Politica
Mais da metade das escolas públicas não tem quadra coberta e cerca de 1/3 não possui pátio protegido, mostra análise do Instituto Unibanco
Dados são do Censo Escolar 2023, tabulados pelo Observatório de Educação do Instituto Unibanco, e apontam para a necessidade de adaptação quanto à infraestrutura das escolas diante da crise climática. Além de problemas nos ambientes externos, somente 12 das 27 unidades da federação têm salas de aula climatizadas em mais da metade da rede pública de ensino
São Paulo, 3 de abril de 2025 – As escolas brasileiras não estão preparadas para os efeitos das mudanças climáticas. É o que reforçam os dados do Censo Escolar de 2023 tabulados e analisados pelo Observatório de Educação do Instituto Unibanco. Das 134.770 escolas públicas brasileiras, mais da metade (54%) não tem quadra de esportes coberta, e mais de um terço (36%) não conta com pátios protegidos. Nenhum dos nove estados do Nordeste têm ao menos 50% da rede pública com quadra coberta, somando escolas estaduais e municipais. Dos sete estados da região Norte do Brasil, apenas dois têm quadra coberta em pelo menos metade das escolas públicas – os outros cinco apresentam índices menores que isso nesse quesito.
No caso dos pátios cobertos, o cenário é um pouco melhor: a maioria dos estados brasileiros têm a estrutura em pelo menos metade das escolas públicas.
A falta de infraestrutura externa se junta ao problema do calor nos ambientes escolares internos, pois 2/3 das escolas públicas não têm salas de aulas climatizadas. Das 27 unidades da federação, somente 12 têm salas de aula climatizadas em mais da metade das escolas públicas, sendo seis estados no Norte do Brasil, três no Centro-Oeste, dois no Nordeste e um no Sudeste. Os outros 15 estados estão abaixo de 50% de cobertura.
“Nas regiões Norte e Nordeste do país as altas temperaturas sempre foram uma realidade. Agora, diante do aumento da frequência de ondas de calor extremo, outras regiões estão se ressentindo de não terem salas de aula com ar-condicionado, quadras cobertas e pátios protegidos. Isso não é mais um luxo e os governos brasileiros precisam agir rapidamente sobre esse e outros efeitos da crise climática”, alerta Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.
Os eventos climáticos extremos são cada vez mais comuns e afetam a aprendizagem, a saúde mental dos estudantes e o convívio escolar em diversas dimensões, levando inclusive à suspensão de atividades e, em alguns casos, ao fechamento de escolas por períodos prolongados.
O Instituto aponta que é necessário adaptar as estruturas, repensar dinâmicas em dias de calor extremo ou chuvas nas áreas de socialização, incluir o tema das mudanças climáticas no currículo e adotar medidas intersetoriais que tornem as escolas mais resilientes, entre outras ações. Defende ainda que o governo brasileiro desenvolva mecanismos e políticas públicas no âmbito federal que orientem e apoiem estados e municípios a implementarem ações na direção da mitigação dos efeitos negativos das mudanças climáticas e da adaptação das escolas.
Além de climatização, áreas de circulação, pátios e quadras cobertos e com ventilação adequada, é necessário incluir estratégias de circulação de ar, iluminação, armazenamento e reuso de água e cobertura vegetal, entre outras.
Neste sentido, a equipe técnica do Instituto Unibanco identifica que programas federais de destinação de recursos para infraestrutura em educação, a exemplo dos editais do PAC, deveriam ser uma oportunidade para as redes públicas melhorarem suas escolas considerando esses pontos.
Escolas Resilientes: buscando soluções concretas
O Instituto Unibanco tem se debruçado sobre os efeitos negativos da crise climática na educação, tema que vem ganhando cada vez mais espaço no campo educacional. Em 2023, no seminário “Educação na era das transições”, a emergência ambiental foi um dos eixos principais do evento. Mais recentemente, o Instituto tem apoiado o projeto Escolas Resilientes, em parceria com o governo do Rio Grande do Sul. O projeto é uma resposta às enchentes de 2024, que destruíram parte das escolas gaúchas e deixaram milhares de estudantes sem aula.
O Escolas Resilientes busca adotar soluções arquitetônicas, operacionais e tecnológicas que assegurem a resiliência, a segurança e a continuidade do serviço educacional. O projeto está estruturado em quatro eixos: (1) Infraestrutura e Engenharia; (2) Eficiência Bioclimática e Sustentabilidade, considerando sistemas de captação e reuso de água, ventilação, materiais eficientes, entre outros; (3) Modelagem de Ocupação e Operação, que usa estratégias arquitetônicas, e (4) Escala e Implementação, que conta com a implementação de um piloto e depois a expansão para outras escolas em áreas de risco mapeadas.
A iniciativa é um exemplo de como as redes públicas de Educação podem se preparar para eventos climáticos extremos.
Ver mais sobre crise climática e educação no link Link
Sobre o Instituto Unibanco
O Instituto Unibanco é uma organização sem fins lucrativos que atua pela melhoria da qualidade da educação pública por meio do aprimoramento da gestão educacional. Seu objetivo é contribuir para a permanência dos estudantes na escola, a melhoria da aprendizagem e a redução das desigualdades educacionais. Tem como valores: acelerar transformações, conectar ideias, valorizar a diversidade e ser orientado por evidências. Fundado em 1982, integra o grupo de instituições responsáveis pelo investimento social privado do grupo Itaú-Unibanco.
Informações para a imprensa
CDN Comunicação
Júlia Magalhães / Fernanda Pontual / Erick Paytl
Politica
Fernanda Machiaveli aborda políticas de crédito rural e reforma agrária no “Bom Dia, Ministra”
No programa desta quarta-feira (15/4), titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destaca ações de expansão de linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva, políticas para mulheres rurais e ações de acesso à terra
A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, é a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira, 15 de abril. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, a partir das 8h, ela abordará a ampliação do crédito rural da agricultura familiar, com destaque para iniciativas como o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A ministra também vai detalhar ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização dos territórios quilombolas. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
CRÉDITO RURAL — Entre os resultados que serão apresentados pela ministra, destaca-se a comparação entre a safra passada e a atual. As linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva e à transição agroecológica, por meio do Pronaf A e A/C, destinado a famílias assentadas da reforma agrária, registraram crescimento no número de operações, resultando em mais contratos e alcançando maior volume financiado em comparação a safras anteriores.
Também houve crescimento no Pronaf B, voltado a agricultores familiares de menor renda, com ampliação do número de contratos e maior volume financiado. Medidas como a elevação do limite de enquadramento de renda bruta anual familiar, conectada ao salto no valor de financiamento e ao prazo de pagamento estendido, são parte de outros assuntos do “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira.
Outro destaque previsto para a participação da ministra Fernanda Machiaveli é o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, com aumento no número de contratos. Houve ainda incentivo à produção de alimentos básicos, como arroz, feijão e mandioca, com juros reduzidos, além de apoio à aquisição de tratores e outros equipamentos.
MULHERES RURAIS — A ministra também vai comentar sobre políticas do MDA que exemplificam o esforço em ampliar o protagonismo econômico, produtivo e financeiro das mulheres no campo. Entre as medidas há destaque para o programa Da Terra à Mesa, que destinou recursos para projetos de transição agroecológica e que celebrou maior participação feminina, parte da meta de alcançar e beneficiar mais mulheres e reconhecer o protagonismo delas na preservação e no manejo sustentável.
Mais uma ação neste sentido é o lançamento de edital de chamamento público exclusivamente para fortalecer organizações produtivas e econômicas — associações e cooperativas — de mulheres rurais. Os projetos selecionados consideram como prioridade assentadas da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais.
Houve ainda a criação e melhoria de linhas exclusivas, como o aumento do limite do Pronaf B Mulher e melhores condições no “Fomento Mulher”. O MDA também estabeleceu que a cota afirmativa de que 50% do público atendido nas chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) deve ser composta por mulheres, além da retomada dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural.
REFORMA AGRÁRIA E QUILOMBOS — Outro tema no rol de assuntos comentados no programa será a retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios quilombolas em todo o país. Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação.
Paralelamente, também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
AO VIVO — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O programa, transmitido ao vivo a partir das 8h em formato de entrevista coletiva, pode ser acompanhado pela TV (aberta ou via satélite) e pela internet, no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram do @CanalGov. Para as rádios, o sinal de transmissão é oferecido pela Rádio Gov, no mesmo canal de “A Voz do Brasil”.
PARTICIPE — Emissoras e jornalistas de todo o país interessados em participar do “Bom Dia, Ministra” podem encaminhar mensagens para o telefone (61) 99222-1282 (WhatsApp) e informar o nome da emissora, do veículo, do município e estado de origem, para serem incluídos na lista de veículos interessados em participar do programa.
CRÉDITOS:
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Foto: Divulgação / Presidência da República
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