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Politica

‘Tragédia se transformou em propósito’, diz mãe de Isabella Nardoni ao se lançar candidata a vereadora em SP

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Ana Carolina Oliveira (Podemos), candidata a vereadora de São Paulo, teve sua vida definitivamente alterada em março de 2008, quando sua filha de 5 anos morreu após ser jogada do sexto andar de um apartamento.

A vítima do crime foi Isabella Nardoni, e os autores, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados por homicídio doloso. Eles passaram mais de uma década na cadeia até que, em junho de 2023, Jatobá alcançou a progressão de pena para o regime aberto. Em maio deste ano, foi a vez de Nardoni.

Ao site IstoÉ, a mãe da vítima afirmou que o trauma pessoal que sofreu não pode ser esquecido, mas ressaltou que, em seu caso, ao contrário de milhares de outros, “a justiça foi feita à época”. Ao se lançar candidata, a promessa é de honrar o propósito que a tragédia lhe deu: “Minha luta será pela proteção das vítimas”.

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Defesa de causa

Em meados de 2023, Oliveira começou a participar de podcasts e produzir vídeos autorais em suas redes sociais, falando sobre maternidade — ela tem três filhos — e superação de traumas. Neste ano, passou a usar o espaço para opinar sobre crimes contra vulneráveis e defender teses como a de que a sociedade brasileira tem “memória curta” para delitos e que a restrição de liberdade deve ser estendida em casos mais graves.

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No meio tempo, Nardoni e Jatobá deixaram a prisão, e sua popularidade digital se consolidou. Seus primeiros vídeos na plataforma têm de 270 mil a 640 mil visualizações; mais recentemente, não é raro encontrar exemplares com mais de um milhão de acessos.

Oliveira acredita que o alcance na internet pode ajudá-la no financiamento da campanha para a Câmara Municipal. Ela está em um partido, o Podemos, que não tem orçamento robusto — oitavo na distribuição do fundo eleitoral — e tampouco possui bandeiras ideológicas claras.

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Mas as pautas defendidas por Oliveira têm apelo, e isso é inegável. A busca por Justiça para vítimas e familiares que remanescem de crimes hediondos — especialmente os cometidos contra crianças — é uma unanimidade, e a manutenção da restrição de liberdade mais dura para autores desses delitos, ainda que seja controversa no direito penal, é uma tese com muitos adeptos na cidade.

Ocorre que a alteração do Código Penal é de competência dos parlamentares que estão no Congresso Nacional, em Brasília, sob a guarda da sanção presidencial. Ao site IstoÉ, Oliveira afirmou que reconhece essas limitações, mas entende que a atuação legislativa municipal permite iniciativas complementares.

“Pretendo atuar por um monitoramento mais rigoroso para condenados em regime semiaberto ou que recebam benefícios como a progressão de pena [casos de Jatobá e Nardoni] ou as ‘saidinhas’ temporárias. São iniciativas possíveis, que complementam a legislação penal. Além disso, a representatividade do cargo pode me permitir apoiar e promover mudanças na legislação penal junto a deputados e senadores”, disse.

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Caso se eleja, ela ainda pretende apresentar “um projeto que consiste em conectar pessoas que possam ajudar vítimas de crimes. O objetivo é unir médicos, psicólogos, pedagogos, advogados, entre outros profissionais que possam ajudar vítimas que tiveram suas vozes silenciadas e que estão em busca de justiça ou de alguma ajuda”.

Mas o cumprimento desses objetivos depende da conclusão de uma série de etapas, da campanha às votações em plenário, marcadas por confrontos duros, inflamados por um quadro de polarização crescente, em que políticos não hesitam em fazer ataques pessoais ou levantar temas sensíveis para desestabilizar seus oponentes. Oliveira se disse ciente e disposta a enfrentar esse cenário: “Sei que muitas pessoas podem usar esse tema [o assassinato de sua filha] para me atacar, faz parte desse processo, infelizmente muitos estão dispostos a fazer qualquer coisa para derrubar o outro. Mas tendo princípios firmados e a certeza de quem eu sou e do que eu vivi, isso não será uma preocupação”.

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Politica

Transparência ganha novo formato no IgesDF

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Publicação mensal apresenta, de forma simples e visual, como os recursos públicos são aplicados e quais resultados são entregues à população

Por Luciane Paz

 

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A prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ganhou um novo formato para facilitar o acesso da população às informações sobre a gestão da saúde pública. Lançada nesta quarta-feira (1º), a publicação mensal IgesDF em Evidência apresenta, em linguagem simples, visual e acessível, os principais indicadores, investimentos e resultados do Instituto, permitindo que qualquer cidadão compreenda como os recursos públicos são aplicados e quais serviços são entregues à população.
Embora essas informações já sejam encaminhadas mensalmente à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), conforme previsto no Contrato de Gestão, agora elas passam a ser apresentadas em um formato mais didático, com textos objetivos, gráficos, infográficos e recursos visuais que facilitam a compreensão por qualquer cidadão.
Mais do que divulgar números, a publicação busca responder às principais dúvidas da população sobre o funcionamento do Instituto: quanto é investido, como os recursos são aplicados, quantos procedimentos e atendimentos foram realizados, como está a satisfação dos usuários e quais resultados vêm sendo alcançados pela instituição.
Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, a iniciativa representa um avanço na relação entre a instituição e a sociedade. “A transparência deixa de ser uma obrigação quando passa a ser um valor”, destaca.
Segundo ela, esse compromisso exige que as informações estejam ao alcance de todos. “Precisamos traduzir para o cidadão aquilo que fazemos todos os dias. Produzimos muitas informações, mas elas precisam chegar às pessoas de forma clara, para que entendam o papel do Instituto na saúde pública. Em meio a uma avalanche de dados, a população precisa de informação qualificada, acessível e confiável”, explica.
O IgesDF em Evidência reúne informações sobre investimentos, custos operacionais, despesas, produção assistencial, indicadores de desempenho, satisfação dos usuários, ouvidoria, ensino, pesquisa e inovação, permitindo acompanhar, mês a mês, a atuação do Instituto.
A publicação transforma dados técnicos em informações compreensíveis, fortalecendo o controle social e aproximando a população da gestão da saúde pública.
Reconhecimento dos órgãos de controle
Durante o lançamento, representantes dos órgãos de controle destacaram que a iniciativa amplia a qualidade das informações disponibilizadas e fortalece uma gestão baseada em evidências.
Para o Controlador-Geral do Distrito Federal, Daniel Lima, os resultados alcançados pelo Instituto refletem uma administração orientada por planejamento, inovação e responsabilidade.
“O cumprimento das metas do contrato de gestão, a implantação de soluções como as teleconsultas e o planejamento das compras de medicamentos com base em dados e histórico de consumo refletem uma gestão mais eficiente, inovadora e comprometida com a população”, afirma.
A promotora de Justiça da 3ª Promotoria de Defesa da Saúde do Distrito Federal, Hiza Carpina Lima, ressaltou que a transparência também passa pela capacidade de contextualizar os resultados.
“Os números precisam contar histórias. É importante mostrar não apenas o resultado alcançado, mas também os desafios enfrentados para alcançá-lo. É isso que permite à sociedade compreender melhor a realidade da assistência e reconhecer o esforço de quem trabalha diariamente para oferecer um atendimento de qualidade”,  frisa.
O presidente da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão (CAC-IgesDF), Luiz Roberto Domingues, também ressaltou a importância de ampliar o acesso às informações institucionais.
“O grande mérito dessa iniciativa é colocar os números em evidência. Quando a sociedade conhece os dados, entende melhor o contexto, os desafios e os resultados da gestão. Informação acessível fortalece a confiança e qualifica o debate sobre a saúde pública”, avalia.
Consulta pública
O IgesDF em Evidência amplia o acesso às informações públicas, fortalece o controle social e permite que qualquer cidadão acompanhe, de maneira clara, a aplicação dos recursos e os resultados entregues pela instituição.
Durante o lançamento, o gerente-geral Estratégico de Planejamento, Orçamento e Auditoria de Faturamento do IgesDF, Túlio Araújo, apresentou a publicação aos participantes. Segundo ele, a iniciativa representa um novo passo na política de transparência do Instituto.
“Mais do que números, os indicadores mostram os nossos desafios diários e o trabalho das equipes para responder às necessidades da população. A transparência desses dados permite acompanhar as estratégias adotadas pelo IgesDF para fortalecer a assistência e entregar cada vez mais qualidade no cuidado aos pacientes”, esclarece.
A publicação é liderada pela Gerência Geral de Planejamento, Orçamento e Auditoria de Faturamento (GGPAF). O projeto editorial é supervisionado pela Gerência Estratégica de Monitoramento, Avaliação e Desenvolvimento Institucional (GEMAD) e desenvolvida pela Coordenação Estratégica de Informação Institucional (COEII).
O IgesDF em Evidência está disponível para consulta pública no Portal da Transparência do Instituto e pode ser acessado por qualquer cidadão. Além da versão resumida, a página também disponibiliza a Prestação de Contas completa, conforme previsto no Contrato de Gestão.

 

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