Saúde
Hmib capacita profissionais para atendimento humanizado a vítimas de violência sexual
Sétima edição da capacitação teve início nesta segunda-feira (19) e continua na próxima quarta-feira (21). Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF
Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei orienta servidores sobre aspectos legais, técnicos e assistenciais no cuidado às vítimas
Com o objetivo de humanizar cada vez mais o atendimento, o Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei (PIGL) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) promove esta semana curso de atualização para os cuidados a pessoas em situação de violência sexual. A sétima edição da capacitação teve início nesta segunda-feira (19) e continua na próxima quarta-feira (21), reunindo 150 profissionais da Rede de Atenção à Saúde, residentes e estudantes.
Para a enfermeira e responsável técnica pelo PIGL, Lígia Maria, a capacitação dos profissionais da rede pública contribui diretamente para a efetividade do atendimento. “Formar servidores conscientes, preparados e comprometidos com o cuidado ético permite que mais pessoas tenham acesso a um acolhimento respeitoso e humanizado, especialmente em um cenário marcado por altos índices de violência baseada em gênero”, afirma.
Programação
O curso conta com debates que abordam a notificação de casos e o acolhimento de pessoas em situação de violência sexual crônica e aguda. Também discute a profilaxia pós-violência sexual, os aspectos legais da interrupção gestacional prevista em lei e a entrega legal para adoção.
Durante a palestra sobre gênero e diversidade na atenção às pessoas em situação de violência, a mestre em Saúde Coletiva, Maressa Queiroz, destacou que o cuidado ético começa com a escuta qualificada. “Atender uma vítima de violência sexual exige sensibilidade e preparo. Precisamos evitar causar ainda mais sofrimento e garantir que essa pessoa tenha acesso a espaços seguros, onde a rede de proteção funcione de forma efetiva e integrada”, reforça.
“Formar servidores conscientes, preparados e comprometidos com o cuidado ético permite que mais pessoas tenham acesso a um acolhimento respeitoso e humanizado”, afirma a responsável técnica pelo PIGL, Ligia Maria. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF
A residente em Medicina de Família e Comunidade, Isabela Mundim, ressaltou a importância de debater temas que muitas vezes não são contemplados na formação acadêmica. “Na Atenção Primária, lidamos com casos de violência constantemente e muitos profissionais ainda não sabem como agir. Este curso é fundamental para ampliarmos nossa capacidade de cuidado e também para multiplicarmos esse conhecimento entre as equipes”, avaliou.
Atendimento especializado
O Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei (PIGL) do Hmib é um serviço ambulatorial de referência no atendimento a vítimas de violência sexual com gestação resultante do crime, garantindo o acesso aos direitos previstos em lei. A unidade funciona com uma equipe multiprofissional, incluindo assistente social, enfermeira, médicas ginecologistas e psicóloga.
“Nesse programa, garantimos que as pacientes sejam informadas sobre seus direitos e acolhidas com respeito, oferecendo todas as opções previstas em lei: manter a gestação, entregar para adoção ou interromper, quando houver respaldo legal”, explica a responsável técnica pelo PIGL.
O Hmib é o único hospital do Distrito Federal a oferecer esse tipo de serviço, sendo referência para a Região Integrada de Desenvolvimento (Ride). A atuação do programa inclui acolhimento, atendimento, notificação compulsória dos casos e seguimento na rede intersetorial de saúde e assistência social.
Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação
Saúde
Estudo: 6 em cada 10 mulheres não realizam exames ginecológicos preventivos
Mais de 60% das mulheres não realizam exames preventivos, enquanto 20 morrem diariamente de câncer de colo do útero
O dado mais expressivo é sobre o Papanicolau, um dos principais exames ginecológicos, essencial para a detecção de alterações uterinas e prevenção do câncer de colo do útero. Apenas 39% realizaram esse exame em 2025, outras 61% não realizaram, embora 74% delas saibam para que ele serve.
Outro teste analisado foi o de ultrassonografia/ transvaginal, apenas 43% realizaram no último ano, outras 57% não fizeram.
Em relação ao exame clínico ou autoexame das mamas, as taxas seguem o mesmo padrão. Ao todo, 59% das mulheres não realizaram e apenas 41% realizaram.
Entre os exames analisados, o DNA-HPV — teste laboratorial para identificar os tipos específicos de vírus — permanece como o menos acessado. Cerca de 78% das mulheres não o realizaram no último ano, contra 22% que realizaram.
A pesquisa “Percepção das Brasileiras sobre Tumores Ginecológicos e Práticas de Prevenção” foi realizada pelo Instituto Locomotiva, em conjunto com o Grupo EVA (Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos), e entrevistou 800 mulheres de 18 a 25 anos.
“A pesquisa mostrou que o acesso à informação melhorou, mas ainda há uma distância entre reconhecer a importância da prevenção e a realização efetiva da prevenção por meio da vacinação contra o HPV e da realização dos exames. Precisamos que as mulheres entendam a importância dessa relação com exames que são mecanismos fundamentais na proteção contra o câncer de colo do útero”,
Entre este número, 47% deixaram de voltar a uma consulta com ginecologista por ter recebido um atendimento ruim.
A importância dos exames preventivos
De acordo com a pesquisa, cerca de 20 mulheres morrem todos os dias no Brasil em decorrência do câncer do colo do útero. A doença está entre as principais causas de morte por câncer entre mulheres de até 35 anos.
O HPV está relacionado a cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero. A doença, assim como outros diagnósticos pode ser prevenida por meio da vacinação e do acompanhamento médico com exames de rotina. A vacinação contra o HPV é indicada para mulheres e homens de 9 a 45 anos.
Sus oferece diversos tratamentos ginecológicos
O exame Papanicolau é gratuito e oferecido no SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, ele é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos.
O exame de Mamografia também é oferecido sem custo no atendimento público para mulheres a partir de 40 anos. Ele deve se realizado a cada dois anos.
Mulheres também podem solicitar consultas ginecológicas nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). Além disso, o SUS oferece distribuição gratuita de anticoncepcionais e outros métodos contraceptivos para evitar doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/
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