Politica
“O FCDF representa a capital da democracia”, afirma Celina Leão
Para a vice-governadora do DF, as alterações no repasse do Fundo Constitucional podem ser “drásticas”, afetando obras e até gerando demissões no serviço público. Mas ela está otimista com as articulações políticas no Senado
As mudanças no Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) foram tema do CB.Poder — parceria entre Correio e TV Brasília. A vice-governadora Celina Leão (PP-DF) chamou atenção para a possibilidade de demissões no serviço público, em caso de alterações no repasse e também ressaltou outras consequências, as quais classificou como “drásticas”.
Estamos entrando numa semana decisiva em relação ao Fundo Constitucional do DF. O que a senhora tem a dizer sobre isso?
Desde a semana retrasada, estamos atuando nesse tema com muito afinco. O governador Ibaneis Rocha (MDB) tem falado com os senadores, teve a oportunidade de dialogar diretamente com o relator (do texto) e também com o governo federal. Hoje (ontem), ele estava no (Palácio do) Planalto. Está sensibilizando a todos sobre a importância do FCDF. Nós sabemos que a nossa cidade foi projetada de forma diferente, para abrigar a capital do Brasil e os Poderes. Sempre falo que é a capital da democracia. Tenho ajudado o governador naquilo que me compete e nas articulações que tenho acesso no meu próprio partido progressista. Na semana passada, tive uma longa conversa com o presidente (da Câmara dos Deputados), Arthur Lira (PP-AL), ele sinalizou que aquilo que for votado no Senado será mantido pela Câmara e vai fazer esse ajuste também com os líderes. Às vezes, há uma discussão sobre o valor que iríamos perder. Acho que entrar nesse debate de qualquer forma é ruim para o Distrito Federal. Não temos que questionar uma excepcionalidade que foi criada há muitos anos para manter a cidade, que abriga a capital dos Três Poderes. Espero que essa discussão seja votada no Senado esta semana. Também tenho falado com vários senadores pessoalmente e ajudado o governador Ibaneis nessa situação.
Então a senhora está otimista?
Estou. Acho que a fala do próprio relator mostra que está muito sensibilizado. Ele vive na cidade há muitos anos e entende a importância da manutenção da capital da República.
Nós sabemos que a nossa cidade foi projetada de forma diferente, para abrigar a capital do Brasil e os Poderes. Sempre falo que é a capital da democracia. Tenho ajudado o governador naquilo que me compete e nas articulações que tenho acesso no meu próprio partido progressista.
Essa discussão sobre a manutenção da capital passa ao largo da questão sobre o marco fiscal. A senhora vê que ainda há certa incompreensão acerca deste tema?
Isso, em termos numéricos, não acrescenta em nada no Arcabouço Fiscal. Mas, para nós, para mais de três milhões de pessoas que moram aqui e dependem da saúde, da segurança e da educação do Distrito Federal, faz toda a diferença. Temos combatido as frases do concreto de Brasília. Nós temos concreto, mas nós temos muitas pessoas aqui que pulsam o coração e amam esta cidade.
A senhora está confiante em relação às articulações. Mas supondo que a situação não fique satisfatória ao Distrito Federal, quais são as consequências? São drásticas, dramáticas. Pode haver demissão?
Sim, porque temos um fator previdenciário crescente, o qual somos obrigados a pagar, e, praticamente, um congelamento do FCDF. Sabemos que o crescimento do fator previdenciário não é igual. A médio e longo prazo poderemos ter demissões. Precisamos nos adequar dentro do Arcabouço Fiscal, porque não sabemos qual vai ser o aumento ou o reajuste. Sempre houve essa discussão, ainda quando o projeto foi votado, de que agora há uma segurança jurídica para o FCDF. Sempre houve. O fundo é constitucional. Há também o sentimento dos próprios servidores públicos de que no ano em que nós não temos reajuste no fundo, não há possibilidade de negociar também reajustes salariais. Há compreensão, porque isso aconteceu por duas vezes. Nós não estamos querendo um crescimento diferente da receita corrente líquida. Mas mudar essa regra no meio do jogo é algo que vai limitar a nossa capacidade de investimento. Às vezes, brinco que vamos ter dificuldade até para tapar buraco na rua, porque hoje você tem ajuda do fundo para pagar a folha.
Há uma clara e grave ameaça ao DF?
Com certeza. Por isso o governador Ibaneis tem trabalhado tanto, feito várias conversas. Até no feriado se encontrou com alguns senadores. Eu também tenho conversado. É uma junção de pessoas que amam a nossa cidade.
A que a senhora atribui esses ataques especificamente ao Fundo Constitucional?
Acho que é falta de conhecimento da nossa cidade. As pessoas que atacam o FCDF não sabem que temos mais de 3,5 milhões de pessoas que vivem aqui, fora a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), que usa os nossos serviços públicos. Hoje (ontem) mesmo, os ônibus de Águas Lindas pararam, e o pessoal não conseguiu trabalhar. Então, temos o impacto de cinco milhões de pessoas, que são cuidadas pelo fundo. Às vezes, o ataque é ao meio político. Somos a cidade que os concentra. Então, aquela pessoa que não entende isso e acha que só existe político aqui, ataca o DF. Quando uma pessoa de outro estado fala que “tem que acabar com Brasília”, está falando da classe política, que é mal-compreendida muitas vezes. Então, acho que os congressistas precisam defender o FCDF, porque é ele que representa a capital da democracia, na qual estão abrigados. Eles vivem aqui três dias por semana, no mínimo. O ataque que surge assim, de pessoas que não moram aqui, não é ao DF. Eles não conhecem aqui. Estão atacando a classe política.
Na Câmara dos Deputados, praticamente não houve discussão. A senhora inclusive estava viajando, então, foi um movimento que, naturalmente, não esperava. Como foi esta situação?
Fiquei em contato o tempo todo. Estava na formatura da minha filha, falando ao telefone com o próprio presidente (da Câmara) e com o próprio relator do texto. Houve um questionamento de números naquele dia. Não se chegava a um número em comum. Acharam por bem aquele que a consultoria da Câmara havia calculado (uma perda somente de R$ 1 bi). Se resolveram e foi convencido aos líderes de que essa seria a perda. E foi votado. Mas a própria consultoria da Câmara fez revisões e a perda não seria só essa.
Então, acho que os congressistas precisam defender o FCDF, porque é ele que representa a capital da democracia, na qual estão abrigados. Eles vivem aqui três dias por semana, no mínimo. O ataque que surge assim, de pessoas que não moram aqui, não é ao DF. Eles não conhecem aqui. Estão atacando a classe política.
Houve um pedido de explicação, e a consultoria da Câmara respondeu que, segundo o cálculo, a perda não seria tanta. O que aconteceu depois?
Foi refeito o cálculo. Outros gabinetes pediram e chegaram a outros números. Então, houve sensibilidade do próprio presidente (da Câmara), Arthur Lira, de nos receber. Falei com ele três vezes, e foi deixado claro que, se realmente foi demonstrada essa perda, não será mudado o texto do relator do Senado.
No Senado a conversa foi diferente?
A Casa tem um número menor de componentes e também muitos deles vivem em Brasília há muitos anos. Amam essa cidade, assim como o estado deles, por isso, sabem o que isso significa. Há uma grande diferença com essa esse vínculo.
A tendência é a questão ser encaminhada no Senado e o texto ser mantido na Câmara?
Exatamente.
O Túnel de Taguatinga é uma obra que certamente vai marcar a segunda gestão do governador Ibaneis Rocha. Qual a importância dessa inauguração e qual é a perspectiva para os próximos anos?
O governador Ibaneis tem uma visão muito amplificada dessa área de obras. Tomou decisões importantíssimas, como a construção do túnel, que ninguém acreditava que sairia do papel. Mas ele deixa um legado. Assim como o governador Roriz deixou a Ponte JK e o governador Arruda deixou a EPTG. Temos também o viaduto do Recanto das Emas e o viaduto de Sobradinho, que vai ser inaugurado em julho. Isso traz bem-estar para os que vivem aqui na nossa cidade. Somos a única capital do Brasil que recebe quase um milhão de pessoas todo dia, de fora para o centro.
*Estagiário sob a supervisão de José Carlos Vieira
Fonte: Correio Brasiliense
Politica
Fernanda Machiaveli aborda políticas de crédito rural e reforma agrária no “Bom Dia, Ministra”
No programa desta quarta-feira (15/4), titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destaca ações de expansão de linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva, políticas para mulheres rurais e ações de acesso à terra
A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, é a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira, 15 de abril. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, a partir das 8h, ela abordará a ampliação do crédito rural da agricultura familiar, com destaque para iniciativas como o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A ministra também vai detalhar ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização dos territórios quilombolas. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
CRÉDITO RURAL — Entre os resultados que serão apresentados pela ministra, destaca-se a comparação entre a safra passada e a atual. As linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva e à transição agroecológica, por meio do Pronaf A e A/C, destinado a famílias assentadas da reforma agrária, registraram crescimento no número de operações, resultando em mais contratos e alcançando maior volume financiado em comparação a safras anteriores.
Também houve crescimento no Pronaf B, voltado a agricultores familiares de menor renda, com ampliação do número de contratos e maior volume financiado. Medidas como a elevação do limite de enquadramento de renda bruta anual familiar, conectada ao salto no valor de financiamento e ao prazo de pagamento estendido, são parte de outros assuntos do “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira.
Outro destaque previsto para a participação da ministra Fernanda Machiaveli é o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, com aumento no número de contratos. Houve ainda incentivo à produção de alimentos básicos, como arroz, feijão e mandioca, com juros reduzidos, além de apoio à aquisição de tratores e outros equipamentos.
MULHERES RURAIS — A ministra também vai comentar sobre políticas do MDA que exemplificam o esforço em ampliar o protagonismo econômico, produtivo e financeiro das mulheres no campo. Entre as medidas há destaque para o programa Da Terra à Mesa, que destinou recursos para projetos de transição agroecológica e que celebrou maior participação feminina, parte da meta de alcançar e beneficiar mais mulheres e reconhecer o protagonismo delas na preservação e no manejo sustentável.
Mais uma ação neste sentido é o lançamento de edital de chamamento público exclusivamente para fortalecer organizações produtivas e econômicas — associações e cooperativas — de mulheres rurais. Os projetos selecionados consideram como prioridade assentadas da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais.
Houve ainda a criação e melhoria de linhas exclusivas, como o aumento do limite do Pronaf B Mulher e melhores condições no “Fomento Mulher”. O MDA também estabeleceu que a cota afirmativa de que 50% do público atendido nas chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) deve ser composta por mulheres, além da retomada dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural.
REFORMA AGRÁRIA E QUILOMBOS — Outro tema no rol de assuntos comentados no programa será a retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios quilombolas em todo o país. Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação.
Paralelamente, também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
AO VIVO — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O programa, transmitido ao vivo a partir das 8h em formato de entrevista coletiva, pode ser acompanhado pela TV (aberta ou via satélite) e pela internet, no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram do @CanalGov. Para as rádios, o sinal de transmissão é oferecido pela Rádio Gov, no mesmo canal de “A Voz do Brasil”.
PARTICIPE — Emissoras e jornalistas de todo o país interessados em participar do “Bom Dia, Ministra” podem encaminhar mensagens para o telefone (61) 99222-1282 (WhatsApp) e informar o nome da emissora, do veículo, do município e estado de origem, para serem incluídos na lista de veículos interessados em participar do programa.
CRÉDITOS:
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Foto: Divulgação / Presidência da República
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