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DH do Senado comemora o Dia da Síndrome de Down com emoção e compromisso pela inclusão

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A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (19), uma audiência pública especial para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março. A iniciativa foi proposta pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e integrou o ciclo de debates sobre os direitos das pessoas com deficiência e doenças raras.

O evento reuniu autoridades, especialistas, representantes da sociedade civil, famílias e pessoas com síndrome de Down. Foi uma manhã marcada por relatos emocionantes, histórias inspiradoras e um forte chamado por mais inclusão e respeito.

Durante a abertura, a senadora Damares destacou o papel da comissão: “O que fazemos aqui é com amor, verdade e compromisso. As pessoas com síndrome de Down precisam e merecem respeito, dignidade e oportunidades reais.”

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Entre os depoimentos mais emocionantes, esteve o da jovem Maria Clara Machado Israel, secretária parlamentar, atriz e influenciadora digital com síndrome de Down: “Minha condição não me impede de ser feliz. Quero inspirar mudanças e promover uma cultura de aceitação. Inclusão transforma vidas — transformou a minha.”

A professora Niedja Gennari relembrou a trajetória da jovem Lia, que faleceu aos 17 anos, mas deixou um grande legado: “Lia pintou minha vida com cores de empatia, amor e coragem. Que possamos seguir espalhando essas cores pelo mundo.”

A mãe de Lia, Maria de Lourdes Marques Lima, também fez um relato marcante: “A inclusão não é uma ideia bonita no papel — é prática, é atitude diária. A vida não é só dança. Há temas sérios que precisam ser debatidos. Cada jovem com síndrome de Down deve olhar no espelho e enxergar todas as possibilidades.”

Ela ainda ressaltou a criação do Diário da Inclusão Social, projeto idealizado para manter vivo o legado de Lia: “A inclusão não pode depender da dor de uma mãe. Ela precisa ser um compromisso coletivo.”

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Romário homenageado

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O senador Romário, pai de uma jovem com síndrome de Down, foi homenageado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que destacou sua atuação pela causa: “Ele foi artilheiro e goleiro ao defender uma das causas mais lindas da sua vida.”

Romário também emocionou o público durante seu discurso na audiência pública: “Essas pessoas podem e devem ser o que quiserem. Minha filha me transformou como ser humano. E continuo nessa luta por todas as famílias.”

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Avanços no DF

O deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil-DF) compartilhou sua atuação em defesa da causa. Ele lembrou sua participação em uma assembleia na ONU e destacou a criação do CrisDown, o Centro de Referência em Síndrome de Down no Distrito Federal.

“Conseguimos institucionalizar o CrisDown em duas semanas. Hoje, é um serviço permanente no DF, independente do governo. Também realizamos a primeira pesquisa amostral sobre a população com síndrome de Down no DF — um passo importante para políticas públicas mais eficazes.”

A voluntária Elenilva Coutinho, da Associação DF em Down, falou da importância de viver a inclusão no dia a dia: “A inclusão precisa ser contínua, real e vivida no cotidiano. Meu filho Luiz Eduardo é minha inspiração diária.”

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Paloma Cristina Pedian, da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, reforçou: “Estamos combatendo o capacitismo e lutando pela efetivação de direitos. Precisamos avançar em políticas públicas e garantir qualidade de vida.”

O secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Flávio Pereira dos Santos, esteve presente durante a audiência e destacou: “Apesar dos avanços, ainda enfrentamos muitas barreiras. Mas, com união e empatia, podemos construir uma sociedade mais justa e acessível.”

Dados e Retrato da realidade no DF

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Dados da Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), revelando o perfil da população com síndrome de Down no DF:

– 79 por cento dos diagnósticos são feitos após o nascimento, por falta de preparo dos profissionais de saúde
– 45 por cento dos profissionais admitiram não ter conhecimento suficiente sobre a síndrome
– Estima-se que uma a cada 700 crianças nascidas no Brasil tenha síndrome de Down
– A APAE-DF calcula que cerca de 10 mil pessoas com a condição vivem em Brasília e Entorno

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Pesquisa com 666 famílias mostrou que:

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81,21 por cento fazem acompanhamento com oftalmologista
65 por cento são acompanhados por cardiologistas
51 por cento enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde

Mesmo com um centro de referência no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), apenas 12 por cento das pessoas com síndrome de Down vivem no Plano Piloto, o que dificulta o acesso ao serviço especializado.

Perfil da população com síndrome de Down no DF:

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77 por cento têm até 18 anos
49,18 por cento são mulheres cisgênero
60,94 por cento são brancas
37,56 por cento vivem em lares com até dois salários mínimos de renda mensal
Mais políticas pela frente

A audiência reforçou a necessidade de avançar em projetos importantes, como:

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Down
Projeto de Emprego Apoiador
Obrigatoriedade de ecocardiograma em recém-nascidos com trissomia 21
“A inclusão começa no coração, mas precisa chegar à lei, à escola, ao trabalho e à vida de cada cidadão brasileiro”, finalizou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

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O evento terminou em clima de festa e alegria com a participação do DJ Dudu, jovem com síndrome de Down, que animou o público ao som da música “Vou deixar a vida me levar, pra onde ela quiser. Estou no meu lugar, você já sabe onde é.”

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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NOVO PAC Primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina é inaugurado no Porto de Suape

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Programa Novo PAC direciona recursos públicos e privados para melhoria do setor portuário brasileiro. Novo terminal ocupa uma área de aproximadamente 495 mil m² | Foto: Janaína Pepeu/GovPE

O novo terminal de contêineres da APM Terminals no Complexo Industrial Portuário de Suape, empreendimento que recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados, consolida Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Brasil. Inaugurado nesta sexta-feira (12) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela governadora de Pernambuco Raquel Lyra, o equipamento é o primeiro 100% eletrificada da América Latina.
A nova estrutura amplia a capacidade operacional do porto em 55%, fortalece a inserção do Estado nas rotas internacionais de comércio e impulsiona a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.
O terminal é parte de um conjunto mais amplo de ações do Novo PAC no setor portuário, que prevê R$ 78,1 bilhões em investimentos públicos e privados até 2030 em portos de 16 estados. Em Suape, o programa avança também com a recuperação do molhe e a implantação do Cais Leste (Moegão), obras já em execução.
“É uma alegria voltar a Pernambuco num dia importantíssimo. O primeiro terminal portuário da América Latina 100% eletrificado, que mostra a preocupação com a questão ambiental. Esses investimentos vão possibilitar aumentar 55% de capacidade portuária. Os portos são uma grande ferramenta para o nosso desenvolvimento, então, é uma grande conquista para o nosso Brasil”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A operação implantada também se destaca pelo uso de tecnologia de ponta. O terminal recebeu aproximadamente R$ 235 milhões em equipamentos eletrificados e conta com sistemas de operação remota para guindastes e equipamentos de movimentação, colocando Suape entre os terminais mais modernos da América Latina.
“Isso é o exemplo de uma entrega para o povo, que se dá através de investimentos públicos e privados. Tudo isso para que a gente possa gerar mais oportunidades para o povo brasileiro, para que a economia cresça. Aqui, em Suape, celebramos esse investimento que coloca Pernambuco numa posição de destaque nacional”, declarou o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé França.
O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 495 mil metros quadrados, conta com cais de 430 metros de extensão e profundidade de até 15,5 metros, permitindo a operação de navios de grande porte que atuam nas principais rotas globais de transporte marítimo.
A governadora Raquel Lyra afirmou que, hoje, “Pernambuco tem o porto mais pronto para crescimento do Norte e Nordeste brasileiro. Fizemos o dever de casa, garantimos a dragagem do porto interno, do porto externo, a requalificação do molhe, e tudo isso permitiu, em parceria com o Governo Federal, que a gente pudesse ser a alternativa real de investimento como está acontecendo com o novo terminal de contêineres. Estamos prontos para os próximos 25 anos”.
O presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape ressaltou a importância estratégica do investimento para o fortalecimento da infraestrutura portuária pernambucana e para a ampliação da capacidade de movimentação de cargas do Estado, que tem seu papel fortalecido como porta de entrada para novos negócios no Nordeste.
“Isso vai atrair muitos investimentos não só para Suape, mas para todo o Estado. Este investimento amplia nossa capacidade operacional, fortalece a conexão com os principais mercados globais e envia uma mensagem clara ao mundo: de que Pernambuco está preparado para receber grandes empreendimentos e liderar um novo ciclo de crescimento sustentável, inovação e competitividade”, comemorou Armando Monteiro Bisneto.
Durante a implantação, o projeto gerou mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.

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