Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mulheres incriveis

Dia Internacional da Mulher – Liderança feminina avança na indústria de máquinas agrícolas

Publicado em

Mulheres conquistam cada vez mais posições estratégicas e contribuem para a inovação e a eficiência na indústria de máquinas agrícolas

A presença feminina em áreas técnicas e estratégicas da indústria de máquinas agrícolas vem crescendo, impulsionando a inovação, a modernização de processos e os novos modelos de liderança dentro das fábricas. Em um setor historicamente marcado pela predominância masculina, os dados recentes da AGCO, líder global em design, fabricação e distribuição de máquinas e soluções agrícolas, evidenciam uma transformação cultural.

 

Advertisement

Nos últimos cinco anos, a participação de mulheres no quadro total de colaboradores da companhia subiu de 13% para 16%. O avanço é ainda mais expressivo nos cargos de gestão, onde a liderança feminina saltou de 11% para 18%, e na manufatura, que passou de 8% para 13% de presença feminina no mesmo período. O equilíbrio de gênero também se fortalece na atração de novos talentos, com as mulheres ocupando hoje 48% das vagas de estágio.

 

A distribuição dessa força de trabalho pelas unidades fabris da empresa revela cenários de expansão contínua. A unidade de Canoas (RS), concentra 19% de mulheres em seu quadro, seguida da fábrica de Ibirubá (RS), que atualmente conta com 15% de presença feminina, e se destacou por apresentar o maior crescimento da companhia nos últimos cinco anos, registrando um aumento de 9%. Mogi das Cruzes (SP) e Santa Rosa (RS) completam o cenário produtivo nacional da AGCO com 9%. Embora as áreas corporativas e o setor administrativo sigam com a maior concentração de trabalhadoras, mantendo uma representação de 46%, o avanço é gradual e consistente em departamentos como Engenharia.

Advertisement
Leia Também:  Estudante de Araçatuba é a única do Estado de SP a atingir nota 1.000 na redação do Enem

Marina Maletzke é engenheira e atua em área estratégica da manufatura na fábrica da AGCO, em Ibirubá (RS)

Por trás das estatísticas, trajetórias de profissionais em posições de alta complexidade ilustram na prática essa evolução fabril. Em Ibirubá, a engenheira Marina Maletzke atua ativamente na modernização de processos e participou diretamente de iniciativas de automação industrial para a produção da plantadeira Momentum, um projeto em que mais de 60% dos conjuntos soldados são realizados de forma robotizada. A engenheira ressalta que atuar em áreas técnicas frequentemente exige posicionamento e confiança constantes para transformar barreiras em oportunidades de diálogo.

 

Advertisement

Já na unidade de Canoas, Mariana Peteffi, engenheira de produção de 27 anos, iniciou sua carreira como estagiária na área de melhoria contínua e hoje lidera uma equipe de 60 colaboradores responsáveis pela usinagem na fabricação de tratores, superando o desafio de conquistar credibilidade sendo jovem e mulher na gestão operacional.

 

Para sustentar e expandir essa pluralidade, que já se traduz em cerca de 40% de mulheres entre os colaboradores com até um ano de empresa na América do Sul, a companhia implantou em 2025 um Comitê de Diversidade e Inclusão. A iniciativa é estruturada estrategicamente nos pilares de Talento, Cultura, Mercado e Comunidade, visando cultivar um ambiente de respeito e estimular soluções criativas a partir da diversidade de ideias. Para Angélica Kanashiro, Vice-Presidente de Recursos Humanos da AGCO América Latina e Business Partner Global para Massey Ferguson, criar oportunidades para diferentes perfis ocuparem posições estratégicas é essencial para o desenvolvimento dos negócios, uma vez que equipes diversas geram soluções mais eficientes e colaborativas para a indústria. “Dessa forma, a inclusão consolida-se não apenas como uma métrica de recursos humanos, mas como um elemento estratégico para impulsionar a inovação e atender à complexidade dos agricultores no mercado global”, afirma.

Advertisement
Leia Também:  Sábado é Dia D de vacinação no DF; saiba onde se imunizar
COMENTE ABAIXO:

Diversas

Procuradoria Especial da Mulher lança edital do Selo Empresa Amiga da Mulher

Published

on

Programa da Câmara Legislativa do Distrito Federal reconhece empresas e organizações que adotam ações de valorização, inclusão, proteção e promoção dos direitos das mulheres

Inscrições seguem abertas até 30 de setembro; podem participar empresas e organizações com sede ou unidade operacional no DF, em atividade há, pelo menos, seis meses

A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Legislativa lançou o Edital do Programa Selo Empresa Amiga da Mulher, iniciativa destinada a reconhecer empresas públicas, privadas e organizações sem fins lucrativos que desenvolvam ações e projetos voltados à valorização e à promoção dos direitos das mulheres no ambiente de trabalho. As inscrições estão abertas até 30 de setembro.

Advertisement

O programa tem caráter honorífico e é baseado na Lei Distrital nº 6.262, de 29 de janeiro de 2019, que instituiu o Selo Empresa Amiga da Mulher no DF. O edital também considera normas relacionadas à igualdade salarial, combate à discriminação nas relações de trabalho, proteção às mulheres e tratamento de dados pessoais.

A proposta é reconhecer publicamente organizações comprometidas com a construção de ambientes profissionais mais seguros, inclusivos e saudáveis, além de estimular iniciativas de capacitação, empreendedorismo feminino, saúde da mulher e conciliação entre trabalho e vida familiar.

Quem pode participar

Advertisement

Podem participar empresas públicas ou privadas e organizações sem fins lucrativos que tenham sede ou unidade operacional no DF, desde que estejam em atividade há pelo menos seis meses.

Entre as condições previstas estão a regularidade cadastral, o cumprimento das obrigações fiscais e das responsabilidades sociais, a concordância com as regras do edital e a existência de pelo menos uma mulher no quadro de colaboradores.

O edital também estabelece impedimentos. Não podem participar, por exemplo, empresas com condenação definitiva por crimes relacionados ao trabalho análogo à escravidão ou exploração sexual, empresas declaradas inidôneas pela Administração Pública e organizações enquadradas em outras situações previstas no regulamento, incluindo irregularidades fiscais e condenações relacionadas à violência ou crimes contra a dignidade sexual.

Advertisement

Sete requisitos para receber o Selo

Para conquistar a certificação, não basta a empresa apresentar apenas uma iniciativa. O edital determina que sejam comprovados todos os requisitos previstos na legislação, sem possibilidade de certificação parcial ou condicionada.

Entre as exigências estão:

Advertisement
Leia Também:  “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” encerra circulação nacional em Brasília, na Sala Martins Pena, celebrando o retorno ao território onde o espetáculo nasceu
  • desenvolvimento de programas de incentivo, auxílio, apoio e capacitação profissional para mulheres;
  • apresentação de carta de compromisso com planejamento de ações, projetos, programas, convênios e parcerias destinados à qualificação, inclusão, bem-estar e desenvolvimento das mulheres no mercado de trabalho;
  • divulgação, dentro da empresa e em seu entorno, de políticas e campanhas nacionais e do Distrito Federal de defesa dos direitos das mulheres;
  • realização de ações informativas e afirmativas sobre saúde da mulher, qualidade de vida, empreendedorismo e mercado de trabalho;
  • manutenção de controle e incentivo à realização do pré-natal das funcionárias gestantes;
  • disponibilização de local e condições adequadas para mulheres lactantes amamentarem ou realizarem a coleta de leite materno;
  • realização de campanhas, projetos e programas de prevenção e promoção da saúde da mulher.

A comprovação deverá ser feita por meio de um portfólio próprio da empresa, reunindo documentos, registros e evidências das ações desenvolvidas.

Entre os materiais que podem integrar o portfólio estão relatórios, registros fotográficos, listas de presença, certificados de capacitações, materiais de campanhas, registros de eventos e documentação relacionada aos espaços destinados à amamentação. As informações referentes ao pré-natal devem ser apresentadas de forma anonimizada, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Inscrições abertas

Para a edição de 2026, as inscrições serão realizadas de 1º a 30 de setembro, até as 23h59, exclusivamente por meio do portal da Câmara Legislativa e da Procuradoria Especial da Mulher.

Advertisement

O processo é eletrônico e exige o preenchimento do formulário de inscrição, o envio do portfólio comprobatório e o encaminhamento da documentação obrigatória. Cada empresa poderá fazer apenas uma inscrição na edição.

Como será a avaliação

Depois do encerramento das inscrições, será realizada a análise de elegibilidade e, posteriormente, a avaliação dos portfólios. O edital prevê uma Comissão Julgadora formada por servidores públicos efetivos, com preferência por profissionais que tenham experiência ou atuação em políticas públicas para as mulheres, direitos humanos, gestão pública ou áreas relacionadas.

Advertisement

O processo também prevê uma Comissão Recursal, formada por servidores distintos dos integrantes da Comissão Julgadora, responsável por analisar eventuais recursos apresentados pelas participantes.

O cronograma estabelece até dez dias úteis após o encerramento das inscrições para a análise de elegibilidade e até 15 dias úteis depois da publicação da lista de empresas elegíveis para a análise dos portfólios. Após o resultado preliminar, haverá prazo de cinco dias úteis para recursos, seguido do julgamento pela Comissão Recursal.

Leia Também:  CLDF homenageia mulheres do rock em sessão solene

A lista definitiva das empresas selecionadas será homologada pela Procuradoria Especial da Mulher e publicada no Diário da Câmara Legislativa e no portal da CLDF.

Advertisement

Validade de dois anos

O Selo Empresa Amiga da Mulher é uma certificação honorífica, sem ônus financeiro para a Câmara Legislativa ou para as empresas selecionadas. A certificação terá validade de dois anos, podendo ser renovada por igual período, desde que a organização volte a comprovar o cumprimento dos requisitos estabelecidos.

As empresas certificadas deverão utilizar o Selo em sua logomarca durante todo o período de certificação. A comprovação desse uso será necessária para uma futura renovação ou nova concessão.

Advertisement

A logomarca poderá ser utilizada também em produtos e materiais publicitários, respeitando o manual de identidade visual disponibilizado pela Procuradoria Especial da Mulher. A CLDF poderá ainda divulgar, em seu portal, a logomarca das empresas contempladas.

Cerimônia de certificação

Em razão do calendário eleitoral, o edital estabelece um cronograma excepcional para esta edição. A cerimônia de certificação deverá ocorrer em novembro ou dezembro de 2026, em data que será divulgada posteriormente pela Procuradoria Especial da Mulher.

Advertisement

A data oficial deverá ser publicada no Diário da Câmara Legislativa e nos canais institucionais da Casa com antecedência mínima de 15 dias.

Serviço

Programa Selo Empresa Amiga da Mulher – Edição 2026
Inscrições:
 de 1º a 30 de setembro de 2026, até as 23h59.
Quem pode participar: empresas públicas, empresas privadas e organizações sem fins lucrativos com atuação no Distrito Federal que atendam aos requisitos do edital.
Onde se inscrever: portal da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Certificação: honorífica, gratuita e válida por dois anos.
Cerimônia: prevista para novembro ou dezembro de 2026, em data a ser divulgada pela PEM.
edital completo, os documentos e o formulário de inscrição estão disponíveis no portal da Procuradoria Especial da Mulher da CLDF: Selo Empresa Amiga da Mulher – CLDF.

Advertisement

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA