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Senadora Leila cobra ação para resolver crise na saúde pública do DF

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Em discurso na tribuna do Senado, a senadora Leila Barros (PDT-DF) levantou uma questão crítica que tem assombrado o Distrito Federal há muito tempo: a crise na saúde pública. A situação atual, descrita pela parlamentar como “alarmante”, revela não apenas o sofrimento da população, mas também uma série de falhas sistêmicas que necessitam de atenção imediata e reformas profundas.

A senadora destacou casos específicos que ilustram a gravidade da crise, como o das mães que esperaram até 12 horas por atendimento no Hospital Materno Infantil de Brasília no último fim de semana, muitas das quais voltaram para casa sem receber cuidados para seus filhos. “Não é possível fechar os olhos para a crise na saúde pública do Distrito Federal. O cenário é alarmante, e quem sofre é o brasiliense,” declarou Leila.

A senadora também abordou a contradição de a capital ter a maior concentração proporcional de médicos no país, ao mesmo tempo em que enfrenta-se uma escassez crítica desses profissionais no serviço público. “Mas, como falta médico se o Distrito Federal é a unidade da federação que possui a maior concentração proporcional de médicos do país?” questionou, apontando para a falta de contratações e a redução nos serviços médicos como razões centrais para este paradoxo.

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Nos últimos dez anos, houve uma redução de 27% no número de médicos no serviço público, com especialidades como clínica médica e pediatria sofrendo reduções ainda mais significativas. Os dados apresentados pela primeira mulher eleita senadora pelo DF são do Sindimédico.

A senadora também trouxe à tona a recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ao Governo do Distrito Federal para a realização de concursos públicos e a imediata contratação de médicos cardiologistas, frente a uma fila de espera de quase 15.000 pessoas por consultas nessa especialidade.

O descaso do GDF com a saúde pública foi criticado pela parlamentar, que enfatizou como a negligência e a inação não apenas violam os direitos humanos básicos, mas também custam vidas. “Vemos aqui no Distrito Federal uma inversão de prioridade e a falta de planejamento para resolver um problema que existe há anos e que a cada dia fica mais crítico”, pontuou Leila. “Esta crise na saúde pública do DF não é um fenômeno isolado, nem pode ser atribuída a circunstâncias temporárias, como um surto de dengue. É uma indicação de falhas estruturais profundas que exigem uma resposta robusta e sustentada por parte das autoridades.”

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A senadora Leila Barros encerrou o discurso convocando as autoridades e lideranças do Distrito Federal a fazer uma mudança urgente para assegurar que o direito à saúde de todos os cidadãos seja efetivamente garantido.

Fonte: Ascom Sen. Leila Barros

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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