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Deputada que usa prótese ocular defende Michelle: “Não me constrange”

Publicado em

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Em evento em João Pessoa, Michelle pediu que Amália Barros retirasse a prótese ocular. Deputada alega não ver constrangimento no fato

A deputada federal Amália Barros (PL-MT) comentou, nesta segunda-feira (17/7), a polêmica envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No sábado (15/7), Michelle pediu que a parlamentar removesse a prótese ocular durante um discurso em João Pessoa (PB).

“Isso não é um problema para mim. Pelo contrário: tirar a minha prótese e me aceitar assim, do jeitinho que eu sou, me faz ter mais força para lutar pelas pessoas que estão passando pelo que eu já passei. […] Tirar a minha prótese nunca vai me constranger”, disse a deputada.

No Twitter, Amália postou: “À imprensa e a quem mais interessar. Michelle Bolsonaro, te amo. Juntas sempre”. Veja aqui.

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“Se não fosse a Michelle, este país não teria reconhecido as pessoas que não têm um olho como pessoas com deficiência. Porque foi graças ao esforço dela que o presidente Bolsonaro, em 2021, sancionou a lei monoculares”, ressaltou.

No evento em João Pessoa, Michelle condicionou a entrega do microfone à retirada da prótese. Ao receber a prótese, a ex-primeira-dama a colocou no próprio bolso. Amália começou o discurso com a seguinte frase: “Ela sempre faz isso comigo, e eu ainda não aprendi”. Michelle é presidente do PL Mulher, e Amália, vice.

MICHELLE BOLSONARO

Fonte: Metropoles

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Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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