Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Epreendedorismo

Para Geração Z, crescer na carreira é a maior prioridade

Publicado em

Estudo da JBS feito com 32 mil jovens mostra que o reconhecimento profissional está atrelado a oportunidades de crescimento e aprendizado

Foto: Divulgação/ JBS

Um estudo com cerca de 32 mil colaboradores da JBS aponta que cerca de 6 em cada 10 pessoas com idades entre 15 e 30 anos priorizam as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional ao escolher uma empresa para trabalhar. O dado supera, com ampla margem, o critério “Salário e Benefícios”, o que reforça que essa geração busca por ambientes que invistam em seu futuro profissional.

O levantamento ouviu colaboradores de todo o Brasil em diferentes níveis hierárquicos: de menores aprendizes a profissionais efetivos da companhia. Para os entrevistados, a valorização e o reconhecimento profissional estão atrelados ao crescimento e à oferta de oportunidades de aprendizado e recompensas, como participação em cursos, mentorias e treinamentos.

“A pesquisa Jovens JBS nos trouxe informações valiosas, ampliando nosso entendimento sobre seus comportamentos, expectativas e visão de futuro”, afirma Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.

Advertisement

“Estamos falando de uma geração que busca por empresas que ofereçam caminhos estruturados de aprendizado e evolução. Esse comportamento mostra que, mais do que atrair talentos, o desafio das companhias agora é mantê-los engajados em uma jornada crescente, que faça sentido para eles.”

Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.

Quando questionados sobre o que mais admiram em um líder, os jovens foram claros: o reconhecimento pelo trabalho realizado, seguida por empatia e compreensão das necessidades individuais.

Para Thaís Giuliani, doutora em Ciências da Informação especializada em Geração Z, os jovens precisam se sentir reconhecidos e valorizados no trabalho, mas a forma como enxergam isso é completamente diferente das gerações anteriores. “Eles querem ser ouvidos e contar com líderes próximos e acessíveis. Não se trata mais de subir uma escada tradicional de carreira. É sobre conexão, propósito, troca e a oportunidade de um futuro melhor.”

Advertisement

Esse desejo de conexão e troca também se estende ao propósito pessoal. Segundo a pesquisa, os jovens da Geração Z priorizam o crescimento pessoal aliado à contribuição social e querem se tornar inspiração em sua área de atuação. “Existe uma interdependência entre desenvolvimento individual e impacto coletivo. A Geração Z quer crescer, mas quer fazer isso de um jeito que importe para o mundo ao seu redor”, diz Thaís.

Além do ambiente de trabalho, as prioridades de vida dessa geração também revelam nuances importantes. Apoio familiar e relacionamento são fatores de destaque. Quando olham para o futuro, desejam novos aprendizados e experiências com foco no crescimento pessoal e profissional e almejam estabilidade profissional com qualidade de vida, reforçando a busca por equilíbrio e bem-estar contínuo.

Com cerca de 40% de seus colaboradores pertencentes à Geração Z, a JBS pretende utilizar os resultados da pesquisa, que se destaca pelo volume inédito de respostas de uma empresa no Brasil, para melhorar ainda mais as suas ações de atração e geração de oportunidades, além de apoiar suas lideranças no fortalecimento do engajamento, desenvolvimento e retenção de equipes multigeracionais.

Advertisement

Iniciativas para atrair e reter talentos

A JBS foi reconhecida por cerca de 75% dos jovens ouvidos como uma empresa que proporciona aprendizado, desenvolvimento e crescimento profissional. Consciente da importância dessas perspectivas para a retenção de talentos, a empresa investe em programas estruturados que abrangem desde a formação em negócios até oportunidades de carreira internacional.

Uma das portas de entrada na JBS é o Programa Evoluir, que oferece aprendizado teórico e prático para jovens de 18 a 23 anos, capacitando-os para as demandas do negócio e gerando oportunidades de desenvolvimento dentro da empresa. O Instituto J&F é a entidade responsável pela qualificação dos programas de jovem aprendiz da JBS – que possui mais de 500 alunos matriculados, em 11 unidades do grupo.

A JBS também investe na formação técnica e de liderança através de programas como o Germinare VET, que prepara futuros líderes com foco em veterinária e processos fabris, e o Programa Master de Produção, que capacita colaboradores para chegar a cargos de supervisão.

Advertisement
Foto: Divulgação/ JBS
Tiago Silva, de 27 anos, Coordenador de BI (Business Intelligence) da Friboi

Para Tiago Silva, de 27 anos, Coordenador de BI (Business Intelligence) da Friboi e primeiro aluno do Instituto J&F a ser contratado pela marca, em São Paulo, com 18 anos, a empresa acredita e investe nas pessoas.

“Desde o começo, encontrei líderes que me inspiraram, oportunidades concretas de desenvolvimento e um ambiente que valoriza atitude, aprendizado contínuo e o mais importante, possibilidade de crescimento.”

Tiago Silva, de 27 anos, Coordenador de BI da Friboi

“Iniciei minha trajetória na JBS como assistente e, ao longo dos anos, fui crescendo dentro da companhia: passei pelas posições de analista júnior, pleno, sênior, especialista e, recentemente, assumi o cargo de coordenador”, conta. “Hoje, lidero uma equipe e tenho a honra de trabalhar com talentos que vieram do programa Germinare Tech. Eu fui formado no modelo com foco em negócios, que hoje é chamado de Germinare Business”, afirma.

A pesquisa Jovens JBS foi realizada em março de 2025 e contou com a participação de 32.063 colaboradores de unidades em todas as regiões do Brasil. Os participantes responderam a um questionário com 22 perguntas, que abordaram quatro pilares: valores e objetivos; relacionamentos e comunicação no trabalho; ambiente de trabalho e motivação; e propósito e impacto. O estudo buscou mapear percepções, expectativas e hábitos dessa geração em relação ao ambiente corporativo e à vida de forma mais ampla.

Advertisement

Fonte: Metropoles

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Com novo modelo de pagamento para franqueados, Omie quer aumentar atuação no mercado

Epreendedorismo

Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

Published

on

Foto por Magali Moraes – Divulgação
“Mulheres que Reciclam o Futuro” reúne relatos de catadoras de várias regiões do país e será lançado na Câmara dos Deputados
Histórias de mulheres que encontraram na reciclagem uma forma de sustento, acolhimento e transformação social ganham destaque no livro Mulheres que Reciclam o Futuro, que será lançado amanhã (20), em Brasília. A obra reúne relatos de 25 catadoras de diferentes estados brasileiros, com trajetórias marcadas por coragem, superação e trabalho coletivo em torno do cuidado com o meio ambiente e da preservação.
Lançado no mês em que é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem, comemorado em 17 de maio, o livro aborda os desafios enfrentados por essas mulheres, que representam 70% da força de trabalho dos cerca de 800 mil trabalhadores do setor no Brasil, segundo o Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Recicláveis (MNCR), reforçando o papel da reciclagem como motor essencial para a economia e o meio ambiente. Realizada pela Rede Educare, com patrocínio da Novelis via Lei de Incentivo à Cultura, a obra poderá ser baixada gratuitamente no site www.redeeducare.com.br ou adquirida em versão física.

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.

Leia Também:  Detran-DF está de Volta às Aulas com orientações e fiscalização viária

A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.

“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.

Advertisement

“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha

Sete filhos criados a partir da reciclagem –  Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.

Leia Também:  Aumento da presença feminina na mineração traz benefícios para as empresas

Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.

Advertisement

De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA