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Amamentação vai além da relação entre mãe e bebê

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Encontro gratuito reúne especialistas e famílias para discutir apoio, informação e diferentes experiências durante o Agosto Dourado
 
Amamentar envolve aprendizado, adaptação e uma rotina que nem sempre acontece como imaginado. Dúvidas, dificuldades nos primeiros dias e até o excesso de opiniões podem tornar esse período mais desafiador, especialmente quando toda a responsabilidade parece recair sobre quem amamenta.
Dividir essa responsabilidade e ampliar a rede de apoio é uma das propostas do talk show “Agosto Dourado | Amamentar na Era Digital”, que será realizado gratuitamente pelo Hospital Anchieta Taguatinga no dia 24 de agosto. O encontro é aberto não apenas a gestantes e mães, mas também a pais, companheiros ou companheiras, avós e outras pessoas que participam dessa fase.
A pediatra, neonatologista e responsável técnica pelo Banco de Leite Humano do Hospital Anchieta, Mariana Palhares Temer, ressalta que apoio não significa apenas ajudar nos cuidados com o bebê. Acolher, dividir tarefas e perceber quando é necessário buscar orientação profissional também fazem diferença.
“Quem amamenta também precisa ser cuidado. Ter pessoas por perto que acolham, ajudem nas tarefas e respeitem as escolhas da família pode trazer mais tranquilidade para esse período. A rede de apoio tem um papel importante para que essa experiência não seja vivida de forma solitária”, afirma.
Atitudes simples podem aliviar a sobrecarga no dia a dia. Preparar uma refeição, oferecer água durante uma mamada, assumir outras tarefas da casa ou simplesmente estar disponível para ouvir são algumas formas de participar desse processo.
Das dúvidas do dia a dia à informação segura
A programação foi pensada para levar situações vividas pelas famílias para o debate. Um dos blocos discutirá como reconhecer informações confiáveis em meio à quantidade de conteúdos, experiências pessoais, mitos e orientações que circulam nas redes sociais.
Outro momento será dedicado à amamentação inclusiva e a diferentes vivências, ampliando a discussão para realidades que nem sempre encontram espaço quando o assunto é aleitamento materno. O público também poderá apresentar perguntas durante o encontro e participar da troca de experiências com os profissionais.
A conversa será conduzida por Mariana Palhares Temer e pelo fonoaudiólogo especialista em amamentação do Banco de Leite do Hospital Anchieta, Jardes Souza. Também participam Rafaella Carvalho Amaral Marques Santiago, pediatra que atua com habilitação de sucção e amamentação em bebês com fissuras, e Cristhyne Queiroz, fonoaudióloga especializada na amamentação de crianças com Síndrome de Down (T21).
Dor, dificuldades relacionadas à pega e insegurança sobre a quantidade de leite estão entre situações que podem surgir durante o processo. Nesses momentos, buscar ajuda profissional permite avaliar cada caso individualmente e encontrar alternativas de acordo com as necessidades da mãe e do bebê.
“Ter dificuldade não significa que a amamentação deu errado. Cada mãe e cada bebê têm necessidades próprias, e procurar orientação permite entender o que está acontecendo e oferecer o suporte adequado para aquela realidade”, pontua Mariana.
O talk show integra as ações do Agosto Dourado, mês de conscientização sobre a importância do aleitamento materno. A proposta é criar um espaço de conversa em que mães e sua rede de apoio possam esclarecer dúvidas, compartilhar experiências e ter contato direto com profissionais que atuam diariamente na assistência à amamentação.
A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas e a inscrição deve ser feita antecipadamente.
Serviço
Talk Show Agosto Dourado | Amamentar na Era Digital
Data: 24 de agosto de 2026, segunda-feira
Horário: 17h30
Local: Solário da UTI Neonatal do Hospital Anchieta Taguatinga – entrada pelo Banco de Leite, 5º andar
Endereço: Setor C Norte, QNC AE, Área Especial 8, 9 e 10 – Taguatinga
Entrada: gratuita, mediante inscrição prévia
CRÉDITOS:
Divulgação
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Curiosidades

Influenciador pode ir para o exterior para continuar divulgando bets no Brasil?

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Advogados criminalistas explicam como a nova proibição das apostas pode alcançar influenciadores que produzem conteúdo fora do país para o público brasileiro

 

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A proibição da publicidade de bets no Brasil abriu uma nova discussão sobre influenciadores que cogitam deixar o país para continuar divulgando plataformas de apostas pelas redes sociais. A Medida Provisória 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no território nacional, inclusive quando realizadas por agente sediado no exterior para pessoa localizada no Brasil.

 

A medida também alcança conteúdos que ofereçam, promovam, divulguem ou facilitem o acesso às plataformas de apostas quando direcionados ao público brasileiro. Com isso, surge a dúvida sobre o que pode acontecer com influenciadores que estejam fisicamente fora do país, mas continuem produzindo publicidade voltada aos usuários brasileiros.

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A discussão ganhou um exemplo concreto com o anúncio feito pelo influenciador Rico Melquiades, que informou nas redes sociais, em 25 de setembro, que pretende deixar o Brasil e morar em Portugal a partir de outubro. Rico, que já teve contratos de publicidade com empresas de apostas e prestou depoimento à CPI das Bets, também afirmou que continuará produzindo conteúdo para seus seguidores. Apesar da coincidência com a publicação da MP, o influenciador não afirmou que a mudança tenha sido motivada pela proibição das bets.

 

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Para o advogado criminalista Juarez da Silva, a localização do influenciador é apenas um dos elementos que precisam ser considerados na análise jurídica. O conteúdo produzido no exterior pode continuar alcançando diretamente o público brasileiro, o que exige avaliar as circunstâncias específicas de cada divulgação.

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“O fato de o influenciador estar fora do Brasil não significa, por si só, que a situação deixe de ser analisada pelas autoridades brasileiras. É preciso verificar para quem aquela publicidade é direcionada, qual é a conduta praticada e qual é a relação do influenciador com a plataforma”, afirma.

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Além da proibição, a MP determinou a retirada de materiais publicitários e sinais de patrocínio que já estavam em circulação quando a medida foi publicada. O prazo estabelecido para essa retirada termina em 5 de outubro. O governo também iniciou uma força-tarefa para fiscalizar a publicidade digital e informou ter derrubado 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas.

 

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O monitoramento realizado pelo governo encontrou ainda anúncios de bets direcionados ao público brasileiro na Meta e no Google após a entrada em vigor da medida. O Ministério da Justiça informou que seguirá acompanhando as plataformas para identificar novas formas de divulgação, incluindo conteúdos promovidos por afiliados e influenciadores.

 

Segundo o advogado criminalista Marcelo Almeida, a eventual responsabilização de quem participa da divulgação deve ser analisada a partir da conduta concreta. Contratos, remuneração, frequência das publicações e a forma como a plataforma é promovida são alguns dos elementos que podem fazer parte dessa avaliação.

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“Não é possível tratar todas as situações da mesma forma. É necessário verificar qual foi a participação do influenciador, se existia uma relação contratual, como a publicidade era realizada e qual era o direcionamento daquele conteúdo”, explica.

 

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A discussão também ganhou um componente criminal. Paralelamente à MP, o governo apresentou um projeto de lei para tipificar crimes relacionados às apostas de quota fixa, incluindo a divulgação de apostas ou a captação de apostadores, com previsão de pena de reclusão de dois a quatro anos e multa para essa conduta, caso o projeto seja aprovado.

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Para Juarez, essa distinção é importante porque a existência da MP e a proposta de criminalização não significam que toda publicidade realizada por um influenciador resulte automaticamente em crime. A análise depende da legislação aplicável e das circunstâncias da conduta.

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“É importante diferenciar uma eventual infração às regras de publicidade de uma responsabilização criminal. Para falar em crime, é necessário analisar a conduta praticada, a legislação aplicável e os elementos específicos daquele caso”, explica.

 

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Marcelo Almeida ressalta que a mudança de país também não deve ser interpretada, isoladamente, como uma forma de afastar qualquer consequência jurídica. A análise precisa considerar a origem e o destino da publicidade, além da participação de cada envolvido.

 

“Se o conteúdo é produzido no exterior, mas continua sendo direcionado ao público brasileiro, essa circunstância pode ser relevante para a análise. O que não se pode fazer é presumir uma responsabilização apenas pelo fato de existir uma publicação. É necessário examinar o contexto e a conduta de cada envolvido”, afirma.

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Com a nova regulamentação e o aumento da fiscalização sobre publicidade digital, influenciadores e empresas que atuam nesse mercado passam a enfrentar um cenário de maior restrição. A discussão sobre quem poderá ser responsabilizado e em quais circunstâncias deverá depender da aplicação das novas regras e, no campo criminal, do eventual avanço do projeto de lei apresentado pelo governo.

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