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Saúde

Autismo: uma jornada de amor e descobertas

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Foto: Divulgação

Dia 2 de abril marca o dia mundial da conscientização sobre a condição

A vida de uma família mudou completamente quando a filha Maitê, com apenas 2 aninhos, passou por uma experiência traumática. Durante consulta odontológica, a sua chupeta, seu maior conforto, foi cortada pela odontopediatra de forma inesperada. A reação dela foi imediata e intensa. Após esse triste e inesperado episódio, ela parou de falar, evitava contato visual e demonstrava muita raiva.

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Quando aconteceu o forte impacto emocional com a Maitê, a família não sabia nada sobre o transtorno, muito menos que a criança poderia ter um autismo regressivo, que foi o caso da pequena. Com o tempo, eles perceberam que algo estava diferente. A criança, antes tão alegre e comunicativa, parecia não ter brilho nos olhos. A jornada para descobrir o que estava acontecendo foi longa e desafiadora. Foram três anos de terapias, avaliações e incertezas,  até recebermos o diagnóstico de autismo.

“Confesso que foi um choque. Sentimos medo, insegurança e até mesmo culpa”, afirma a mãe, Fabíola Rodrigues de Medeiros. Mas, com o apoio de profissionais especializados, eles aprenderam que o autismo não é uma sentença, e sim uma condição que requer cuidados e acompanhamento adequados.

“Para me conectar melhor com a Maitê, mergulhei nos estudos sobre desenvolvimento infantil e me especializei em diversas áreas, como coaching e análise do comportamento. Descobri que existem diversas ferramentas e técnicas que podem nos ajudar a fortalecer o vínculo com nossos filhos e melhorar a comunicação”, explica Fabíola.

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Hoje, a relação de Maitê com a família é incrível. “Ela é uma menina especial, com suas particularidades e talentos. E eu, como mãe, aprendi a valorizar cada conquista, por menor que seja. Se você, como eu, está passando por essa jornada, saiba que não está sozinha (o).” Existem muitas famílias enfrentando os mesmos desafios e buscando informações e apoio sobre o autismo. Compartilhar experiências e trocar conhecimentos é fundamental para que os familiares possam oferecer o melhor para os filhos.

Conceito

O autismo é um transtorno neurológico que afeta a forma como as crianças se comunicam, interagem socialmente e percebem o mundo ao seu redor. Cada criança com autismo é única, com suas próprias habilidades e desafios.

Pilares

• Comunicação: crianças com autismo podem ter dificuldades em se comunicar verbalmente ou preferir formas não-verbais, como gestos ou desenhos. É importante respeitar a forma como cada criança se expressa e buscar formas de facilitar a comunicação.

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• Socialização: a interação social pode ser desafiadora para muitas crianças com autismo. Elas podem ter dificuldades em entender as regras sociais e em fazer amigos. A paciência, a empatia e a criação de ambientes inclusivos são fundamentais para facilitar as conexões sociais.

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• Comportamento: comportamentos repetitivos e estereotipados são comuns em crianças com autismo, os quais podem ser uma forma de lidar com a ansiedade ou a sobrecarga sensorial. É importante entender a função desses comportamentos e buscar estratégias para ajudá-la a lidar com suas emoções.

Dicas

Cada criança com autismo é única e merece ser valorizada por suas diferenças. É importante reconhecer e celebrar as habilidades e os interesses e criar um ambiente que permita que ela se desenvolva ao máximo de seu potencial. Dicas para os pais:

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• Busque informações: quanto mais você souber sobre o autismo, mais preparado estará para apoiar seu filho.

• Estabeleça uma rotina: a rotina proporciona segurança e previsibilidade, o que pode ser muito benéfico para crianças com autismo.

• Seja paciente e compreensivo: as crianças com autismo aprendem em seu próprio ritmo. Seja paciente e celebre cada pequena conquista.

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• Busque apoio: não se isole. Conecte-se com outras mães e pais de crianças com autismo e participe de grupos de apoio.

• Celebre as diferenças: valorize as habilidades e os interesses únicos de seu filho.

Fonte: Jornal de Brasilia

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Saúde

Frio pode aumentar dores crônicas e afetar a rotina de pacientes

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Movimento, hidratação e proteção contra as baixas temperaturas ajudam a aliviar desconfortos e preservar a qualidade de vida

 

Com a chegada dos meses mais frios, Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, já sabe que precisará adaptar a rotina. Paciente do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) há oito anos, ela convive com fibromialgia e artrose nas mãos e sente no próprio corpo os impactos desse período.

 

“Quando chega esta época, eu já me escondo dentro de casa. Fico encolhida, deitada, porque tudo dói”, relata.
A percepção de Cláudia é compartilhada por muitas pessoas que convivem com doenças crônicas. Com a chegada do inverno, além do aumento dos casos de doenças respiratórias, cresce também a queixa de rigidez muscular, desconforto nas articulações e piora de sintomas já existentes.

 

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Segundo a reumatologista do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Rafaela Cruz, essa piora nem sempre está relacionada ao agravamento da doença. Na maioria das vezes, está associada às respostas naturais do organismo diante das temperaturas mais baixas.

 

“A musculatura fica mais rígida e menos elástica, o que pode gerar desconforto durante os movimentos e os alongamentos”, explica a especialista.

 

Além disso, para preservar o calor corporal, o organismo reduz a circulação sanguínea em regiões mais periféricas, como mãos e pés. Essa adaptação pode aumentar a sensibilidade e intensificar a percepção da dor em algumas pessoas.

 

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Rafaela ressalta que a influência do frio varia de indivíduo para indivíduo.
“O frio e a dor são experiências muito subjetivas. Algumas pessoas sentem um impacto maior das baixas temperaturas, enquanto outras praticamente não percebem diferença”, afirma.

Movimento e proteção ajudam a reduzir desconfortos

Durante os meses mais frios, também é comum diminuir a prática de atividades físicas, permanecer mais tempo sentado e evitar sair de casa. No entanto, a redução dos movimentos pode favorecer a perda de mobilidade e intensificar desconfortos já existentes.

 

“Quando nos movimentamos, melhoramos a circulação sanguínea e favorecemos a chegada de oxigênio aos tecidos, inclusive nas extremidades do corpo. Por isso, permanecer ativo e aquecido ajuda a reduzir a rigidez muscular e a sensação de dor”, orienta a médica.

 

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Embora não pratique exercícios físicos regularmente, Cláudia procura manter uma rotina ativa. Sempre que possível, faz seus deslocamentos a pé e adota cuidados simples para enfrentar os dias mais frios.

 

“Eu procuro caminhar quando preciso resolver alguma coisa e nunca saio sem me agasalhar bem. Percebo que, quando me mantenho aquecida e me movimento um pouco mais, as dores ficam mais suportáveis”, conta.

 

Outro cuidado importante, segundo a especialista, é a hidratação. Mesmo com a redução da sensação de sede durante o inverno, o consumo adequado de água continua sendo fundamental para o funcionamento do organismo e para a saúde muscular e articular.

 

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“Com medidas simples, como permanecer ativo, hidratado e protegido do frio, é possível minimizar os efeitos das baixas temperaturas e atravessar o inverno com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Rafaela.
Onde buscar atendimento?

 

Pessoas que apresentam dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência para avaliação inicial. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado em reumatologia ou outras especialidades da rede pública de saúde.
CRÉDITOS:
Foto: Divulgação/IgesDF
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