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Diálogo entre SINATRAN/DF e Direção-Geral busca aprimorar serviços e diminuir acidentes

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No Distrito Federal, circulam diariamente cerca de 2 milhões de veículos, movimentando-se pelas vias da cidade em um intenso fluxo. Garantir a segurança de condutores e pedestres nesse cenário demanda monitoramento e fiscalização eficientes. Esse trabalho, realizado por Agentes de Trânsito, é fundamental na prevenção de acidentes e na segurança viária.

Atualmente, no DF o efetivo de agentes está deficitário o que prejudica as ações de promoção da segurança nas vias públicas com a fiscalização adequada, orientação aos condutores, autuação quando necessário, além do papel educador de conscientização dos motoristas a dirigir de uma maneira mais respeitosa e cuidadosa.

Esse é um problema que chama atenção, em especial quando comparado o número de acidentes envolvendo vítimas fatais que segue aumentando. Dados do Detran-DF mostram que na série histórica, no mês de junho de 2023 – últimos dados disponíveis – o total de sinistros fatais chegou a 23 casos. No mesmo mês em 2022 e 2021 o número de acidentes fatais foi de 17 e 9 casos, respectivamente.

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Para minimizar os impactos da precarização do quadro de funcionários, o Sindicato dos Agentes de Trânsito do Distrito Federal (SINATRAN/DF) tem trabalhado em conjunto com a Direção-Geral do órgão para apresentar soluções. Uma delas é otimizar o serviço voluntário, proporcionando aumento da fiscalização e policiamento aliado ao trabalho de mobilidade urbana. Além disso, a realização de um concurso público para preencher os cerca de 150 cargos vagos de Agentes de Trânsito é vista como uma solução imprescindível para o problema.

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“Essa é uma necessidade urgente que o SINATRAN/DF aponta para melhorar a qualidade do serviço prestado à população no que diz respeito à segurança viária nas ruas do Distrito Federal. A direção geral tem se mostrado sensível à necessidade de reduzir os números de acidentes nas vias, atuando com foco na mobilidade e fiscalização simultaneamente”, afirma o presidente do Sindicato, Adjayme Melo.

Condições precárias de trabalho

Outro problema que a classe enfrenta são as condições físicas dos locais de trabalho oferecidas aos servidores e ao cidadão que não apresentam, em muitos casos, necessidades básicas de conforto e bem-estar para os que ali frequentam.

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O Detran possui uma sede e várias repartições distribuídas por todo o Distrito Federal. Hoje, muitas dessas unidades estão em estado precário, sem possuir itens básicos para um atendimento de excelência ao público. Rede de informática, computadores, estacionamento, acessibilidade, área de espera confortável. Esses são apenas alguns exemplos das dificuldades que os servidores da Autarquia e a população enfrentam ao buscar os serviços do Detran/DF.

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É vital que a sociedade e as autoridades locais reconheçam a importância dos Agentes de Trânsito e tomem medidas imediatas para enfrentar esse desafio, assegurando um trânsito mais seguro e responsável em Brasília e no entorno, além de um ambiente mais saudável para os que estão à frente desses serviços.

Fonte: Sinatran-DF

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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