Politica
Celina visita Ceasa e anuncia investimento de R$ 2 mi em energia
Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Governadora em exercício do DF, Celina Leão (PP) comentou sobre a reforma da parte elétrica e ouviu demandas dos feirantes
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), visitou, na manhã desta segunda-feira (17/7), as Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF).
Em conversa com feirantes, produtores e vendedores, a vice-governadora adiantou que o edital de licitação para a reforma da instalação elétrica do espaço ficará pronto neste mês.
O investimento será de R$ 2 milhões, segundo ela. “Está resolvida a questão da energia e a reforma da parte elétrica. O edital de licitação será anunciado em 27 de julho. A Ceasa ainda precisa de muitas coisas, mas, devagarzinho, tomamos todas as medidas para melhorar não só o ambiente de trabalho como também o espaço”, declarou.
Durante a visita, Celina comentou, ainda, que o Governo do Distrito Federal (GDF) está atento a todas as demandas da Ceasa-DF e comentou a iniciativa da deputada distrital Jaqueline Silva (MDB) de apresentar projeto de lei que pede a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para feirantes.
“Sabemos que ainda são muitas as reivindicações. Esse é um local muito acessado por produtores e consumidores. É muito importante que tenhamos um olhar bem próximo aos trabalhadores”, acrescentou Celina.
A deputada distrital Jaqueline Silva também se manifestou sobre as demandas para o local: “Toda a tributação que existe aqui é rateada entre empresários da Ceasa. Por entender as dificuldades, eles pediram que nós os ajudássemos nesse trabalho com o governo, para extinguir essa taxa. A ideia é trazer para eles melhores condições de trabalho. Tenho certeza de que todos os deputados estarão conosco nessa empreitada”.
Politica
Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).
Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.
A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.
Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.
Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.
FONTE:
brasildefato
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