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Politica

DIEP realiza curso sobre Triagem Psicológica e Acolhimento para estudantes e profissionais da saúde

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Psicóloga Leidiane Brandão falou sobre como identificar sinais de sofrimento emocional nos pacientes
texto por Bruno Laganá
fotos: Divulgação/IgesDF
Com o objetivo de oferecer ferramentas para a identificação e o acolhimento de pacientes em sofrimento emocional, a Diretoria de Inovação Ensino e Pesquisa (DIEP) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ofereceu, nos dias 06 e 07 de fevereiro, o Curso de Triagem Psicológica e Acolhimento.
O primeiro dia de evento foi realizado no auditório da DIEP, seguido por outra edição no auditório do Hospital Regional de Santa Maria. O público-alvo do curso foi composto por estudantes e profissionais multidisciplinares da área da saúde, interessados no tema.
A psicóloga Leidiane Brandão, responsável pela condução do curso, explicou que este visa fornecer orientações básicas para os profissionais de saúde, de modo que possam identificar sinais de sofrimento emocional nos pacientes e encaminhá-los de forma rápida para atendimento psicológico. “Nós, psicólogos, contamos com a colaboração da equipe multiprofissional para identificar esses sintomas e sinais de sofrimento emocional, acolher o paciente e encaminhá-lo para a psicologia”, destacou Leidiane.
Durante o curso, os participantes aprenderam sobre o conceito e os objetivos da triagem psicológica, além de conhecerem os principais sinais de alerta relacionados ao sofrimento emocional, como ideação suicida, ansiedade, agressividade e tristeza. “Esses sinais, muitas vezes, podem ser percebidos de maneira mais rápida pelos profissionais de saúde, que têm maior contato com os pacientes. No entanto, é importante que todos os envolvidos no processo de cuidado estejam atentos e treinados para identificar esses sinais o mais cedo possível”, explicou Leidiane.
Além disso, a psicóloga ressaltou a importância do acolhimento, que consiste em validar os sentimentos do paciente e fazê-lo sentir-se compreendido. “A acolhida deve começar com o reconhecimento do sentimento do paciente, ao se dizer que o que ele está passando é importante e que não está sozinho”, orientou.
A formação também abordou como os profissionais de saúde podem agir em situações de emergência, até mesmo em pronto-socorro, onde pacientes em sofrimento emocional, como aqueles com tentativas de auto lesão, frequentemente buscam atendimento. “No pronto-socorro, é possível perceber sinais de sofrimento emocional tanto no comportamento verbal quanto não verbal dos pacientes, como agitação e agressividade. Esses sinais são cruciais para a identificação precoce”, explicou Leidiane.
A chefe do Núcleo de Educação Permanente do IgesDF, Ana Paula Lustosa, falou sobre a importância da realização do curso e da discussão do tema. “O curso de Triagem Psicológica e Acolhimento é fundamental para aprimorar a abordagem humanizada e qualificada dos profissionais de saúde. Ao fortalecer a escuta ativa e o acolhimento adequado, garantimos um atendimento mais sensível e eficaz, promovendo o bem-estar dos pacientes desde o primeiro contato. Capacitar nossa equipe nesse tema é um passo essencial para aprimorar a assistência e fortalecer a qualidade do cuidado prestado”, disse.
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Politica

DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025

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Programa Alfaletrando impulsiona avanço de seis pontos percentuais no índice de crianças alfabetizadas e reforça acompanhamento pedagógico nas escolas públicas

Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país.

Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas.

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De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública.

Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede.

Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas.

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“Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço”, ressalta.

Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedágogicas

Impacto real

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Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%.

A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.”

Michele Rodrigues Alves: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula”

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A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas.

Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.”

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Conexão com as famílias

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Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: “A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes”

Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata.

Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma.

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Alan de Oliveira: “Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”

Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”

CRÉDITOS:

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Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Matéria: Jak Spies, da Agência Brasília

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