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Sobradinho celebra 65 anos com noite de homenagens e memórias no teatro da cidade

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O aniversário de 65 anos de Sobradinho foi celebrado com emoção e orgulho em uma sessão solene realizada no Teatro da cidade. A homenagem, promovida pelos deputados distritais Doutora Jane (MDB), Ricardo Vale (PT), Eduardo Pedrosa (União Brasil) e João Cardoso (Avante), reuniu moradores, lideranças comunitárias e autoridades em um tributo à história, à cultura e à força dessa região tão marcante do Distrito Federal.

Em sua fala, a deputada Doutora Jane, que nasceu, cresceu e mora em Sobradinho, emocionou o público ao relembrar suas raízes. “Nesse momento, eu só consigo lembrar daquela menina da quadra 9. Faço essa reflexão sobre onde a vida me conduziu até agora. Minha mãe, Evenita, trabalhou por 25 anos no hospital de Sobradinho. Ela viu nascer muitos dos moradores que estão aqui hoje. Sua fé, seu trabalho e sua coragem foram fundamentais para que eu chegasse até aqui”, declarou, com a voz embargada.

A solenidade também foi marcada por homenagens a personalidades da cidade, como o atleta olímpico Caio Bonfim, o artista Toninho de Souza e a tenente-coronel Rozeneide Santos. “Nós, mulheres, sabemos das dificuldades. E quando nos apoiamos, abrimos caminhos para que mais mulheres estejam nos espaços de decisão”, disse a deputada ao parabenizar Rozeneide.

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A celebração coincidiu com o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, o que trouxe ainda mais significado ao evento. “A igualdade começa dentro de casa. O respeito à cor da pele, ao cabelo, às escolhas de cada um precisa ser ensinado desde cedo. Hoje é dia de lembrar isso com toda nosssa força”, destacou.

Fundada em 1960, com raízes que remontam à antiga Fazenda Sobradinho, a cidade cresceu com o esforço de milhares de famílias vindas de diferentes partes do país. Hoje, mais de 140 mil pessoas vivem na região, que se destaca pelas belezas naturais, pela tradição cultural e pelo espírito comunitário.

Mais do que uma homenagem, a noite foi um lembrete: Sobradinho é feita de histórias que emocionam, inspiram e seguem construindo o futuro do Distrito Federal.

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Nova lei enrijece combate ao estupro de vulnerável e impede relativização de pena

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Advogado criminalista Amaury Andrade aponta que a lei evita que vítimas de estupro passem por novo sofrimento na Justiça

O Presidente da República  Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.353/2026, publicada em 8 de março, que altera o Código Penal para tornar expressa e absoluta a presunção de vulnerabilidade da vítima nos crimes de estupro contra menores de 14 anos e pessoas sem capacidade de discernimento.

A norma, originada do PL 2.195/2024, veda expressamente que o consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento prévio com o agressor sejam usados para atenuar a punição ou afastar a tipificação do crime.

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Para o advogado criminalista e professor Amaury Andrade, o impacto mais relevante da lei é tornar o julgamento mais objetivo. “A mudança impede que a condição de vulnerabilidade seja enfraquecida por argumentos externos ao núcleo do tipo penal. O Judiciário passa a ter uma barreira legal mais clara contra teses que tentem usar aspectos da vida privada da vítima para reduzir a gravidade da conduta”, explica.

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Andrade destaca que, embora a lei não crie novo tipo penal nem aumente as penas existentes, ela estabelece maior segurança jurídica ao delimitar o que não pode mais ser usado para relativizar a proteção penal. “Reduz-se a margem para decisões contraditórias e reforça-se a coerência do sistema de Justiça no enfrentamento da violência sexual”, completa.

O especialista aponta ainda que a nova redação beneficia diretamente as vítimas ao diminuir o risco de revitimização durante o processo. “A discussão processual frequentemente desviava o foco da conduta do agressor para aspectos da vida privada da vítima. Agora, a resposta estatal se torna mais firme e compatível com a lógica de proteção integral, especialmente para crianças e pessoas sem capacidade válida de consentimento.”

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A lei representa um avanço na proteção da dignidade sexual de pessoas vulneráveis, estabelecendo que sua condição não está sujeita a flexibilizações casuísticas no sistema de Justiça.

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