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COP30: Governo do Brasil lança Marco de Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas

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Um dos objetivos do Marco de Sistemas Alimentares e Clima para Políticas Públicas é considerar os impactos que o sistema alimentar gera no meio ambiente, como o uso da água no cultivo, por exemplo. Foto: Estevam Costa/PR

Documento busca coerência e coordenação entre os setores para garantir uma transição justa para sistemas alimentares sustentáveis e equitativos

Durante a COP30, o Governo do Brasil, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), lançou uma nova diretriz para orientar as políticas públicas que ligam a produção de alimentos às mudanças climáticas. O documento, chamado Marco de Sistemas Alimentares e Clima para Políticas Públicas, busca alinhar as ações dos governos federal, estaduais e municipais na agenda.
Na cerimônia, o titular do MDS, Wellington Dias, defendeu que a luta contra a fome deve ser trabalhada de forma integrada à luta contra a pobreza e ao enfrentamento à emergência climática. “Quem mais sente o impacto do clima são aqueles em situação de vulnerabilidade. Para isso, é necessária ação conjunta, com coerência e urgência entre as políticas públicas”, apontou.
Quem mais sente o impacto do clima são aqueles em situação de vulnerabilidade”

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Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Um dos objetivos do Marco é considerar os impactos que o sistema alimentar gera no meio ambiente, como o uso da água no cultivo, por exemplo. “O Marco serve base para qualquer país do mundo. Foi construído em conjunto entre governos e sociedade e propõe meios e estratégia para regenerar, adaptar e transformar esses sistemas frente aos desafios climáticos, atuais e futuros”, explicou Wellington Dias.
O documento apresenta como princípios o Direito Humano à Alimentação Adequada, além da soberania alimentar, justiça climática, sustentabilidade em todas as dimensões, abordagem sistêmica e o trabalho conjunto entre governos centrais e locais, integrado com a sociedade.
Em seu discurso, o ministro lembrou da visita feita a um assentamento de agricultores familiares na região metropolitana de Belém. Lá, ele viu o cultivo de múltiplos alimentos regionais, como açaí e cupuaçu, em meio à floresta, sem degradação, o que tem contribuído para regeneração de igarapés que haviam sido prejudicados por monocultura.
“A agenda que propomos inclui o fortalecimento da agroecologia, da agricultura familiar, a promoção de alimentação saudável, o reconhecimento dos saberes ancestrais dos povos e comunidades tradicionais, a promoção de cadeias da sociobiodiversidade, a ampliação do acesso à água e a redução de perdas e desperdício de movimentos”, explicou. “Também buscamos dar visibilidade às experiências locais e promover o diálogo entre diferentes atores”, acrescentou.
Dias também salientou a união de esforços. “Convidamos todos os países, organizações e lideranças a se somarem a esse esforço. Juntos podemos construir sistemas alimentares mais resilientes, saudáveis e sustentáveis para garantir um futuro digno para todos e todas”, finalizou.
Confira aqui o Marco de Sistemas Alimentares e Clima para Políticas Públicas
DIREITO HUMANO — Para a secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, a iniciativa está alinhada ao compromisso do MDS com o Direito Humano à Alimentação Adequada. “Mais do que um documento, o Marco é um convite à ação, e um compromisso político e institucional do Estado brasileiro. É um convite para que possamos juntos refletir, buscar realidades, mobilizar atores e implementar ações, considerando as realidades dos territórios”, explicou.
Além disso, Rahal pontuou que, desde 2023, o MDS implementa um redesenho das políticas, que inclui o Programa Cisternas, a Estratégia Alimenta Cidades presente 102 cidades e o investimento em agricultura urbana.
DESAFIO — Embora o Brasil tenha alcançado a saída do Mapa da Fome, conforme anúncio da ONU em julho de 2025, a crise do clima apresenta um novo desafio à segurança alimentar. A maneira com os alimentos são produzidos, distribuídos e consumidos afetam a crise climática e, ao mesmo tempo, o clima desregulado atinge diretamente a capacidade dos sistemas alimentares de se manterem. Isso, prejudica especialmente principalmente para grupos vulneráveis, como as populações mais pobres.
CAMINHOS — As premissas do Marco foram construídas com base em evidências científicas consolidadas, que demonstram que a mudança do clima é uma realidade já perceptível, que os sistemas alimentares são tanto causa quanto consequência dessa crise, e que seus efeitos agravam desigualdades e vulnerabilidades. A partir dessa compreensão, o documento propõe caminhos prioritários para a transformação.
Entre os caminhos apontados estão: reorientar os modos de produção com foco na transição agroecológica; fortalecer a agricultura familiar e a economia solidária; garantir segurança hídrica para produção e consumo; valorizar a sociobiodiversidade; conceber o abastecimento alimentar como política de Estado; estimular cidades resilientes; promover ambientes que favoreçam práticas alimentares saudáveis; reduzir perdas e desperdício de alimentos; e investir em ciência, tecnologia e inovação para sistemas alimentares sustentáveis.
PARTICIPANTES — Participaram do lançamento do Marco, o secretário Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Aloisio Lopes Pereira de Melo; a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine; representante do Instituto Clima e Sociedade, Maria Netto e o coordenador-executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Paulo Petersen.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Dia Internacional da Mulher (8 de março) – Mulheres na Política: Cotas, Representatividade e o Futuro Eleitoral de 2026

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Em ano eleitoral, o próximo dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher – é a oportunidade ideal para debater a importância estratégica das mulheres na política brasileira. Com as eleições de 2026 se aproximando, temas como as lutas históricas pelo sufrágio e igualdade, a efetividade das cotas de gênero (que garantem 30% de candidaturas femininas), os desafios de financiamento e visibilidade, e o posicionamento partidário das mulheres ganham urgência. Como as mulheres devem se posicionar no campo político para ampliar sua influência e transformar o Congresso e as assembleias em espaços mais representativos?

À disposição para entrevistas, debates e mesas-redondas: Tatiane Fabíola , presidente do Podemos Mulher DF. Líder experiente no empoderamento feminino na política local, Tatiane traz expertise sobre a representatividade feminina no Distrito Federal e no Brasil.

– A relevância das cotas e sua implementação prática nos partidos.
– O papel das mulheres nos partidos como agentes de mudança em 2026.
– Estratégias para reforçar a presença feminina no cenário eleitoral, combatendo desigualdades históricas.
– Exemplos de conquistas e desafios no Podemos Mulher DF.

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“Essa pauta reforça a necessidade de mais mulheres na política para uma democracia plena – o momento pede para ampliarmos o debate!”, reforça a presidente do Podemos Mulher DF, Tatiane Fabíola.

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