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Saúde

Corpo inflamado: exames periódicos e hábitos auxiliam no controle da condição

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Mesmo sem sintomas evidentes, marcadores específicos e avaliação clínica permitem identificar alterações e prevenir quadros crônicos.

 

A inflamação é uma resposta natural do organismo a infecções, lesões ou outros agentes externos. O processo, que envolve a atuação de células de defesa para restaurar o equilíbrio do corpo, costuma ser agudo e benéfico para a cura. Quando, no entanto, esse processo se mantém ativo por longos períodos, pode evoluir para um quadro crônico, associado ao desenvolvimento de diversas doenças.

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Os principais sintomas

 

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O corpo inflamado nem sempre apresenta sinais evidentes, mas pode se manifestar por meio de sintomas como dores generalizadas, fadiga constante, alterações no sono, intestino desregulado, ansiedade, baixa imunidade e mudanças de humor. Em alguns casos, também podem surgir sinais como ganho de peso e alterações na coloração da urina.

 

Segundo Josie Velani Scaranari, clínica médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, a ausência de sintomas claros não descarta a presença de inflamação. Por isso, para um diagnóstico adequado, a orientação é a realização de exames laboratoriais periódicos.

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“Os principais exames que indicam esse tipo de reação são a proteína C-reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação (VHS), que funcionam como marcadores inflamatórios, além do hemograma completo, que permite avaliar alterações nas células de defesa, como o aumento de leucócitos”, explica Josie.

 

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Segundo a médica, outros exames, como a hemoglobina glicada e o painel de coagulação, também podem ser solicitados para investigar condições associadas e compreender melhor o estado geral de saúde do paciente.

 

A identificação precoce pode evitar a progressão para quadros crônicos e o impacto em diferentes sistemas do organismo, como o cardiovascular, metabólico e imunológico. “Por isso, realizar avaliações periódicas e manter um acompanhamento médico permite detectar alterações, monitorar a evolução do quadro e, assim, orientar o paciente de forma mais segura e assertiva”, afirma a especialista.

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Prevenção

 

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Para Josie, o controle da inflamação está diretamente relacionado ao estilo de vida. “Manter uma rotina de sono adequada, com cerca de sete a oito horas por noite e moderar o consumo de alimentos ultraprocessados e a ingestão de bebidas alcoólicas ajudam na manutenção de um organismo saudável e equilibrado”, diz.

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Além disso, a médica chama atenção para a prática regular de atividade física, a hidratação adequada e a adoção de uma alimentação rica em frutas, vegetais e alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como vegetais folhosos, frutas cítricas, peixes ricos em ômega-3 e especiarias como cúrcuma e gengibre. “E, quando necessário, a suplementação orientada por profissionais de saúde também contribuem para a regulação do organismo”, completa.

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CRÉDITOS:

Foto: Freepik

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Educação

Capacitação orienta profissionais do Hospital de Base sobre atendimento a pessoas com deficiência

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Capacitação orienta profissionais do Hospital de Base sobre atendimento a pessoas com deficiência

 

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Secretário da Pessoa com Deficiência compartilhou experiências e apresentou orientações para tornar o acolhimento mais acessível e humanizado

Como tornar o atendimento mais acolhedor para pessoas com deficiência? Essa foi a proposta de uma capacitação realizada nesta sexta-feira (19) no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A atividade reuniu profissionais da unidade para discutir comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado.
Convidado para conduzir o encontro, o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, William Ferreira, compartilhou experiências pessoais e orientações sobre como pequenas mudanças na comunicação e na postura dos profissionais podem fazer diferença no atendimento.
“A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos”, afirma.
Deficiente visual, William Ferreira participou da atividade acompanhado da assistente social Maria de Fátima Amaral e do ativista pelos direitos das pessoas com deficiência Igor Carvalho. Ao compartilharem suas vivências, eles destacaram que uma comunicação clara, respeitosa e adaptada às necessidades de cada pessoa é um dos principais caminhos para reduzir barreiras no atendimento.
“Nossa vida é pautada por uma comunicação adequada, mas não existem fórmulas prontas, porque cada pessoa tem necessidades diferentes. Muitas vezes, a maior barreira é a falta de informação. Por isso, é fundamental transmitir orientações de forma clara, simples e direta, além de buscar ajuda sempre que houver dificuldades na comunicação”, explica o secretário.
Para Igor Carvalho, o atendimento humanizado começa pela forma como as pessoas são recebidas.
“Não é apenas o que se fala, mas como se fala. A humanização, o respeito e a atenção às necessidades individuais fazem toda a diferença para quem busca atendimento”, ressalta.
A assistente social Maria de Fátima Amaral reforçou que a empatia deve orientar todas as relações.
“O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos”, destaca.
Educação permanente
A capacitação foi idealizada pelo Núcleo de Educação Corporativa (Nudec), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), ambos vinculados à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). A atividade integrou as ações de educação permanente do Instituto e foi direcionada principalmente aos profissionais que atuam no atendimento ao público, como recepcionistas, equipes administrativas e trabalhadores da assistência.
Segundo o chefe do Nudec, Erik Cardoso, iniciativas como essa contribuem para qualificar o atendimento prestado aos pacientes.
“Especialmente na área da saúde, precisamos manter nosso olhar voltado para o paciente e garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado de que necessita, com respeito, dignidade e acolhimento”, afirma.
O auxiliar de humanização do HBDF, Ailton Ferreira Júnior, destacou que a capacitação trouxe orientações que poderão ser aplicadas no dia a dia.
“Foi uma experiência muito enriquecedora para quem lida diariamente com o público. Além de ampliar nosso conhecimento, ajudou a esclarecer dúvidas e nos deixou mais preparados para oferecer um atendimento cada vez melhor”, comenta.
Como forma de ampliar o acesso ao conteúdo, o encontro foi transmitido ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube e permanece disponível para consulta.

 

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