficit de cerca de 1.800 profissionais qualificados, especialmente costureiras industriais. Em 2024, o varejo de moda no DF cresceu 5,8%, ampliando a demanda por produção local e mão de obra especializada.
CRÉDITOS:
foto: Divulgação
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