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Aprova DF: projeto gratuito oferece preparação para concursos públicos em Brasília a partir de 20 de julho

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Sempre aos sábados e domingos, a iniciativa terá duração de um ano na capital e as inscrições já estão abertas. São 400 vagas disponíveis por aula

Está pensando em se candidatar a concursos públicos ou já está estudando há um tempo para algum específico? O seu momento para se preparar ainda melhor está chegando. A partir do próximo dia 20 de julho, Brasília sediará o projeto Aprova DF, uma iniciativa gratuita da Associação Cresce-DF em colaboração com a Secretaria de Justiça e Cidadania. A ação tem como objetivo principal democratizar o acesso à capacitação especializada para concursos públicos, por meio de aulões presenciais.

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As aulas, com 400 vagas cada, serão ministradas sempre aos sábados e domingos, das 08h às 17h, com quatro matérias por dia, entre elas: Direito Administrativo, Direito Constitucional, Informática, Língua Portuguesa, Redação, Matemática/Raciocínio Lógico, Realidade Brasileira/Atualidades, com intervalos estratégicos para descanso. As inscrições serão feitas de forma avulsa para cada matéria, permitindo flexibilidade aos participantes. O projeto terá duração de 12 meses, divididos em quatro ciclos com 208 aulas cada. Ao final de cada ciclo, os alunos serão submetidos a simulados e os melhores desempenhos serão premiados.

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Localizado no Ed. Oscar Alvarenga, Setor Comercial Sul, Qd. 3 Bl. B, LT 84/90, 1º andar, na Asa Sul, o projeto visa beneficiar adolescentes, jovens e adultos interessados em ampliar suas oportunidades de emprego público no país. Além do conteúdo educacional, o Aprova DF fornecerá aos participantes kits lanche, apostilas impressas e materiais escolares básicos, como canetas, lápis e cadernos. As inscrições estão disponíveis através do site oficial do evento, www.aprovadf.com.br, acessível pelo perfil @aprovadf no Instagram ou presencialmente de quarta à sexta, de 07h às 13h no local do projeto. Caso as vagas não sejam 100% preenchidas ou haja desistências, os alunos podem se inscrever diretamente no horário das aulas.

Segundo Eduardo Campos – Presidente da Associação Cresce DF, o Aprova DF surge como uma resposta às dificuldades enfrentadas por muitos brasileiros em concorrer a concursos públicos, especialmente devido a restrições econômicas e sociais. “Com uma metodologia inovadora, o projeto oferece aulas aos finais de semana, permitindo que participantes que trabalham durante a semana possam estudar matérias específicas ou completas sem comprometer suas obrigações diárias. Também teremos a promoção da igualdade de oportunidades, o fortalecimento da cidadania e a inclusão social de grupos vulneráveis, como negros, LGBTQIA+, comunidades tradicionais e vítimas de violência”.

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Serviço:

Projeto Aprova DF

Quando: a partir de 20 de julho, sempre aos sábados e domingos

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Horários: 08h às 17h

Onde: Ed. Oscar Alvarenga – Setor Comercial Sul – Qd. 3 Bl. B – LT 84/90 – 1º andar – Asa Sul

quarta a sexta presencialmente

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Inscrições e mais informações: link disponível na bio do perfil aprovadf – Instagram – www.aprovadf.com.br

 

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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