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Renata Weber lança O Ano Um, um livro-objeto que une texto, imagem e som na DeCurators

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Publicado pela Editora Quelônio, o livro-objeto chega a Brasília em 31 de janeiro, em evento com miniexposição das monotipias originais e apresentação de livro sonoro com desenho e trilha de Wagner Morales

A artista e escritora Renata Weber lança em Brasília, no dia 31 de janeiro, o romance experimental O Ano Um, publicado pela Editora Quelônio (SP). O evento acontece na DeCurators (412 Norte) e apresenta um trabalho que é, ao mesmo tempo, objeto, texto, imagem e som: além do lançamento do livro, o público poderá ver de perto as monotipias originais (técnica de gravura de impressão única) que dão forma às imagens da obra e conhecer o livro sonoro narrado pela própria autora.

Em O Ano Um, a protagonista Regina escreve notas para “ancorar o fio da memória”, enquanto o esquecimento se aproxima e embaralha as referências do cotidiano. O romance se constrói como uma antessala da desaparição: uma juntada de registros que tentam segurar o que escapa.

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“O Ano Um parte da minha inquietação e curiosidade pessoal com o tornar-se pessoa velha, com os embaralhos e os embaraços que se criam ao sermos catapultados ou insidiosamente conduzidos à velhice.”, conta a autora Renata Weber.

O projeto gráfico leva essa ideia ao limite. Em vez de páginas numeradas e encadernação tradicional, O Ano Um se apresenta como livro-objeto: folhas soltas, presas no alto por uma estrutura de bloco, convidam a pessoa a desfolhar, correr riscos, perder e reencontrar a narrativa, como quem tenta reorganizar lembranças.

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“O Ano Um é o ano em que a personagem Regina, passa a lidar cotidianamente com o tema do desaparecimento, não só da memória, mas também, possivelmente, da pessoa que ela era antes. Registrar os fatos do dia, escrever o que é importante, organizar papéis, é o jeito que Regina inventa para resistir ao que é incontornável. Ao meu modo também faço isso ao escrever”, explica Renata.

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As oito monotipias abstratas foram feitas por Renata Weber a partir de tinta de carimbo impressa em papel pólen e, no lançamento, serão apresentadas numa miniexposição.

A obra ganha ainda uma segunda camada: O Ano Um também existe como livro sonoro, com narração da autora, desenho e trilha sonora de Wagner Morales e audiodescrição com roteiro de Rita Louzeiro. O resultado vai além da simples gravação do texto, usando percussão, efeitos e guitarra para criar atmosferas e conduzir o “desaparecimento” das palavras e memórias. Para ouvir, basta acessar o QR Code no final do livro, com duração de 1h20. Também disponível no site da autora: O Ano Um – Renata Weber.

“É para que a pessoa entre em contato com a obra e experimente em alguma medida o que atravessa a personagem – a perda da ilusão de controle sobre as coisas e sobre o destino. Quem ouve o livro sonoro, quem lê e manipula o livro-objeto, vai se deparar com uma massa de texto, de papel e de som que é delicada e instável. Regina é divertida também. No livro há passagens ternas, há passagens raivosas e também aflitivas”, ressalta.

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No dia 31, após a apresentação do livro e do trabalho sonoro, haverá bate-papo com Renata Weber e a convidada Sílvia Roncador.

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Renata Weber (1971) vive e trabalha em Brasília e transita entre literatura, música e artes visuais, além de atuar como psicóloga e pesquisadora em saúde mental. O Ano Um é seu primeiro romance e é viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

FOTOS:https://drive.google.com/drive/folders/1Iz_wlqMLEgtV-o8XTeJlkzqbPfN5B2u5?usp=drive_link                  

SERVIÇO
Lançamento O Ano Um        
Data:
 31 de janeiro de 2026
Horário: 19h
Local: DeCurators  (412 Norte, Bloco C)
Preço de lançamento (desconto da autora): R$ 40
Mais informações: 
@_renata_weber@editoraquelonio

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Informações do livro
Título:
 O Ano Um
Autora: Renata Weber
Editora: Quelônio (SP)
Gênero: romance
Formato: 15 x 21 cm
Páginas: 64
Preço: R$ 70 (capa)

Baú Comunicação Integrada

Camila Maxi – (61) 98334-4279

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Michel Toronaga – (61) 98185-8595

www.baucomunicacao.com.br

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Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)

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A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.

 

Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

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Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.

 

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No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).

 

No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).

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Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.

 

As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.

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Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.

 

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A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .

 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.apiboficial.org/apoie/ . As doações podem ser feitas por cartão de crédito ou boleto bancário. Também é possível doar via Pix pelo e-mail apoinmebra @ gmail.com (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – Banco Bradesco).

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Sobre o ATL

 

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Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.

 

No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

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Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”

 

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Sobre a APIB

 

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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.

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