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Força-tarefa executou mais de 50 ações de proteção à mulher no DF

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Comitê criado pelo governo contra o feminicídio e a violência trouxe iniciativas inovadoras, como um canal de denúncias para elas na Defensoria Pública

Rafael Secunho, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes

Ao longo de mais de 45 dias, foram 56 ações executadas no combate às diversas violências contra a mulher, na capacitação, na promoção à saúde, no lazer e outras áreas voltadas especificamente para elas. Este é um apanhado apresentado pela força-tarefa do Governo do Distrito Federal (GDF) contra o feminicídio, em reunião nesta segunda-feira (27). O comitê começou os trabalhos em 9 de fevereiro e, na próxima semana, apresenta seu relatório final.
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“Queremos que a pauta da mulher saia das páginas policiais. A pauta deve ser o empreendedorismo, a igualdade salarial, a capacitação e mais segurança. É um trabalho em rede para implementar políticas públicas”Giselle Ferreira, secretária da Mulher

Coordenada pela Secretaria da Mulher, a força-tarefa mobilizou diversas pastas no sentido de apresentar ações afirmativas no enfrentamento à violência. Representantes de órgãos como o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também participaram dos debates. Uma das iniciativas inovadoras foi a criação de um canal exclusivo para atendimento a mulheres pela Defensoria Pública local (DPDF). Por meio do Disque 192, opção 2, a mulher pode se inteirar sobre seus direitos.

A força-tarefa do GDF contra o feminicídio apresentou, nesta segunda (27), as 56 ações executadas ao longo dos mais de 45 dias do comitê | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília

“É um canal onde mulheres são atendidas só por mulheres. E no qual a Defensoria pode encaminhar, por exemplo, um pedido de medidas protetivas ou informá-las sobre o que fazer em caso de violência”, informa a chefe do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da DPDF, Antonia Carneiro. “Além disso, a mulher toma conhecimento onde é a unidade nossa mais perto de sua casa”, diz a defensora pública. O Disque 192 funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h.

A campanha “Sua denúncia salva”, idealizada pela Secretaria de Comunicação, também está nas ruas. Peças publicitárias na TV, no rádio e nas mídias sociais e escrita chamam a atenção sobre a importância de levar a situação às autoridades. Outra novidade, em vigor desde o dia 21 de março, foi a publicação no Diário Oficial do DF da Portaria nº 108, que instituiu uma Rede de Atenção às Pessoas em Situação de Violência do Distrito Federal (RAV) no âmbito da Secretaria de Saúde.

Na próxima semana, o grupo de trabalho vai apresentar ações de curto, médio e longo prazo a serem executadas na proteção à mulher

“Esta passa a ser mais uma área prioritária no atendimento da rede de saúde pública, no caso a sexta. A exemplo da rede de atenção ao psicossocial, que trata da saúde mental, da rede Cegonha para as gestantes e recém-nascidos”, pontua a gerente de Serviços de Psicologia da secretaria, Fernanda Falcomer. “Um dos objetivos é humanizar e qualificar esse atendimento”, acrescenta.

“Queremos que a pauta da mulher saia das páginas policiais. A pauta deve ser o empreendedorismo, a igualdade salarial, a capacitação e mais segurança. É um trabalho em rede para implementar políticas públicas”, explica a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. Segundo ela, um planejamento ganhou corpo. “A força-tarefa foi muito importante no sentido de nortear os rumos da rede de proteção à mulher”, diz. Na próxima semana, o grupo de trabalho vai apresentar ações de curto, médio e longo prazos a serem executadas na proteção à mulher.

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A força-tarefa

A força-tarefa foi instituída por meio do Decreto nº 44.206/2023 e conta com nove secretarias, além da colaboração de outros órgãos, inclusive a Câmara dos Deputados, o Senado e o Ministério das Mulheres.

O objetivo é conscientizar a população de que a violência doméstica é um problema de toda a sociedade e, dentro do governo, os órgãos devem atuar de forma conjunta para combater crimes contra as mulheres e atuar no empoderamento delas e trabalhar pela autonomia financeira.

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Uma das principais preocupações é o crime de feminicídio – o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher (misoginia e menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero). A qualificação deste tipo de delito ocorreu somente em 2015, quando ele foi incluído no Código Penal. Somente em 2023, a Secretaria de Segurança Pública registrou nove feminicídios no DF até março, além de 11 tentativas de cometer o crime.

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Tentativa de motim no MDB-DF movimenta feriado político

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Foto: Suzano Almeida / Jornal de Brasília

Emedebistas insatisfeitos com o presidente local, ameaçam a confecção de carta e articulam pedido de intervenção nacional no DF. Wellington Luiz garante união da legenda

O Feriado de Corpus Christi, que deveria ser de descanso para os brasilienses, está se mostrando agitado nos bastidores do Movimento Democrático Brasileiro do Distrito Federal (MDB-DF). Parlamentares, segundo eles, com o aval do próprio ex-governador Ibaneis Rocha realizam, nesta sexta-feira (5), um motim pela saída do presidente regional da sigla Wellington Luiz.

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Segundo um dos parlamentares envolvidos, que não quis se identificar, “há uma insatisfação local e nacional” com Wellington Luiz, que também é presidente da Câmara Legislativa, em relação ao apoio dado à governadora Celina Leão (PP).

O emedebista afirma que, após a reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, cobrando que a chefe do Executivo local anunciasse formalmente que Ibaneis Rocha era o candidato de sua chapa, especialmente os distritais esperavam ganhar mais espaço no governo e, ainda, que Baleia tivesse sua palavra ratificada por Wellington.

“Esse é um movimento da [direção] nacional. Alguma coisa deve acontecer ainda hoje. O presidente Baleia está se sentindo desprestigiado, depois que na reunião ele bateu o pé e disse que o MDB teria candidato na majoritária e o Wellington disse que a candidata era a Celina, depois que saiu da reunião”, disse o emedebista.

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A confecção de uma carta assinada pelos deputados da sigla chegou a ser cogitada, pela manhã desta sexta-feira, porém houve um recuo de distritais fiéis a Wellington e que não gostariam de se indispor com o colega.

Defesa

Por outro lado, esses mesmos aliados de Wellington negam que exista a intenção de mudança. “O que sabemos é que o Ibaneis está em São Paulo, mas ainda não sabemos se terá alguma reunião. É o [ex-]governador quem está insatisfeito e querendo a presidência para impor para a [governadora] Celina as condições do partido para apoiar a candidatura dela, depois que ela não recuou das ameaças dele”, afirmou. “Tem um deputado sentindo a dor pelo chifre do outro”, brincou.

Baleia Rossi

A divisão dentro do MDB é gritante. Ainda de acordo com o aliado de Wellington Luiz, o próprio parlamentar, após o encontro com o presidente Baleia Rossi na casa de Ibaneis, teria elogiado a postura do presidente regional ao não entregar a presidência. A Wellington, o presidente nacional teria pedido apenas que ele sempre informasse sobre as decisões tomadas no DF.

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“O Baleia falou para o Wellington que o MDB terá candidato majoritário na chapa da Celina. Pode ser o Ibaneis ou outro, se o governador estiver inviabilizado. Mas ele está fazendo movimentos para assumir o partido”, garantiu.

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Pelo lado da federação União-Progressista – formada pelo União Brasil e o PP -, o presidente nacional do União, Antônio Rueda também foi acionado pelo MDB nacional para que interviesse favoravelmente ao MDB local. A conversa seria uma forma de buscar garantir que as duas legendas disputem juntas o Governo do Distrito Federal.

Ibaneis e Wellington

Outro emedebista garantiu que a viagem do governador Ibaneis Rocha para São Paulo seria para um encontro com o presidente Baleia Rossi com o intuito de falar sobre a mudança de comando.

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Ao Jornal de Brasília, no entanto, o ex-governador Ibaneis Rocha afirmou: “a última vez que vi o Baleia foi no dia em que ele almoçou em minha casa”. Ele garantiu ainda que sua estadia em São Paulo não tem relação com um possível encontro com o presidente nacional da legenda. “Estou com minha e com meu filho que veio morar aqui.”

Também procurado, o presidente regional do MDB-DF não quis comentar o assunto, mas garantiu que não haverá racha no partido. “Estou extremamente tranquilo e o MDB do Distrito Federal está unido para disputar as eleições deste ano”, declarou.

Jornal de Brasilia

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