Politica
Caso das joias: Bolsonaro e Michelle recorrem para ter acesso a depoimento de Cid
Foto: Reprodução
Moraes negou compartilhar o depoimento depois que Mauro Cid assinou acordo de delação premiada. Os anexos da colaboração são mantidos em sigilo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entraram com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão que negou a eles acesso ao depoimento prestado pelo tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF) no caso das joias.
A defesa sugere dois caminhos: que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere a própria decisão ou submeta o recurso para análise no plenário do Supremo.
Moraes negou compartilhar o depoimento depois que Mauro Cid assinou acordo de delação premiada. Os anexos da colaboração são mantidos em sigilo.
Os advogados de Bolsonaro afirmam que o depoimento foi prestado antes da delação. “O que se requer, portanto, é a singela garantia do exercício de defesa pelo acesso a elementos de prova já documentados”, afirmam.
Bolsonaro e Michelle também seriam ouvidos pela Polícia Federal na investigação, em uma rodada de depoimentos simultâneos, mas decidiram ficar em silêncio alegando que o caso deveria correr na primeira instância e não no Supremo Tribunal Federal.
A PF marcou as audiências ao mesmo tempo para evitar versões combinadas. Na prática, ao orientar o casal a ficar em silêncio e depois pedir acesso aos depoimentos, a defesa busca garantir que Bolsonaro e Michelle só sejam ouvidos após saberem o que já foi falado.
Estadão Conteúdo
Fonte: Jornal de Brasilia
Curiosidades
MPT apura carta de supermercado a funcionários com teor eleitoral
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou nesta sexta-feira (23) que registrou uma Notícia de Fato (NF) para apurar o envio de uma carta pela rede de Supermercados Zona Sul a seus funcionários, às vésperas da eleição.
No texto, a rede defende o “voto consciente” e mudança. Assinado pelo presidente da empresa, o documento “não cita nominalmente nenhum candidato, mas defende uma revisão de prioridades, posturas e modelos”.
O comunicado foi denunciado pelo vereador Rick Azevedo (Psol), eleito deputado federal. Ele escreveu que “a rede de supermercados de elite da zona sul distribuiu aos funcionários uma carta assinada pelo presidente da empresa em defesa do “voto consciente”. O texto fala em “esgotamento de ciclo e “necessidade de mudança”.
“Isso é assédio eleitoral. Cadê o TSE?”, disse o parlamentar.
O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro também entrou com uma ação na Justiça contra a rede de supermercados Zona Sul.
Em nota, a entidade afirma que, ao utilizar sua posição de empregador para disseminar esse tipo de mensagem entre os trabalhadores, a empresa ultrapassa uma linha que precisa ser respeitada.
“Patrão nenhum é dono da consciência política de seus funcionários. Nem pode coagir”, alerta o sindicato.
“Por trás de discursos genéricos sobre a necessidade de mudar o país, existem interesses políticos e econômicos em disputa. E os interesses de quem emprega nem sempre são os mesmos de quem vive do próprio salário – especialmente quando estão em jogo direitos trabalhistas e conquistas históricas, como o fim da escala 6×1.”
A Agência Brasil não conseguiu contato com a direção da rede de supermercados Zona Sul. O espaço segue aberto para manifestação.
* Matéria atualizada para complementação de informações.
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