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Mulheres incriveis

Explante de silicone cresce no Brasil: “Tirar foi um livramento”

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Larissa de Almeida (38) decidiu retirar os implantes após sofrer mais de 20 sintomas negativos com o silicone
Foto: Reprodução/Acervo pessoal
Larissa de Almeida (38) decidiu retirar os implantes após sofrer mais de 20 sintomas negativos com o silicone

Seios maiores, corpo mais harmonioso, mais confiança e autoestima: esses são alguns dos motivos que levam quase 1,8 milhão de mulheres a realizar o aumento das mamas pelo mundo todos os anos. No entanto, uma cirurgia oposta vem crescendo nas clínicas estéticas do Brasil: na tentativa de reverter o tamanho dos seios, muitas mulheres optam por realizar o explante do silicone.

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Foi esse o caso da professora Larissa de Almeida, de 38 anos, que passou pelo implante de silicone aos 28. “Quis colocar por querer deixar meu corpo mais harmônico, por acreditar que o silicone era vitalício, de acordo com o que o médico falou. Naquele momento, pesquisei bastante para encontrar os contras, mas pouco vi, então me pareceu uma boa ideia”.

Os problemas, segundo Larissa, começaram imediatamente após a cirurgia. A docente relata que, no pós-operatório, já começou a sentir os primeiros sintomas, como dores pelo corpo e dificuldade para respirar. “O cirurgião disse que isso era normal”.

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O desejo do explante surgiu em 2018. A professora explica que fez sua própria investigação, lendo artigos científicos e conteúdos de ‘explantadas’ nas redes sociais. “Quanto mais eu lia, mas tinha certeza de que não valia a pena permanecer com um corpo estranho […] dentro de mim”.

“Então, depois de muitas pesquisas e de muita humilhação em vários médicos, decidi tirar minhas próteses com o único objetivo de recuperar minha saúde”, reflete.

Assim como Larissa, milhares de outras pessoas buscam anualmente pela retirada dos implantes no Brasil: em 2020, 25 mil cirurgias desse tipo foram realizadas, como atesta a ISAPS. Por mais que a cirurgia de aumento das mamas seja a principal plástica no país, os números estão em constante queda nos últimos anos.

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A cirurgiã plástica Ana Borba percebeu um aumento expressivo de interesse pelo explante em seu consultório. “[Esse aumento aconteceu] pelo crescimento no número de mulheres que colocaram próteses nos últimos 10-20 anos. E segundo, por uma mudança na percepção corporal: mulheres têm buscado mamas mais leves, mais naturais e não se enxergam mais com seus implantes escolhidos anos atrás”, explica a médica.

Na busca por corpos mais naturais, procura por silicone está em queda
Foto: Reprodução/Unsplash
Na busca por corpos mais naturais, procura por silicone está em queda

A aceitação do próprio corpo e os novos padrões de beleza são um dos principais motivos que levaram a Carla* a retirar os implantes em 2017. Com prótese nas mamas desde 2007, ela percebeu que continuava infeliz com a própria aparência.

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“Eu não me sentia suficiente por ter seios menores. Quando vi que iria fazer dez anos de cirurgia, eu pensei: ‘olha só: se passaram dez anos e eu continuo a mesma’, por mais que eu tenha seios bem mais avantajados. Eu percebi que não conseguiria me sentir suficiente se não me amasse primeiro, e foi assim que decidi retirar o implante. Tirar foi um livramento”.

Para Larissa de Almeida, no entanto, os motivos foram de saúde. A professora explica que ao longo dos 6 anos usando silicone, ela apresentou mais de 20 sintomas negativos, como dores articulares, perda de memória, queda de cabelo, dificuldade de concentração, queda de cabelo, olhos ressecados e irritados frequentemente, diminuição da libido e fadiga crônica.

Ana Borba explica que, em termos médicos, existem duas complicações que podem envolver o implante de silicone:  a ‘doença do silicone’, que é um termo criado para descrever alguns sintomas em pessoas com próteses de silicone, como queda de cabelo, cansaço excessivo e dor nas articulações. “Vale destacar que nenhum estudo clínico conseguiu, até a presente data, documentar a doença do silicone, como causadora dos sintomas relatados.”

As complicações também podem se originar da síndrome ASIA, uma doença autoimune, pode ser sim causada pelo implante, e ocorre em pacientes que já tem doença autoimune prévia.

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Luís Felipe Maatz, cirurgião plástico com especialização em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade de São Paulo, detalha que a maioria dos estudos ao redor da síndrome aponta que depois do contato com o estímulo desencadeante (implantes mamários, vacinas), pacientes geneticamente suscetíveis poderiam desenvolver uma resposta autoimune que levaria ao início dos sintomas. 

O explante

A indicação da cirurgia de explante é livre: seja por alguma doença ou complicação relacionada à prótese ou desejo da paciente por questões estéticas ou funcionais. “O explante consiste na remoção das próteses de silicone, juntamente com a retirada das cápsulas que as envolvem (capsulectomia) e ajuste da pele excedente (mastopexia), necessária na grande maioria dos casos”, explica Luiz.

Algumas cirurgias de explante chegam a levar menos de uma hora
Foto: Freepik
Algumas cirurgias de explante chegam a levar menos de uma hora
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O profissional explica que a retirada das próteses é um procedimento simples. “O ajuste da pele e reposicionamento dos tecidos para formar uma nova mama sem a prótese é o mais desafiador e “artístico”: de preferência deve ser realizada por um cirurgião plástico experiente em cirurgias mamárias e reconstrução”.

Luís aponta que existe a opção de se efetuar um aumento mamário no mesmo tempo da mastopexia, com o uso de gordura aspirada de outras áreas, como abdome, axilas ou interno de coxas, procedimento denominado como lipoenxertia.

O pós-operatório é geralmente simples, como afirma a cirurgiã plástica Maria Júlia Norton. A médica detalha que, em geral, a paciente recebe alta em 24 horas, podendo já levantar os braços até a linha dos ombros já no mesmo dia. O retorno às atividades de rotina é feito em 2 semanas. Segundo Maria, o índice de satisfação do explante é bem alto, considerando “que as pacientes já amadureceram bem esta decisão e estão certas da escolha”.

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Para as ‘explantadas’, o procedimento é uma salvação. “Nunca me arrependi de ter tirado. Foi a melhor decisão que tomei, pois minha qualidade de vida hoje é outra, depois de anos definhando e perdendo meu tempo e dinheiro em vários médicos. Sou muito grata a tantas outras mulheres corajosas e bravas que tiraram suas próteses por saúde e nunca se calaram”, finaliza Larissa de Almeida. 

Fonte: IG Mulher

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Epreendedorismo

Empresa brasileira conquista Prêmio Zayed de Sustentabilidade e projeta expansão internacional

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Empresa brasileira recebe Prêmio Zayed de Sustentabilidade

Jovem Pan

Uma empresa brasileira especializada em tecnologia para detecção de vazamentos de água foi reconhecida internacionalmente ao receber o Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2026, na categoria água. A premiação, concedida durante a Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi (ADSW), nos Emirados Árabes Unidos, garantiu à startup Stattus4 um aporte avaliado em US$ 1 milhão e impulsionou os planos de expansão da companhia para novos mercados, como a Espanha.

Fundada há cerca de dez anos por Marília Lara, a Stattus4 desenvolveu uma tecnologia que a própria criadora define como o “Shazam dos vazamentos de água”. O sistema utiliza a análise de sons e vibrações nas tubulações, combinada com dados de pressão, para identificar rompimentos e falhas na rede de distribuição, aumentando a eficiência dos sistemas hídricos e reduzindo perdas.

“Estamos há uma década desenvolvendo esse projeto e o prêmio representa um impulso enorme. A ideia é investir ainda mais na tecnologia, mas principalmente expandir a atuação para fora do Brasil”, afirmou Marília Lara à agência EFE, após receber o troféu das mãos do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed.

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A tecnologia funciona como um “ouvido biônico”, capaz de captar variações sonoras e vibrações geradas por alterações no fluxo da água. Com o apoio de inteligência artificial e da Internet das Coisas (IoT), o sistema identifica padrões anormais e aponta possíveis vazamentos com alto grau de precisão. Segundo os organizadores do prêmio, a solução se destaca por permitir detecção e reparos em velocidade e escala consideradas inéditas.

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Desde sua criação, a Stattus4 já monitorou mais de 5 mil quilômetros de redes de distribuição e identificou cerca de 22 mil potenciais pontos de vazamento. O impacto estimado é uma economia de aproximadamente 5,56 bilhões de litros de água por dia, beneficiando mais de 4 milhões de pessoas e fortalecendo a segurança hídrica em centros urbanos.

Atualmente, a empresa atende oito das dez maiores companhias de saneamento do Brasil e mantém projetos em Portugal. “Estamos avaliando há cerca de um ano a expansão para a Europa mediterrânea, incluindo Espanha, Itália e Portugal”, afirmou Marília Lara, CEO da companhia.

Com informações da EFE

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Fonte: Jovem Pan
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