Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Epreendedorismo

O papel de grandes empresas no combate à discriminação no Brasil

Publicado em

Matéria escrita por Gabriella Collodetti, jornalista do CB Brands – Estúdio de conteúdo do Correio Braziliense

Apenas no Distrito Federal, em 2022, foram realizadas 641 denúncias por discriminação de raça ou cor. Iniciativas de grandes marcas, como do Grupo Carrefour Brasil, podem auxiliar no combate dessa realidade

Apresentado por  
– (crédito: )

Por meio do levantamento intitulado “Percepções sobre o racismo no Brasil”, foi constatado que 44% consideram que a cor da pele é o principal fator gerador de desigualdades, sendo essa a principal afirmação entre todas as estratificações étnico-raciais. Considerando esse cenário, o diagnóstico foi confirmado por especialistas e pela sociedade: o Brasil é um país racista. A avaliação, feita pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), no mês de julho, ressaltou que 81% da população possuem essa visão acerca do território brasileiro.

Em julho deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicou que, em 2022, os registros de racismo cresceram no Brasil. De acordo com o levantamento, foram 2.458 ocorrências de crimes resultantes do preconceito de raça ou de cor. Apenas no Distrito Federal, no ano passado, foram feitas 641 denúncias por discriminação, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF).

Dentro desse panorama, iniciativas que transformem a realidade do país são essenciais. Nesse sentido, o apoio das empresas se faz necessário para que a luta antirracista seja viável. Na avaliação de Maria Alicia Lima Peralta, vice-presidente de Relações Institucionais, ESG e Comunicação do Grupo Carrefour Brasil, grandes organizações empresariais já entenderam que esse papel não pode ser promovido apenas pelo governo ou pela sociedade civil. “É um papel que as empresas podem e devem exercer, pois há muitas alavancas que a gente pode acionar para desenvolver essa pauta”, informa

Para Maria Alicia é fundamental que todo o ecossistema em que está inserida a empresa seja mobilizado, de forma que prestadores de serviços, cooperativas, empresas e agências também promovam e valorizem a diversidade da sociedade brasileira. “Existe um movimento grande das empresas para dar esse letramento, de trazer informação e gerar a formação das equipes para que as pessoas entendam como, no dia a dia, deva ser tratada a questão racial. Essa é a primeira dimensão de como as empresas podem contribuir”, comenta.

Advertisement

Outra forma de potencializar o combate ao racismo diz respeito à representatividade de pessoas negras em cargos de liderança, em que é possível trazer a pauta diariamente para as organizações. No Grupo Carrefour, por exemplo, busca-se alcançar a marca de 50% de pessoas negras em cargos de liderança até 2025. Segundo a companhia, esse número chega a 42%. Atualmente, o Grupo Carrefour Brasil está entre as empresas com mais pessoas negras na liderança, em posições de gerência e direção.

Leia Também:  Lugar de mulher é onde ela quiser!
Maria Alicia Lima Peralta, vice-presidente de Relações Institucionais, ESG e Comunicação do Grupo Carrefour Brasil
Maria Alicia Lima Peralta, vice-presidente de Relações Institucionais, ESG e Comunicação do Grupo Carrefour Brasil(foto: Divulgação/Grupo Carrefour Brasil)

A influência sobre fornecedores, clientes e até colegas de trabalho também tem que ser potencializada no combate às discriminações étnico-raciais. No caso do Grupo Carrefour, Maria Alicia indica que a empresa aderiu ao programa Racismo Zero e esse aspecto fica em evidência em tratativas com fornecedores. “Não basta ser antirracista. Temos que influenciar o nosso ecossistema para que os outros possam aderir a esse movimento e tenham o comportamento que espelhe essa mesma preocupação, especialmente em empresas que trabalham conosco”, ressalta.

Essas iniciativas da companhia trouxeram um resultado positivo. Buscando manter esse diálogo constante na rede, a companhia também apostou em capacitações internas. Estima-se que mais de 140 mil pessoas da equipe foram treinadas para combater o racismo, o que auxilia no enfrentamento das discriminações no país devido à instrução e orientação que as equipes recebem de forma constante.

No entanto, a profissional compreende que o caminho pode ser complexo, especialmente por se tratar de uma rede com ampla atuação no país. Com 48 anos de atuação, o Grupo Carrefour Brasil é líder do varejo alimentar e, mensalmente, atinge 60 milhões de clientes. Presente em todos os Estados e Distrito Federal, sua operação abrange mais de mil pontos de vendas. A empresa é a segunda maior operação dentre os países nos quais o Grupo Carrefour opera e uma das 20 maiores empresas listadas na bolsa brasileira (B3).

Advertisement

Diante da sua relevância em âmbito nacional, iniciativas à frente da agenda racial realizadas pela marca buscam não se resumir apenas a um programa, visto que elas são um reflexo da cultura do i4Cs da marca (Inclusão, Cliente, Coragem, Cooperação e Compromisso com a mudança).

“Nosso grande desafio é que temos um volume muito grande de operações e de clientes que transitam nas nossas lojas todas as semanas. Se a gente pensar, temos 15 milhões de pessoas que entram semanalmente nas mais de mil lojas do grupo. Por que esse é um grande desafio? Porque essas interações são vivas e exigem que o nosso esforço seja diário e contínuo”, complementa.

Leia Também:  Contadora larga emprego de 20 anos para abrir o próprio negócio

Por essa razão, o tripé — treinamento, transparência e consequência — é um critério essencial para o Grupo Carrefour, segundo Maria Alicia. Na prática, cada eixo pode ser detalhado da seguinte forma:

Advertisement
  • Treinamento: com investimentos significativos de prevenção e construção de uma cultura antidiscriminatória;
  • Transparência: assumindo responsabilidades e prestando contas aos clientes e à sociedade;
  • Consequência: agindo com o rigor necessário para que nenhum desvio de conduta fique impune.
(foto: Guilherme de Lacerda | CB Brands)
(foto: Guilherme de Lacerda | CB Brands)
(foto: Guilherme de Lacerda | CB Brands)

Investimentos e transformações

Claudionor Alves, diretor de Equidade Racial e Relações Institucionais, possui a responsabilidade de desenvolver uma gestão inclusiva no Grupo Carrefour Brasil. Para a sua atuação, ele ressalta: é fundamental manter o diálogo da representatividade internamente, mas também com outras organizações parceiras.

“Discutir esse tema, não somente interna, mas também externamente; atualizar autoridades em relação às ações que temos trabalhado no Grupo Carrefour é o meu compromisso nessa cadeira”, destaca. Segundo o profissional, quando a corporação traz a temática de inclusão.

Claudionor pontua a necessidade de abordar o tema no sentido de expandir o diálogo e o combate à discriminação. “Não basta só reconhecer o assunto. A gente tem que lutar, tem que ser antirracista e é um discurso que temos comentado internamente, para os nossos colaboradores, mas também com os nossos fornecedores e parceiros”, informa.

Advertisement
(foto: )

Para reforçar esse compromisso, o Grupo Carrefour Brasil adicionou nos seus contratos a cláusula de antirracismo. “Hoje, o nosso fornecedor, com um funcionário com uma postura racista, não pode continuar com a gente. Isso está firmado em contrato, está claro da responsabilidade que cada fornecedor nosso tem com relação a esse tema”, destaca.

Dessa forma, a marca consegue garantir que as suas lojas sejam, cada vez mais, um ambiente acolhedor e seguro em diferentes aspectos. “Além de ter uma segurança mais empática, queremos uma segurança que preste serviço para o nosso cliente, com cordialidade, com atenção, com cuidado, para que, quando o cliente chegue na loja, possa entender que estamos ali para ajudar. Essa mudança de conceito que a gente tem trabalhado há alguns anos”, avalia.

Além disso, para Claudionor, o diálogo se faz necessário, especialmente devido ao Grupo Carrefour ser considerado o maior varejista do país. “Temos a responsabilidade de fomentar esse tema”, comenta.

Tags

Fonte: Correio Brasiliense

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Diversas

IgesDF abre seleção para seis áreas da saúde com salários de até R$ 22,6 mil

Published

on

Novos editais contemplam oportunidades para médicos especialistas, assistente social e técnico de laboratório, com cadastro reserva para reforçar a rede pública de saúde

 

 

Advertisement
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para novos processos seletivos simplificados destinados à formação de cadastro reserva em seis áreas estratégicas da assistência à saúde. As oportunidades são para médico radiologista imagenologista, médico endocrinologista e metabologista, médico rotineiro, médico plantonista, assistente social e técnico de laboratório clínico.
As remunerações variam entre R$ 2.524,83 e R$ 22.644,60, conforme o cargo e a carga horária prevista em edital. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, de acordo com a necessidade das unidades administradas pelo instituto.
Todos os cargos oferecem benefícios como auxílio-transporte, alimentação para jornadas superiores a seis horas, auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filhos em reuniões escolares, além de auxílios maternidade, paternidade e funeral, conforme as regras previstas nos normativos internos e nos acordos coletivos de trabalho.
Especialidades médicas
Os Editais nº 063/2026 e nº 064/2026 contemplam cadastro reserva para Médico Radiologista Imagenologista e Médico Endocrinologista e Metabologista, ambos com remuneração de R$ 13.359,56 e carga horária mínima de 24 horas semanais.
As vagas exigem graduação em Medicina, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM), residência médica ou título de especialista reconhecido pelas respectivas sociedades médicas e experiência mínima de seis meses na área de atuação.
Já o Edital nº 065/2026 prevê cadastro reserva para Médico Rotineiro, cargo com a maior remuneração entre os editais: R$ 22.644,60 para jornada mínima de 30 horas semanais. A oportunidade é destinada a profissionais com residência ou título de especialista em Clínica Médica e experiência em ambiente hospitalar de média ou alta complexidade ou em serviços de urgência e emergência.
Também está aberta seleção para Médico Plantonista, prevista no Edital nº 066/2026, com remuneração de R$ 13.359,56 e carga horária mínima de 24 horas semanais. Além da graduação em Medicina e registro no CRM, é exigido curso de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) e experiência em medicina de urgência e emergência.
Assistência multiprofissional e apoio diagnóstico
 
Edital nº 067/2026 contempla cadastro reserva para Assistente Social, com remuneração de R$ 3.639,02 e jornada mínima de 30 horas semanais. A vaga exige graduação em Serviço Social, residência multiprofissional ou pós-graduação na área, registro ativo no CRESS e experiência mínima de seis meses.
Já o Edital nº 068/2026 prevê cadastro reserva para Técnico de Laboratório Clínico, com remuneração de R$ 2.524,83 e carga horária mínima de 36 horas semanais. Os candidatos devem possuir formação técnica na área, curso de atualização ou extensão em laboratório clínico ou análises clínicas e experiência mínima de seis meses.
Inscrições
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do IgesDF, disponível em http://processoseletivo.igesdf.org.br , onde também estão disponíveis os editais completos e os cronogramas das seleções.
Os editais têm como objetivo a formação de cadastro reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede.
Com a abertura das seleções, o IgesDF amplia seu banco de profissionais em áreas essenciais da assistência, do diagnóstico e da atenção multiprofissional, fortalecendo a capacidade de atendimento da rede pública de saúde do Distrito Federal.
Atenciosamente,
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Enquanto os EUA atraem bilionários para governar, Brasil se perde em debates periféricos
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA