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Social

15/3, Dia da Escola: parceria com a família é fundamental para o desenvolvimento integral do aluno

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Educadores destacam como atuação em conjunto fortalece a formação acadêmica, emocional e social de crianças e adolescentes

 

Em um cenário marcado por transformações tecnológicas aceleradas, excesso de informações e novas dinâmicas familiares, o Dia da Escola, celebrado em 15 de março, convida a uma reflexão que vai além da sala de aula: qual é, hoje, o verdadeiro papel da escola na formação das crianças?
Segundo especialistas da área, se antes a escola era vista majoritariamente como espaço de transmissão de conteúdo, hoje ela é compreendida como ambiente de formação integral. E não há desenvolvimento pleno sem uma parceria sólida entre família e instituição de ensino: a educação não é responsabilidade isolada de uma instituição ou de um núcleo familiar. É um projeto conjunto, construído na coerência entre discurso e prática, no diálogo permanente e na confiança mútua.
Escola e família têm papéis diferentes, mas complementares
A educação começa em casa, nos pequenos gestos diários. É onde os pais ensinam a criança e o jovem a esperarem a vez de falar, a guardar os brinquedos, a pedir desculpas, a respeitar combinados e as diferenças. A escola, por outro lado, amplia essas experiências, transformando valores em vivências coletivas. “Família e escola não competem; elas se complementam. A família é a primeira referência afetiva e moral da criança. A escola organiza, sistematiza e amplia esse repertório no convívio social”, explica Carolina Sternberg, orientadora educacional do colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP).
Quando a escola trabalha responsabilidade, ao orientar os alunos a cumprir prazos ou organizar materiais, esse aprendizado se fortalece quando, em casa, há incentivo à autonomia, como preparar a própria mochila ou assumir pequenas tarefas. “Quando a criança percebe coerência entre o discurso da família e o da escola, ela se sente segura. E segurança é base para aprender”, completa a educadora.
Desenvolvimento curricular e socioemocional caminham juntos
Aprender matemática, ciências ou idiomas exige mais do que capacidade cognitiva. Exige foco, autorregulação, persistência diante de desafios e habilidade para trabalhar em grupo. “Não existe aprendizagem consistente sem equilíbrio emocional”, destaca Luciane Moura, diretora do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP). “A criança que aprende a lidar com frustrações, a resolver conflitos e a expressar sentimentos tende a ter melhor desempenho acadêmico.”
No cotidiano escolar, isso aparece em situações simples: um trabalho em grupo que exige negociação; um erro na prova que se transforma em oportunidade de revisão; um conflito no recreio mediado pelo professor. Em casa, a continuidade desse processo se dá quando os responsáveis escutam, orientam e ajudam a criança a refletir sobre suas atitudes, em vez de apenas intervir ou terceirizar responsabilidades. “O desenvolvimento socioemocional não é conteúdo à parte. Ele sustenta o desenvolvimento curricular”, reforça Luciane.
Comunicação e confiança são fundamentais
A parceria é construída por meio de diálogo constante. Reuniões pedagógicas, comunicados transparentes, escuta ativa e alinhamento de expectativas evitam ruídos que podem comprometer o processo educativo. “A confiança entre família e escola não nasce pronta; ela é construída no dia a dia, com transparência e respeito”, afirma Larissa Berdu, diretora do colégio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP).
Situações como mudanças de comportamento, dificuldades de aprendizagem ou desafios de adaptação exigem ação conjunta. Quando a escola comunica de forma clara e a família responde com abertura, cria-se uma rede de apoio consistente. “Quando a família e a escola trocam informações e compartilham estratégias, a criança percebe que há um time trabalhando por ela, e não em lados opostos.”
Desafios contemporâneos exigem limites e responsabilidade
Uso excessivo de telas, exposição precoce às redes sociais, imediatismo e dificuldade de lidar com frustrações são alguns dos desafios atuais que atravessam tanto o ambiente doméstico quanto o escolar. “Não adianta, por exemplo, a escola estabelecer limites para o uso de tecnologia se, fora dela, não há acompanhamento ou critérios claros”, observa Carolina, do colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP).
Segundo a docente, o mundo globalizado exige novas competências, como pensamento crítico, empatia e responsabilidade social, mas essas habilidades não se desenvolvem apenas com acesso à informação. Elas exigem mediação adulta. “A formação de cidadãos globais começa com valores locais bem estruturados. É preciso alinhamento para que a criança compreenda limites, responsabilidade e impacto de suas escolhas.”
Escola é um território de toda a família
Mais do que um prédio, currículo ou tecnologia, a escola é uma comunidade. É onde crianças constroem amizades, enfrentam conflitos, experimentam conquistas e aprendem a conviver com diferenças. “Quando a família participa da vida escolar, comparecendo a reuniões, acompanhando projetos e valorizando as propostas pedagógicas, a criança percebe que aquele espaço é importante”, afirma Darlene Bocalini, do colégio Progresso Bilíngue de Santos (SP).
Eventos culturais, feiras de ciências, apresentações, projetos interdisciplinares e ações solidárias ganham outro significado quando há envolvimento familiar. A escola deixa de ser apenas um local de passagem e passa a ser um território compartilhado de formação. “Educar é um compromisso coletivo. Quando a família e a escola caminham juntas, ampliamos as possibilidades de formar indivíduos mais autônomos, responsáveis e preparados para o futuro”, finaliza Darlene.
Os especialistas
Caroline Sternberg é pedagoga com 14 anos de experiência em escola bilíngue e também em alfabetização. Pós-graduada em Psicopedagogia, Psicomotricidade e Educação Bilíngue. Especialização em Mentoria Parental, com experiência de cinco anos atendendo famílias individualmente.
Darlene Bocalini é formada em Pedagogia, pós-graduada em Alfabetização e Letramento, Psicopedagogia e Educação Inclusiva. Atua há 34 anos na Educação, sendo 18 anos no Colégio Progresso. Ao longo de sua jornada como docente, coordenadora e diretora, acompanhou a vida escolar de milhares de crianças, buscando sempre estabelecer relações de parceria e cuidado com as famílias.
Larissa Berdu atua há mais de 30 anos na área da Educação. É formada em Pedagogia pela Unicamp e possui Pós-graduação em Educação Infantil, pela Universidade Castelo Branco. Com ampla experiência em docência e gestão pedagógica, trabalhou em diferentes segmentos da Educação Básica. Desde 2020, é diretora pedagógica do Colégio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP).
Luciane Moura possui graduação em Pedagogia e Psicopedagogia e MBA em Gestão Escolar. Acumula mais de 20 anos de experiência na educação, atuando como professora, coordenadora e, há mais de 11 anos, como diretora do Colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP).

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Sobre a ISP – International Schools Partnership

A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.

 

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Saúde

Hospital de Santa Maria utiliza 253 câmeras para ampliar a segurança de pacientes e profissionais

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Sistema monitora áreas estratégicas da unidade, auxilia na prevenção de ocorrências e agiliza a atuação das equipes de segurança

 

Por Talita Motta
Mais de 71 mil pessoas passaram pela Portaria Central do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) entre janeiro e abril deste ano. O intenso fluxo de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais exige uma estrutura permanente de monitoramento para reforçar a segurança na unidade.
Desse total, 40.525 acessos foram de acompanhantes, 14.685 de visitantes e 16.433 classificados como trânsito geral, o que representa uma média de quase 600 pessoas por dia passando pelo principal acesso do hospital.
Para atender a essa demanda, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), conta com uma estrutura de videomonitoramento formada por 253 câmeras, sendo 20 delas equipadas com recursos de inteligência artificial. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos, auxiliando na prevenção de ocorrências e dando suporte às equipes responsáveis pela proteção do patrimônio e das pessoas.
Para ampliar a eficiência desse monitoramento, uma cooperação técnica entre a Superintendência de Operações (Suope) do IgesDF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) permite o compartilhamento de registros, contribuindo para a análise de situações ocorridas tanto dentro quanto no entorno da unidade.
Na prática, os recursos tecnológicos têm se mostrado importantes aliados das equipes de vigilância patrimonial. De acordo com o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Antônio Araújo, a ferramenta desempenha papel fundamental na apuração de ocorrências.
“Recebemos com frequência relatos de objetos esquecidos e casos de furtos de celulares. Com o apoio das câmeras, conseguimos rastrear movimentações, verificar o que aconteceu e reunir informações que auxiliam na apuração dos fatos”, explica.
Além do registro de ocorrências, a plataforma utiliza recursos de análise inteligente capazes de identificar movimentações incomuns, invasões de perímetro e aglomerações, ampliando a capacidade de prevenção e de resposta das equipes.
Monitoramento em tempo real
Para o chefe do Núcleo de Monitoramento Remoto (Numor) do IgesDF, Daniel Rabelo, o videomonitoramento vai além da vigilância e se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão hospitalar.
“Ter uma visão ampla do que acontece nos diferentes espaços faz a diferença. O acompanhamento em tempo real contribui para que todos se sintam mais seguros durante sua permanência no hospital”, afirma.
A sensação de segurança também é percebida por quem frequenta a unidade. Entre eles está Regina da Silva, que acompanha a mãe, Rosalina da Silva, internada há duas semanas.
“A gente sempre fica atento aos nossos pertences, mas saber que existe uma estrutura acompanhando o ambiente traz mais tranquilidade”, relata.
Todo o processo é coordenado pela Gerência Operacional do IgesDF e segue protocolos rigorosos de sigilo e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo que o monitoramento ocorra de forma responsável e alinhada às normas vigentes.

 

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