Politica
Alunos do curso de formação de praças participam de solenidade de incorporação da PMDF
A vice-governadora Celina Leão destacou que, graças a determinação do governador Ibaneis Rocha, o GDF proporcionou a maior nomeação da história da Polícia Militar do Distrito Federal | Foto: George Gianni/VGDF
A vice-governadora Celina Leão marcou presença no evento, que também contou com o primeiro uso do uniforme operacional da corporação
Os 1.259 alunos do 11º Curso de Formação de Praças (CFP XI) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) participaram, nesta quinta-feira (5), da solenidade de incorporação e primeiro uso do uniforme operacional da corporação. O evento foi realizado no Complexo de Ensino da Polícia Militar (Cepom), em Taguatinga Norte e reuniu cerca de 8 mil pessoas, entre autoridades militares e civis, além dos familiares dos praças.
A vice-governadora Celina Leão destacou que, graças a determinação do governador Ibaneis Rocha, o GDF proporcionou a maior nomeação da história da Polícia Militar do Distrito Federal.
“Nós temos os melhores índices da polícia em mais de 20 anos e eu tenho certeza que, com a nomeação desses homens e dessas mulheres, nós seremos, sim, o primeiro no Brasil”, afirmou a vice-governadora ao se referir ao levantamento do Atlas da Violência 2024, que mostra que Brasília é a segunda capital mais segura do país. “Nós temos a certeza que vocês estão prontos para ir para as ruas. O que nós podemos pedir para cada um de vocês nessa noite é que tenham honra de carregar esse uniforme.”
O CFP XI é o maior curso de formação da história da corporação no DF. Os alunos são divididos em oito companhias e 24 pelotões. Desse total, 320 são mulheres e quase 20% provenientes de cotas. A turma também conta com corneteiros e músicos, reforçando a pluralidade e o esforço institucional em promover a inclusão.
A comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, destacou que o trabalho de combate ao crime, manutenção da paz e defesa social é realizado diuturnamente para que o DF alcance o primeiro lugar no país em segurança pública.
O curso teve início em 5 de setembro de 2024. Com duração de oito meses, a formatura será realizada em 13 de maio de 2025, mesmo dia do aniversário de 216 anos da corporação | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília
“Hoje é um dia de grande significado para todos nós, pois é o dia em que os nossos policiais mais jovens, o dia em que os meus recrutas, como eu gosto de chamá-los carinhosamente, vestem pela primeira vez o uniforme que os identificará como guardiões da lei e da ordem. O uniforme que carrega consigo a história e a tradição de uma instituição que se dedica a proteger e servir a nossa comunidade”, ressaltou a comandante-geral.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou a importância desta etapa da formação dos praças para o DF.
“A tradição da Polícia Militar no DF não nasceu ontem e, como secretário de Segurança Pública do DF, tenho orgulho imenso de poder estar ombreado por esses homens e mulheres. E como pai de família e cidadão, tenho muito orgulho de saber que temos nessa tropa quem cuida dos nossos filhos e familiares”, elogiou o secretário ao completar que eles ajudarão o DF a ser a capital mais segura do país.
O curso teve início em 5 de setembro de 2024. Com duração de oito meses, a formatura será realizada em 13 de maio de 2025, mesmo dia do aniversário de 216 anos da corporação. No total, eles terão mais de 1.300 horas de treinamento intensivo em disciplinas como abordagem policial, técnicas de policiamento, direitos humanos e comunicação institucional. A troca do uniforme de adaptação pelo uniforme operacional marca o fim do período básico e o início do estágio prático a partir desta sexta-feira (6).
Atualmente, o efetivo da Polícia Militar conta com cerca de 11 mil militares, sendo 9.560 homens e 1.427 mulheres.
Politica
Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional
SAÚDE
Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto
O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”
Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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