Entretenimento
Baile do Dona Imperatriz acontece neste sábado (22), no Mercado Sul, em Taguatinga
Após quatro meses de formação, o encerramento da 2ª edição do projeto Dona Imperatriz conta com a participação das mulheres capacitadas, rodas de conversa e apresentações musicais
Após um intenso ciclo formativo, a 2ª edição do projeto Dona Imperatriz, que capacitou mulheres pretas, periféricas e LBTs sobre inserção no mercado cultural e fonográfico, promove um baile de encerramento neste sábado (22), a partir das 15h, no Mercado Sul, em Taguatinga. O evento conta com a participação das mulheres capacitadas, rodas de conversa, oficinas e apresentações musicais.
Com programação gratuita e aberta à comunidade, o público presente terá a oportunidade de fazer oficinas nas áreas de elaboração de projetos, formalização e CEAC, audiovisual e marketing, participar de uma roda de conversa sobre impulsionamento artístico de mulheres pretas e LBTs, além de desfrutar de um verdadeiro baile com apresentações de DJs e de artistas como Aqualtune, Julia Nara, Babi, Lis Martins, Ramona Jucá, Thabata Lorena e a Batalha do Beco – Edição Dona Imperatriz
Lançamentos
Durante o ciclo formativo do Dona Imperatriz, as artistas Alquatune, Babi, Juks, Júlia Nara e Ros4 tiveram a oportunidade de gravar cinco músicas. As canções produzidas no decorrer do projeto serão lançadas durante o baile de encerramento. As artistas também construíram, ao longo da formação, portfólios artísticos e realizaram um ensaio fotográfico. Para Alquatune, uma das participantes, o Dona Imperatriz tem aberto muitas portas.
“Participar da 2ª edição do Dona Imperatriz tem ampliado todos esses caminhos profissionais. Para além de ficar nessa bolha de que a cena hip hop é a rua, é fazer acontecer, muitas vezes a gente não busca novas oportunidades de profissionalização. O projeto é a oportunidade que tem aberto esse espaço, principalmente para mulheres pretas, periféricas e LBTs”, ressalta a rapper, MC e poeta de terreiro Alquatune.
Para Thabata Lorena, artista e idealizadora do Dona Imperatriz, um dos objetivos do projeto é justamente preencher a lacuna na indústria onde a representatividade dessas mulheres é escassa. “Desejamos promover a inclusão e a diversidade, desafiando as estatísticas alarmantes que revelam uma falta de representação feminina no mercado cultural e fonográfico”, explica Thabata.
A idealizadora do projeto também afirma que o evento de encerramento, o Baile Dona Imperatriz, será um momento especial de celebrar as conquistas e vivências dessas mulheres durante o período de formação. “Será uma celebração vibrante e inclusiva, reconhecendo não apenas o talento dessas participantes, mas também a comunidade que as apoia”, ressalta Thabata Lorena.
Programação:
15h – Oficina Elaboração de projetos: apresentação de ferramentas e a importância da ocupação dos espaços institucionais com Lela do Cerrado
15h30 – Oficina de formalização CEAC: A importância do credenciamento para o Cadastro de Entes e Agentes Culturais (CEAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF com Nega Cruz
17h – Oficina Audiovisual, Marketing de guerrilha com Ramona Juca – Coletivo Mercado Sul Vive
18h30 – Recepção
19h – Roda de conversa: Impulsionamento artístico mulheres pretas e LBTs
20h30 – DJs
21h – Apresentações culturais: Aqualtune, Julia Nara, Babi, Lis Martins, Ramona Jucá, Thabata Lorena e Batalha do Beco – Edição DOIM
Baile Dona Imperatriz
22 de junho, sábado, a partir das 15h
Mercado Sul (Taguatinga Sul)
Entrada gratuita
Fotos Para Divulgação: https://drive.google.com/drive/folders/1gziDotrrbjLlPJzB6OVetx90lfPHEej_
Entretenimento
Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” ocupa o DF com arte urbana e narrativas femininas
Projeto ganha a cidade a partir de 8 de março e transforma muros e redes em território de escuta, diversidade e afirmação
Depois de quase um ano de escuta, encontros, afetos e criação coletiva, Uma Mulher é Uma Mulher inaugura oficialmente sua exposição em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tendo a cidade como galeria. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, o projeto transformará muros, esquinas e trajetos cotidianos em território de afirmação, diversidade e reflexão sobre o feminino. Quem passar a caminho do trabalho, quem esperar o ônibus, quem atravessar a rua distraído poderá ser impactado por figuras femininas diversas. É uma exposição que não pede silêncio, mas presença. Não exige ingresso, mas disponibilidade para olhar.
A construção do projeto começou em maio de 2025, quando foi lançada uma chamada pública que mobilizou 41 mulheres do Distrito Federal. Após etapas de análise de perfis, escutas individuais e entrevistas aprofundadas, foram escolhidas oito protagonistas que representam diferentes gerações, identidades e experiências de vida.
“Mais do que um processo técnico de produção de fotos, vídeos e murais, a trajetória desses meses foi marcada por encontros. Cada ensaio foi precedido por conversas longas, partilhas de memória, trocas sinceras e construção de confiança entre equipe e participantes. Houve tempo para ouvir, acolher e compreender as camadas de cada história antes de traduzi-las em imagens”, relata Waléria Gregório, idealizadora, diretora criativa e responsável pela fotografia do projeto.
Ao lado de Thaís Holanda, cineasta que assina o audiovisual; e Didi Colado, artista urbana responsável pelos lambe-lambes e grafites espalhados pelo Distrito Federal, ela consolidou com as participantes uma relação de afeto e entrega mútua. E o que se verá nas ruas e nas plataformas digitais não será apenas resultado estético, mas o desdobramento de vínculos construídos com respeito, sensibilidade e profundidade.
As oito protagonistas são:
Amanda Nery, que transformou experiências de violência e maternidade precoce em e construção afetiva e autonomia.
Caju, cabeleireira que fez do salão um espaço de escuta, identidade e emancipação, rompendo padrões estéticos e sociais.
Fernanda Torres, mãe atípica e sobrevivente do câncer, que ressignificou o cuidado e hoje floresce como símbolo de recomeço.
Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, que ocupa espaços historicamente negados e afirma a existência como ato político.
Issa Meguer, atriz e modelo de 69 anos, que enfrenta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade.
Joyce, artista que vive com anemia falciforme e construiu na arte um caminho de autonomia e presença.
Malinha, jovem fotógrafa periférica que transforma vivência em linguagem visual e abre caminhos para outras meninas.
Jesus Feitosa, costureira que atravessou gerações sustentando família e futuro com linha, agulha e resistência.
A cidade como galeria
Ao longo do mês de março, serão instalados 16 painéis de lambe-lambe e 2 grafites nas regiões administrativas Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra conta com um QR Code que direciona para o Instagram e para o site oficial do projeto, com recursos de acessibilidade, ampliando a experiência da rua para o ambiente digital.
A proposta é simples e potente: provocar o encontro. Quem é essa mulher? O que ela está fazendo aqui? O que a história dela revela sobre nós? A cidade vira galeria. O Instagram torna-se extensão da rua. A imagem se transforma em pergunta.
Paralelamente, a exposição virtual apresentará vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos criativos sobre a trajetória de cada mulher, publicados semanalmente. A cada semana, uma protagonista ocupará as redes, convidando o público a aprofundar o olhar.
Ao final desse processo, as mulheres participantes deixarão de ser apenas personagens, tornando-se referências simbólicas de um movimento que reafirma que as mulheres são múltiplas, legítimas, plurais e estão em permanente construção.
Compartilhamento de saberes
Como parte do compromisso com formação e democratização do acesso à arte, o projeto oferecerá três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas do projeto: Waléria Gregório, Didi Colado e Thaís Holanda.
As atividades acontecerão em 28 e 29 de março, com inscrições abertas entre 16 e 21 de março, por meio do site oficial. As oficinas ampliam o diálogo do projeto para além da exposição, fortalecendo a presença feminina nos campos da fotografia, do vídeo e da arte urbana.
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