Politica
Celina Leão celebra convênio que beneficiará mais de 400 mil crianças
O aporte será de R$ 500 mil e deve beneficiar mais de 130 mil crianças e adolescentes, atendidas anualmente pelo hospital
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP) participou, nesta sexta-feira (10), de um evento que celebrou o convênio que atende mais de 400 mil crianças no DF.
O Banco BRB, por meio do Instituto BRB, e o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe) assinaram um termo de convênio para investimento em sete projetos do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), nesta sexta-feira (10). O aporte será de R$ 500 mil e deve beneficiar mais de 130 mil crianças e adolescentes, atendidas anualmente pelo hospital.
O valor será usado na atualização da estrutura tecnológica, criação de ambiente lúdico e humanizado na sala de espera do centro cirúrgico, modernização de equipamentos e estruturação do espaço de simulação realística, manutenção do mobiliário e realização do projeto de musicoterapia e do canal de comunicação com os pacientes, chamado Rádio Dodói.
“São projetos com o objetivo de melhorar a qualidade da assistência e qualidade de vida das crianças que usam o hospital”, pontuou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “Esperamos que seja o primeiro de muitos projetos que vamos fazer em conjunto”, acrescentou.
Durante passagem na cerimônia, a governadora em exercício Celina Leão salientou que o aporte retrata a excelência da unidade de saúde. “Esse recurso do BRB vai ajudar a florir cada vez mais o hospital, com projetos belíssimos que já existem e não serão finalizados, mas ampliados”, afirmou.
“Esse hospital é melhor do que muitos hospitais privados. E é isso que sonho para a saúde pública do Distrito Federal como um todo”, disse Leão. “Temos médicos e médicas aqui que, com certeza, tem 100% de dedicação e cuidam das nossas crianças de forma muito especial”.
Inaugurado em novembro de 2011, o HCB atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, até o final de janeiro deste ano, já ajudou mais de 6 milhões de crianças e adolescentes. “A parceria de hoje fortalece o projeto do hospital e o hospital como instituição. É o reconhecimento do papel dele dentro da rede pública de saúde”, coloca a diretora técnica do HCB, Isis Magalhães.
A presidente do Conselho de Administração do Icipe, Glória Guimarães, salienta a importância de investimentos em iniciativas que permitam a humanização do paciente. “Gostaríamos de clamar a sociedade que venha e que também nos ajude nesse movimento de trazer mais recursos para o hospital para que possamos colocar mais projetos para atender melhor as pessoas e cada vez humanizar mais o atendimento
Membro fundadora do Incipe, Ilda Peliz, se disse contente com a assinatura do convênio, tendo em vista que mostra a confiança da instituição bancária e do governo no serviço prestado pelo hospital infantil. “O BRB está trazendo mais uma evolução para o HCB, mais qualidade para o nosso serviço”, celebrou.
*Com informações de Catarina Loiola, da Agência Brasília
Fonte: Jornal de Brasilia
Politica
Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita
Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.
Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.
O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.
Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.
Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.
A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.
Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).
Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.
Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.
Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.
O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.
Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.
FONTE:
sul21.com.br
Por Pedro Stahnke
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