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PATRÍCIA BLANCO LIDERA CERIMÔNIA PARA CELEBRAR, NO CONGRESSO NACIONAL, O DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

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Aberta ao público, celebração acontece dia 04 de maio, as 14h, em Brasília

Presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) e presidente-executiva do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco irá presidir reunião para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Instituída pela ONU em 1993, a data é comemorada mundialmente no dia 03 de maio, próximo domingo. A sessão solene, no Plenário do CCS, vai acontecer no dia 04 de maio, segunda-feira, às 14h.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi instituído para defender o Jornalismo e a liberdade de praticá-lo, proteger os jornalistas em atividade contra todos os tipos de violência, homenagear jornalistas mortos no exercício da profissão e chamar a atenção da sociedade para o Jornalismo e as causas que a profissão defende. Uma delas é ser um dos antídotos às políticas de desinformação e de difusão de fake News. “Vamos fazer uma comemoração solene, para não deixar essa data passar em branco”. Além dos integrantes da comissão e de representantes da sociedade civil, há três convidadas que terão direito à fala: a representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, a jornalista Basília Rodrigues e Bia Barbosa, da Coalizão em Defesa do Jornalismo.

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Fotos: Divulgação

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Cultura

A INFÂNCIA ESTÁ CANSADA

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A infância boceja de exaustão. As crianças parecem cada vez mais cansadas, irritadas, ansiosas, com dificuldades de concentração, alterações no sono e um consequente sofrimento emocional precoce, justamente por hábitos e estímulos que estas são expostas.

A pergunta que precisa ser feita não é “o que está acontecendo com as crianças?”, mas, o que se está fazendo com a infância. Vive-se uma cultura que confunde amor com excesso, seja de telas, de atividades extracurriculares, de compromissos, de estímulos visuais e sonoros. A agenda infantil, muitas vezes, se assemelha à de um executivo adulto — sem espaço para o ócio, para o silêncio e para a elaboração emocional.

Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro infantil não se desenvolve sob estimulação contínua. Ele amadurece na alternância entre estímulo e pausa. É durante o descanso, o sono e o brincar livre que ocorrem processos fundamentais como consolidação da memória, regulação emocional e organização das funções executivas.

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Quando esse ritmo é desrespeitado, o corpo fala, e estas crianças apresentam sinais considerados inadequados pelos adultos. Um sistema nervoso sobrecarregado vive em constante estado de alerta, resultando um aumento significativo de quadros de sofrimento psíquico silencioso.

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Outro aspecto pouco discutido é o impacto das telas. Não se trata de demonizá-las, e sim, de reconhecer que seu uso exagerado e precoce interfere nos ciclos de sono,a tenção e autorregulação emocional. O cérebro infantil não foi projetado para lidar com estímulos rápidos, contínuos e altamente recompensadores sem consequências.

Além disso, há uma infância que não descansa nem emocionalmente. As crianças vivem sob expectativas elevadas, comparações constantes e cobranças sutis por desempenho escolar, social e comportamental. A mensagem implícita é clara: é preciso render. Mesmo antes de compreender o que isso significa.

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A infância cansada é, em diversos casos, reflexo de adultos igualmente exaustos, capturados por uma lógica de produtividade que atravessa a família, a escola e as relações. Quando o adulto não para, a criança também não pode parar.

Cuidar da infância requer coragem para reduzir e proteger o ritmo biológico e emocional da criança. O desenvolvimento saudável não se mede pela quantidade de atividades, mas pela qualidade das experiências.

Antes de patologizar a criança, é preciso revisar o ambiente. Antes de buscar diagnósticos apressados, é preciso observar a rotina. Antes de perguntar “o que essa criança tem?”, talvez seja mais honesto perguntar do que ela está sendo privada.

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A infância não está difícil. Ela está cansada e o cansaço infantil é um alerta que não pode ser ignorado.

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