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Saúde

Academia inclusiva com estrutura premium chega a em Ceilândia e atrai comunidade com presença de Léo Stronda

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Unidade aposta em alto padrão acessível e inclusão para atender desde iniciantes até atletas de alto rendimento e pessoas com deficiências

 

A Ceilândia ganhou uma novidade no mercado fitness: a Fábrica CT, academia que combina estrutura de alto padrão e inclusão a preços acessíveis, modelo ainda pouco explorado fora das regiões centrais do Distrito Federal. A inauguração do Centro de Treinamento (CT) aconteceu no último domingo (22), com a presença da comunidade e do influenciador e empresário Léo Stronda, um dos nomes ligados à expansão da marca no país.

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Com investimento de R$ 4,5 milhões, a unidade tem 1.500 m² e capacidade para até 5 mil alunos. O espaço adota identidade industrial e reúne equipamentos de alta performance, incluindo máquinas desenvolvidas pela própria rede, além de áreas de recuperação física, como sauna e banheira de gelo. O complexo também oferece serviços como barbearia, escovaria, brinquedoteca e loja de roupas fitness e suplementos.

Mais do que infraestrutura, o projeto carrega um posicionamento: ampliar o acesso a experiências de alto nível. “Não é porque a pessoa não tem renda alta que ela não pode ter acesso ao melhor. A ideia foi trazer essa experiência completa para mais perto da população”, afirma Jamille Barreto, empresária paraense e sócia da unidade.

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Equipamentos de marcas como Real Leader e Monster Machine, ampliando o acesso da população local a uma estrutura antes restrita a academias de alto padrão.

 

Inclusão como estrutura: equipamentos inéditos no Brasil

Um dos principais diferenciais da Fábrica CT está na acessibilidade pensada desde a origem do projeto. O espaço conta com área dedicada ao público PcD, equipada com cinco máquinas específicas para pessoas com deficiência, entre elas, um equipamento adaptado para cadeirantes da marca Matrix Fitness, considerado único no país.

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Acessibilidade na prática: aluno PcD utiliza equipamentos adaptados na nova academia de Ceilândia.

 

Para o psicólogo e atleta paralímpico Erivaldo Batista Teno, de 53 anos, a iniciativa representa uma mudança de paradigma. “Durante toda a minha trajetória, eu nunca tive acesso a uma academia realmente adaptada. Sempre foi no improviso. Ver um espaço como esse, pensado desde o início para pessoas com deficiência, é muito significativo. Isso aqui é inclusão de verdade, espero que seja referência para todas as academias”, afirmou o morador da Ceilândia.

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“Outro nível”: atletas destacam estrutura

A proposta do CT também dialoga com atletas e praticantes avançados. A fisiculturista Simone Freire, moradora da Ceilândia, destaca o impacto direto na preparação esportiva.“Eu sempre treinei em academia de bairro e aqui é outro nível. Ter acesso a equipamentos modernos e a recursos como sauna e banheira de gelo otimiza muito a rotina de quem compete”, disse. “Treinar em um lugar assim faz toda a diferença para quem quer subir no palco e conquistar espaço.”

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Referência para o DF e expansão nacional

Léo Stronda posa na nova unidade da Fábrica de Monstros CT, em Ceilândia.

A escolha por Ceilândia reflete uma estratégia que combina expansão e impacto local. A unidade gerou mais de 80 empregos diretos e indiretos, priorizando a contratação de moradores da região. “Gerar emprego e movimentar a economia local sempre foi parte central do projeto”, destacam os sócios Davysson Fonseca e Jaqueline Castelhano.

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A inauguração faz parte do plano de crescimento da rede em regiões fora do eixo Rio-São Paulo. Durante o evento, Léo Stronda reforçou o propósito da marca. “Todo mundo merece treinar com qualidade, não só quem está nas grandes capitais ou tem alto poder aquisitivo. Levar uma estrutura de alto nível para regiões menos exploradas é uma forma de democratizar o acesso à saúde e ao bem-estar”, afirmou.

 

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Créditos:

Fotos: Dérik Félix / Caio Portela.jpg

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Entretenimento

Festa junina da Psiquiatria do Base promove acolhimento, integração e ajuda a reduzir estigmas

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Celebração reuniu pacientes, familiares e colaboradores do hospital em um momento de convivência, alegria e fortalecimento de vínculos
Por Giovanna Inoue
“Olha a chuva! É mentira!” O coro típico das festas juninas ecoou pela ala de Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) nesta sexta-feira (26). O dia ensolarado e o clima agradável ajudaram a criar o cenário ideal para um arraiá marcado por canjica, bolos, música, dança e, principalmente, acolhimento, humanização e muitos sorrisos.
Organizada pela equipe de Psiquiatria em parceria com o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV), a celebração proporcionou um momento de convivência entre pacientes, familiares, profissionais de saúde e colaboradores do hospital.
O chefe do Núcleo de Saúde Mental do HBDF, Sérgio Cabral Filho, explica que atividades lúdicas e encontros coletivos contribuem significativamente para o tratamento dos pacientes.
“É como se eles pudessem esquecer, por um momento, que estão internados. Muitas vezes, oportunidades como essa representam um primeiro passo para uma recuperação bem-sucedida”, afirma.
Para a presidente do SAV, Vandelícia Dias, além da diversão, a festa busca proporcionar uma sensação de normalidade aos pacientes.
“É um momento em que eles podem se sentir iguais a todo mundo, sem o estigma associado ao transtorno mental. Trouxemos roupas típicas para que pudessem se arrumar, deixar um pouco de lado a roupa hospitalar e usar acessórios. É uma oportunidade para todos se sentirem felizes”, comemora
Cuidado integrado
Durante o arraiá, os pacientes dançaram quadrilha, brincaram com estalinhos e aproveitaram música ao vivo em um ambiente leve e descontraído. O psicólogo Igor Santiago destaca que experiências de socialização são fundamentais para a saúde mental.
“Apesar de necessária, a internação provoca um rompimento na rotina e no convívio social dos pacientes. Esse tipo de celebração cria oportunidades de interação, permitindo que todos conversem e construam vínculos como pessoas, e não apenas como profissionais e pacientes”, explica.
As festas juninas também despertam lembranças afetivas para muitas pessoas. Segundo a assistente social Lara Nunes Limberger, o evento foi planejado para transmitir acolhimento e cuidado em cada detalhe.
“A alimentação tem um papel muito importante. Geralmente, as dietas deles seguem orientações específicas, mas hoje puderam experimentar diferentes comidas típicas e isso os deixa muito felizes”, comenta.
O paciente Mário Silva*, internado na unidade, conta que aguardava ansiosamente pela comemoração.
“Já comi salgado, canjica e várias outras coisas. A decoração está linda, a música está ótima e a dança foi muito divertida. Estou muito satisfeito, foi maravilhoso”, celebra.
Atenção em todos os detalhes
Toda a festa foi realizada de forma colaborativa. Os alimentos foram preparados pelos próprios colaboradores e por familiares dos pacientes, que também foram convidados para participar do evento.
A decoração recebeu atenção especial. Oficinas terapêuticas foram promovidas com antecedência para que os pacientes ajudassem a confeccionar bandeirinhas com papéis coloridos. Um cenário representando uma igreja antiga e cactos foi produzido manualmente, enquanto os ramos de milho que ornamentaram o caminho até a festa foram plantados e colhidos pelos próprios pacientes na horta cultivada por eles.
Para Vandelícia, a participação na montagem da festa alegra os pacientes. “Eles passaram dias ajudando a preparar tudo e estavam ansiosos para ver o resultado final. Agora podem perceber que o esforço de cada um deixou a nossa festa ainda mais bonita”, ressalta.
Festa para todos
O arraiá da Psiquiatria foi aberto a todos que desejavam participar. Familiares compareceram para prestigiar a celebração, aproveitar as comidas típicas e dançar quadrilha ao lado dos pacientes.
Simone Brandão, mãe de uma paciente internada, relata que a iniciativa trouxe benefícios visíveis para a filha.
“Isso está fazendo muito bem para ela. A equipe de Psiquiatria e os voluntários estão fazendo de tudo para integrar todos. É um momento de união, paz e amor. É muito gratificante ver isso acontecendo”, agradece.
Para os organizadores, manter a festa aberta à participação de colaboradores e familiares também ajuda a desconstruir preconceitos relacionados aos serviços de saúde mental.
“É uma oportunidade para que as pessoas entendam que a realidade é muito diferente daquela mostrada em filmes e novelas. Aqui é um lugar de acolhimento”, destaca Vandelícia.
“É muito importante que todos percebam que não precisam ter medo e que podem conviver e confraternizar normalmente com os nossos pacientes”, conclui Sérgio.
*Nome fictício para preservar a identidade do paciente.
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