Social
Desfile Mulheres de Impacto exibe produção de alunas dos cursos de bordado e corte e costura
Professoras, alunas e convidadas desfilarão com peças produzidas pelos aprendizes do Projeto Voando Alto. O evento é um convite ao reconhecimento de mulheres que, em toda a sua simplicidade, impactam positivamente a sociedade
Após um mergulho de dois meses nos cursos de bordado e corte e costura, as 82 alunas do Programa Voando Alto 3.0 irão participar do Desfile Mulheres de Impacto. Este evento homenageia a influência das mulheres de Planaltina e conta a história de como essas mulheres tentam ativamente moldar o tecido social ao seu redor.
As alunas, agora, saem como uma nova fonte de renda e mais confiantes. Antes em situação de vulnerabilidade, agora as alunas contam com o apoio para empreender e criar livremente. O objetivo do desfile é evidenciar a força que se manifesta em cada detalhe, como cada projeto relata uma jornada coletiva de dedicação.
Os representantes definem como algo além de um simples desfile de moda;
“É um desfile de histórias de vida, de sonhos que ganham forma e de mulheres que encontram, umas nas outras, o apoio necessário para voar mais alto.”
“É uma celebração da força da mulher como agente de mudança, inspirando outras a levantarem-se, acreditarem em si mesmas e contribuírem para um mundo mais inclusivo e equitativo”, conta Tetê Vaz, presidente do Instituto Entre Nós.
Além das professoras e alunas, o desfile contará com a participação de mulheres que possuem uma notoriedade dentro do cenário do Distrito Federal, deixando sua contribuição para a sociedade de maneiras diversas. Todas as modelos desfilarão com peças produzidas pelo “Instituto Entre Nós”. Além disso, haverá um espaço para artesãs venderem os itens produzidos durante as oficinas.
Serviço Desfile Mulheres de Impacto
Data: 11/01, às 17h30
Local: Complexo Cultural de Planaltina
Contato: (61) 9 9256-3264 – Millena Campello
Social
O que as meninas podem vestir?
Especialistas comentam sobre os direitos de meninas e mulheres e o combate ao constrangimento e a situações de importunação
Ao longo de décadas, as mulheres conquistaram inúmeros direitos. No entanto, as legislações ainda não são suficientes para uma mudança ainda mais essencial: a transformação da sociedade. Embora tenham ocorrido avanços significativos em diversos setores da sociedade e nas legislações de proteção às mulheres, ainda existem muitos desafios, como demonstra o recente acordo firmado entre a Secretaria de Educação do Estado do Pará o Ministério Público do Estado do Pará.
A iniciativa concedeu às estudantes do Colégio Estadual Paes de Carvalho, fundado em 1841, em Belém, o direito de frequentar as aulas com calça jeans. Com isso, o uniforme feminino, composto por blusa branca, saia azul-marinho e sapatos sociais, passou a ser opcional. A mudança não chama atenção simplesmente pela quebra de uma tradição, mas pelo fato de ter sido motivada por relatos de jovens sobre frequentes momentos de constrangimento e situações de importunação.
Será que a mudança de vestimenta é suficiente para que o assédio contra as mulheres pare? Maria Fernanda, psicóloga do Núcleo de Apoio Psicopedagógico da Estácio (NAAP), afirma que não. “A mulher sempre foi vista como, entre aspas, o sexo frágil, e muitos homens se acham no direito de assediar pelo simples fato de ela ser mulher. A vestimenta não quer dizer que você pode ou não assediar uma pessoa. Então, a calça ou a saia independem do caráter do outro, do indivíduo que está ali assediando. Assim, não vejo isso como algo que possa diminuir o assédio”, comenta.
A psicóloga que também integra o NAAP, Luiza Marron, também reforça que a raiz do problema é social, e não estética. “Não é a roupa que causa assédio. Ele acontece por uma questão cultural ligada à objetificação do corpo feminino. Existe a ideia de que as mulheres, essas meninas, estão disponíveis ao olhar e à invasão do outro. No fim, permitir o ajuste da roupa é um avanço em termos de autonomia e conforto, mas o verdadeiro combate ao assédio acontece quando a sociedade entende que o problema nunca foi a roupa, e sim o comportamento de quem assedia”, afirma.
Como proteger as mulheres?
Para Thayene Belo, psicóloga e mestre em Saúde Coletiva, a prevenção e a segurança também envolvem autonomia, conforto e respeito às realidades vividas pelas adolescentes no cotidiano.
“Permitir o uso da calça não significa que o assédio vai deixar de existir, mas pode, sim, representar uma medida de proteção prática, porque muitas estudantes relataram maior sensação de segurança no trajeto entre casa e escola, especialmente no transporte público e na circulação pelas ruas. Ou seja, a mudança não resolve o problema sozinha, mas é um passo institucional importante de cuidado e de escuta dessas adolescentes”, pontua.
Ainda segundo a especialista, a segurança depende de uma educação para o respeito, de políticas públicas de proteção, da melhoria na segurança urbana, de campanhas contra o assédio, de espaços de escuta ativa e da responsabilização de quem pratica a violência.
“Quando a sociedade muda o foco, deixando de controlar o corpo das meninas e passando a responsabilizar comportamentos abusivos, nós avançamos, de fato, na prevenção ao assédio. Medidas como essa são importantes porque sinalizam algo maior. Proteger essas meninas não é limitar suas escolhas, mas, sim, garantir que elas possam estudar, circular e viver com dignidade e segurança”, conclui Thayene Belo.
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