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Envenenamento de avó e pai do ex: como está o caso Amanda Partata

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Presa desde o último dia 20 de dezembro, Amanda Partata foi indiciada por duplo homicídio e por duas tentativas de homicídio

Reprodução/ Instagram

Goiânia – Acusada de matar o ex-sogro e a mãe dele envenenados, a advogada Amanda Partata Mortoza, de 31 anos, se tornou ré pelos crimes de duplo homicídio qualificado e dupla tentativa de homicídio, na capital goiana. De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Amanda ofereceu alimentos contaminados aos familiares do ex-namorado, motivada pelo sentimento de rejeição após o término do relacionamento. Além dos que morreram, ela ofereceu os produtos para o avô do ex-namorado e para um tio dele.

Na última quinta-feira (18/1), a Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A decisão também acatou o pedido de que Amanda continue presa de forma preventiva. Agora, será aberto um prazo para que os advogados dela apresentem defesa. A polícia estima que, caso condenada, a soma das penas da suspeita pode chegar a um século.

Ao ser presa, no último dia 20 de dezembro, Amanda negou o crime. Já a defesa dela afirmou, em nota, que “em razão da complexidade das imputações”, vai se pronunciar somente em juízo.

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Crimes

Amanda foi denunciada pelo MPGO e indiciada pela PCGO. Ela responderá por:

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  • Homicídio consumado triplamente qualificado (por motivo torpe, emprego de veneno e dissimulação) contra Leonardo Pereira Alves, pai do ex-namorado;
  • Homicídio consumado triplamente qualificado (por motivo torpe, emprego de veneno e dissimulação) e agravado pela idade de Luzia Alves, avó do ex-namorado;
  • Homicídio tentado duplamente qualificado (por motivo torpe e emprego de veneno) praticado contra o tio do ex-namorado;
  • Homicídio tentado duplamente qualificado (por motivo torpe e emprego de veneno) e agravado pela idade da vítima contra o avô do ex-namorado.
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Conforme a denúncia, não há dúvidas de que a advogada é a responsável pelas mortes de Leonardo e Luzia. Em depoimento, o tio do ex-namorado de Amanda, de 60 anos, afirmou que se recusou a comer o bolo de pote oferecido pela advogada porque perderia o apetite para o almoço. Já o marido de Luzia, de 82 anos, disse que não comeu por ter diabetes.

Ao delegado Carlos Alfama, responsável pela apuração do caso, o idoso revelou que a esposa também tinha a doença e que chegou a pensar em pedir que Amanda não desse o doce para Luzia. No entanto, segundo ele, como sempre foi muito simples, a vítima não teve coragem de desagradar a advogada.

O homem também disse que viu a esposa e o filho “agonizarem de dor” após comerem bolos envenenados.

Entenda o caso

O crime aconteceu no dia 17 de dezembro de 2023, quando Amanda Partata foi até a casa da família do ex-namorado levando um café da manhã, com pão de queijo, biscoitos, suco e bolos de pote de uma famosa doceria da capital goiana. Conforme as investigações, como a denunciada fingia estar grávida do filho de Leonardo, era bem aceita na família.

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O casal teve um relacionamento rápido de apenas um mês e havia terminado em julho de 2023. Amanda chegou a fazer um chá de revelação para descobrir o sexo do suposto bebê. Ainda de acordo com a polícia, ela aproveitava desta situação para manter uma relação de proximidade com os familiares do ex.

De acordo com a polícia, Amanda comprou 100 ml de um veneno sem gosto e sem odor, porém, bastante potente, pela internet, por um valor de R$ 64,80. As informações foram descobertas após a corporação ter acesso às buscas da advogada na web, que teria pesquisado “qual exame de sangue detecta” o veneno e “tem como descobrir envenenamento”. A quantidade, conforme a perícia, é suficiente para matar várias pessoas.

Substância não divulgada

Amostras coletadas no local do crime, bem como as retiradas dos corpos das vítimas, foram analisadas. Segundo a Polícia Científica, foram feitos exames toxicológicos, além de mais de 300 testes para agrotóxicos, remédios e outras substâncias, porém, todos apontaram para resultado negativo.

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Após a polícia ter acesso à nota fiscal da compra do veneno, a perícia conseguiu testar e confirmar a presença dele nos corpos de Leonardo Alves, de 58 anos, e Luzia Alves, de 86.

O nome da substância não foi divulgado. Foram analisadas quatro amostras de bolo, das quais duas estavam contaminadas. Também foram analisadas colheres, sucos e outros itens encontrados no local.

Pela câmera do elevador do hotel onde Amanda estava hospedada, em Goiânia, a polícia conseguiu registrar imagens de quando ela recebeu uma caixa de papelão de um laboratório, onde, possivelmente, segundo a polícia, estavam as doses do veneno.

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O veneno foi adquirido por Amanda pela internet no dia 8 de dezembro, mesma data em que em conversou por aplicativo de mensagem com o ex-namorado, o médico Leonardo Filho.

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No diálogo, ela perguntou qual era o maior medo dele. Quando ele respondeu que o seu maior medo era morrer, Amanda rebateu: “Morrer? Você tem mais medo de morrer que de perder (no sentido morrer) quem você ama?”.

Gravidez forjada

A mulher fingia uma gravidez para o ex-namorado e para a família dele. Imagens do hotel onde Amanda ficou hospedada na véspera do crime mostram que, no dia 15 de dezembro, dois dias antes de matar duas pessoas, ela enviou mensagens para Leonardo relatando que passava muito mal e que havia tido sangramento durante a noite.

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“Às 6h59, [Amanda] vai à academia do hotel. Nesse horário, conversa com o ex-namorado no WhatsApp e diz que está passando muito mal e que teria passado a noite com sangramento”, informou a polícia.

No mesmo dia, à tarde, Amanda foi a uma loja de grife e comprou R$ 3 mil em vestidos. A polícia refez o trajeto da mulher nos dias que antecederam o crime.

De acordo com o delegado, ao menos cinco ex-namorados relataram ter sido ameaçados ou constrangidos mediante uma falsa gravidez. A maioria dos casos, no entanto, não foi registrada formalmente.

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Segundo a corporação, Amanda também é investigada por fraude, estelionato — por falsa venda de ingressos — e falsidade ideológica. Este último foi registrado por um ex-namorado no Rio Janeiro, o qual alega que a advogada teria fingido uma gravidez para obter vantagens.

Desejo de sofrimento

Conforme os investigadores, o sentimento de rejeição pelo término do namoro com Leonardo Filho e a vontade de causar o maior sofrimento possível a ele foram as motivações de Amanda.

“Ela acreditava que o maior medo do ex-namorado era de perder os familiares”, disse o delegado Carlos Alfama, responsável pelo caso.

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Segundo a polícia, antes de cometer o crime, Amanda usou diversos perfis falsos para ameaçar o namorado e a sua família, desde julho deste ano.

Investigada por stalking

Amanda já era investigada por stalkear o ex-namorado. Segundo o delegado Carlos Alfama, a suspeita criou no mínimo seis perfis falsos nas redes sociais após o término, além de fazer ligações anônimas para o ex e os familiares dele.

De acordo com Alfama, a vítima, Leonardo Alves, chegou a bloquear mais de 100 números que o importunavam e seriam ligados a um programa utilizado para mascarar ligações telefônicas. O investigador aponta que o número original do robô estava registrado no nome do irmão de Amanda. Porém, o e-mail utilizado para recuperação de conta era da mulher.

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Para disfarçar qualquer suspeita, Amanda chegava a ameaçar a si própria. “Vou matar você e a sua namoradinha”, exemplificou o delegado sobre as mensagens enviadas pela mulher. Em uma delas, a advogada teria ameaçado os familiares do ex: “Depois não chore em cima do sangue deles”.

De acordo com o delegado, Amanda tem um histórico criminoso. Existem registros contra ela nos estados de Goiás, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Pernambuco. Na cidade natal dela, Itumbiara, no sul goiano, são diversas denúncias de crimes graves, segundo a polícia.

Ainda conforme o delegado, a suspeita forjou uma personalidade dócil com a família do ex-namorado. Alfama chamou a atenção para a frieza da suspeita, que não forneceu a senha do celular e não demonstrou sentimentos durante o interrogatório.

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Fonte: Metropoles
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Policiais

Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe

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De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR

Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976

Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”

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Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.

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» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.

 

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

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