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Politica

CLAUDIO HUMBERTO: Marina culpava governo pelo fogo, agora é ‘o clima’

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Marina culpava governo pelo fogo, agora é ‘o clima’ (Foto: Saul Schramm/Gov. MS)

Em vez de tentar fazer uso político dos incêndios no Pantanal, o governo Lula (PT) deveria procurar quem entende do assunto. Caso de Evaristo de Miranda, ex-diretor da Embrapa, doutor em ecologia e dono de um dos mais completos currículos no setor. Ele explicou ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes/BandNews TV, que favorece a propagação do fogo o fato de a região ser muito seca nesta época. Até parece semiárido. Tem vegetação própria da caatinga, como umbuzeiro.

Culpa do governo

Evaristo lembrou que Marina Silva (Meio Ambiente) até 2020 dizia que o fogo no Pantanal era “culpa do governo”, agora culpa “o clima”.

Clima oposicionista

Como cientista, não tolera o aproveitamento político desses fenômenos. lembrando a mudança “inacreditável” de discurso de Marina & cia.

Coisa de índio

Evaristo confirmou que no cerrado há 4 vezes mais focos de fogo, mas provocado em áreas indígenas controladas pelo governo.

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Agricultura salvadora

Sobretudo em razão da moderna tecnologia agrícola, o fogo só atinge algumas áreas do cerrado, região que ocupa um quarto do Brasil.

Aluguel de prédio pelo Serpro levanta suspeita

Arrumaram mais uma dor de cabeça para o ministro Fernando Haddad (Fazenda), à margem dos pacotes de maldades na economia. Sobrou para ele explicar uma bola nas próprias costas: o rico aluguel de um prédio, no Rio de Janeiro, para alojar o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Tudo seria banal não fosse o detalhe de que o Serpro tem prédio próprio (e suficiente) na cidade do Rio de Janeiro. (Atualizada às 12h45 com manifestação do SERPRO) Em relação à matéria publicada no Diário do Poder, no dia 30 de junho de 2024, intitulada “Aluguel de prédio pelo Serpro levanta suspeitas”, gostaríamos de esclarecer alguns pontos importantes: Não há negociação em andamento para aluguel de novos prédios pelo Serpro na cidade do Rio de Janeiro. A empresa mantém há alguns anos três endereços na localidade: Ministério da Fazenda: Sala no prédio do Ministério da Fazenda para atendimento às equipes de infraestrutura que desenvolvem atividades diretamente relacionadas aos serviços fazendários. A empresa tem junto ao Ministério da Fazenda um acordo de cessão de uso para compartilhamento do prédio. As negociações desse acordo são pontuais e realizadas diretamente com as equipes de logística do MF. Prédio no Jardim Botânico: A empresa está em articulação com a administração do Jardim Botânico para revisar o documento que regula o uso das instalações do Serpro na localidade. A proposta é ampliar as oportunidades de compartilhamento do espaço próprio do Serpro com outros órgãos públicos, visando melhor aproveitamento do bem público. Prédio no Andaraí: Este prédio está desativado desde a pandemia devido à adoção do trabalho remoto para grande parte dos trabalhadores do Rio. Atualmente, o Serpro estuda modelos possíveis para a comercialização do imóvel ou cessão de uso para outros órgãos públicos, visando diminuir os custos da empresa com a manutenção do prédio. Compromisso com a Sociedade: O Serpro reitera seu compromisso com a eficiência, inovação e transparência em suas operações, buscando sempre o melhor para a sociedade e para o desenvolvimento do país. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários. Agradecemos o espaço para prestar esses esclarecimentos e reafirmamos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade pública.

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Explicações

O deputado Luciano Vieira (Rep-RJ) recebeu a denúncia e pediu explicações a Haddad, superior hierárquico do Serpro.

Coisa obscura

Vieira ainda cobrou os contratos e os respectivos valores, já que o Serpro as esconde, disponibilizando apenas informações gerais.

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Cri, cri, cri…

A coluna pediu explicações ao Serpro sobre a denúncia de abandono do próprio prédio e o aluguel. Evitaram esclarecer. O espaço segue aberto.

Poder sem Pudor

Alkimin, a raposa

A raposa mineira José Maria Alkimin visitava o interior quando encontrou um velho correligionário, dono do jornal local: “Como vai O Combate?” O homem corrigiu: “Não é O Combate, deputado, é O Debate”… Alkimin nunca perdia o rebolado: “Ora, eu sei! Refiro-me ao seu combate no “O Debate”… O dono do jornal aquiesceu: “Apesar das dificuldades, vai muito bem, deputado.” Alkimin continuou, incorrigível: “Leio seu jornal todos os dias, amigo!” Nova mancada: “Mas, senhor, o jornal é semanal…” e a raposa não se deu por vencido: “É claro que é semanal. Eu sei! Todas as semanas pergunto para minha secretária: ‘Cadê O Debate?’. É que ele é tão bom que eu acabo lendo todos os dias. Está sempre na minha cabeceira.”

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Que Congresso que nada

A coisa nem aconteceu e o ativo STF, via ministro Luís Roberto Barroso, já disse que eventual anistia a condenados pelo 8 de janeiro pode ser revista pela corte, que é “quem interpreta a Constituição”, afirmou.

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O impasse vem aí

Aprovada e promulgada a PEC Antidrogas, como se prevê, fixando que é crime a posse de drogas em qualquer quantidade, o Brasil viverá um impasse institucional sobre o que irá prevalecer: o texto constitucional ou a decisão lacradora dos ministros do STF.

Parlamento acovardado

Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou reação e abertura de impeachment contra ministros do STF após liberação das drogas. Questiona se esta legislatura será a mais covarde de 200 anos de História do Senado.

Rotina suspeita

Na oposição, já há quem desconfie da rotina de declarações de Lula (PT) que afetam diretamente o mercado financeiro. Acham que tem gente ganhando dinheiro “prevendo” a queda da bolsa e os aumentos do dólar.

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Frase do dia

“Desde quando precisamos pedir desculpas por dizer a verdade?”

Javier Milei, presidente da Argentina, ao negar retratação por chamar Lula de corrupto

Sem refresco

Lula não deu refresco na cobrança da “taxa das blusinhas” que, apesar de encher os cofres do governo, finge ser contra, apostando na memória curta da mídia, que não lembra seu anúncio da taxação há 1 ano. Cobrar imposto dos pobres em compras até US$50 começa em 1º de agosto.

Nova lorota

Simone Tebet (Planejamento) vai à Comissão de Infraestrutura do Senado, terça (2), explicar o “novo PAC”, criado para permitir que Lula roube o protagonismo de obras bancadas por estados e municípios.

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Pizza indigesta

Causa espécie robusta investigação da Polícia Federal mandar para o xilindró o ex-CEO da Americanas Miguel Gutierrez comparada à CPI da Câmara, que não responsabilizou ninguém pela falcatrua.

Vai passar

Chegou na Assembleia Legislativa da Bahia proposta do Tribunal de Justiça do Estado que altera a estrutura da corte e cria cargos para gabinetes dos juízes. Não corre o risco de não ser aprovada.

Pensando bem…

…o clima ruim tem sentido duplo no caso do Ministério do Ambiente.

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Fonte: Diário do Poder
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Politica

Deputada federal eleita Ana Elisa denuncia ameaças durante a campanha

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Jovem de 21 anos recebeu textos de cunho racista e misógino
Iara Balduino* – repórter da Agência Brasil

A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual que recebeu no período da campanha.

Segundo a parlamentar eleita, as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro. Além disso, ela conta que dados pessoais como o endereço residencial, número de telefone e documentos foram expostos. Por esse motivo, o partido contratou segurança armada para protegê-la.

“Chegando em Minas Gerais, já terei escolta”, disse a jovem de 21 anos.

Ana Elisa já havia divulgado em suas redes sociais prints de um e-mail que recebeu no dia 5 de setembro. Na mensagem, o autor se diz integrante do grupo de extrema-direita e supremacista branco Ku Klux Klan.

O remetente ressalta ainda que pessoas como ele não toleram mulheres pretas em espaços de poder e descreve como pretende estuprá-la.

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>> Ligue 180 tem 1,5 mil denúncias de violência política contra mulher

Deputada mais jovem

Ana Elisa recebeu 524.219 votos nas eleições para deputada federal em 2026, o que lhe garantiu o posto de 2ª mais votada em Minas Gerais para o cargo, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).

Ela se tornou também a mulher mais votada na história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.

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A jovem nasceu em Divinópolis, no centro-oeste mineiro, é estudante de direito e trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Em um vídeo, ela conta que conheceu a política quando começou a frequentar um sindicato com a mãe.

Tornou-se conhecida nas redes sociais ao fazer vídeos sobre política, direitos sociais, racismo, feminismo e educação. Durante a campanha chegou a quase 2 milhões de seguidores no Instagram. Agora, já tem mais de 3 milhões de seguidores.

Violência política

No final de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento com diversas denúncias de violência contra mulheres candidatas nas eleições de 2026. Os casos incluem violência física e verbal, além de ataques e ameaças de morte e estupro. Dados do próprio TSE mostram que a violência política de gênero cresceu 11 vezes entre 2022 e 2026.

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Onde buscar orientação e denunciar

Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. Entre eles estão:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras;
  • Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;
  • Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal;
  • Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;
  • Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU),  para assistência e orientação jurídica.
  • Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do telefone 190
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