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Guará completa 55 anos: quais mudanças estão sendo construídas?

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A cidade é modelo de modernização e comunidade engajada | Crédito: Agência Brasília

Da origem provinciana, como refúgio de trabalhadores braçais, a uma cidade pulsante e imobiliariamente valorizada

Nos últimos anos, especialmente na última década, o Guará testemunhou um avanço significativo em sua oferta de bens e serviços. Os setores gastronômico e de lazer floresceram, com restaurantes saindo dos shoppings e se espalhando pelas ruas. Eventos ao ar livre tornaram-se frequentes, reavivando o sentimento de comunidade entre os guaraenses. A cidade viu surgir novos prédios e quadras, refletindo um aumento na qualidade de vida e na valorização imobiliária.

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No entanto, ainda há desafios a enfrentar. O aproveitamento pleno de espaços como o Cave e o Parque do Guará carece de uma estrutura adequada. A educação e a saúde também demandam investimentos, desde a construção de novas escolas e creches até a ampliação dos serviços de atendimento médico. Além disso, um aspecto notável do desenvolvimento urbano do Guará é o fenômeno da gentrificação, evidente em áreas como a Avenida Central e a Avenida Contorno do Guará II: a revitalização dessas regiões atrai uma classe econômica mais favorecida, resultando em conflitos com estabelecimentos tradicionais e uma reconfiguração do tecido social.

No contexto das mudanças em curso, destaca-se o conceito de cidade inteligente, que ganha relevância no planejamento urbano do Guará. Projetos como o Hackacity Guará buscam encontrar soluções inovadoras para os desafios da cidade, incentivando o desenvolvimento tecnológico e a participação comunitária. Rafael Souza, coordenador de Comunicação do Hackacity e presidente do Conselho de Cultura do Guará, destaca: “Durante a incubação, os empreendedores podem discutir e ressignificar o espaço urbano, com incentivos da nossa plataforma para o desenvolvimento inteligente da cidade”.

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O Hackacity não apenas fomenta a inovação, mas também promove a integração da comunidade em busca de uma cidade melhor. Eventos como o TEDxGuará demonstram o engajamento dos guaraenses em discutir o futuro da cidade e encontrar maneiras de torná-la mais inteligente, agradável e sustentável.

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Para a coordenadora do programa Hackacity, Cristiane Pereira, a incubadora de projetos oferece mentorias de capacitação, apoio e assessoria de imprensa para dar evidência aos incubados e seus projetos. “Damos todo suporte jurídico e administrativo, além de um cuidado pegando cada um pela mão, durante o período de incubação de seis meses”, explica.

Para Leonardo Ávila, presidente do do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal – Codese-DF, o Hackacity Guará permite que a inovação nasça de dentro da própria cidade. “Todos os organizadores estão pautados na participação voluntária, visão de futuro e planejamento, suporte técnico profissional, no foco no desenvolvimento econômico e social.

À medida que o Guará celebra seus 55 anos, é evidente o potencial de crescimento e transformação. Com a participação ativa da comunidade e o apoio de iniciativas como o Hackacity, a cidade está preparada para enfrentar os desafios do futuro e consolidar-se como um núcleo urbano vibrante e acolhedor. O aniversário é mais do que uma celebração; é um lembrete do compromisso coletivo em construir um Guará cada vez melhor.

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O Hackacity Guará é uma iniciativa do Codese-DF, com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF e da Administração do Guará, e fomento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil.

SERVIÇO:

Incubadora de Projetos Hackacity Guará

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Local das aulas: Auditório da Administração Regional do Guará, QE 25 do Guará II

Período das aulas: Abril a Julho de 2024

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Informações: https://hackacity.com.br/

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – HACKACITY GUARÁ

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Proativa Comunicação

Contatos: Giselli Ribeiro (61) 98324-4086 / Flávio Resende (61) 99216-9188

proativa@proativacomunicacao.com.brrpdigital@proativacomunicacao.com.br

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Twitter (X) /Facebook/Instagram: @ProativaC

Instagram: @hackacityguara

hackacity.com.br

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Educação Infantil não é “brincadeira”: primeiros anos na escola definem bases cognitivas, sociais e emocionais das crianças

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Cuidadores e ambientes domésticos nem sempre proporcionam os estímulos corretos para o pleno desenvolvimento durante a primeira infância

Por lei, no Brasil, todas as crianças com quatro anos completos até 31 de março devem obrigatoriamente serem matriculadas pelos pais e responsáveis na pré-escola, etapa inicial da educação básica. Com a matrícula durante os primeiros anos sendo facultativa, muitas famílias adiam o início da vida escolar dos filhos, motivados pela ideia de que crianças tão pequenas vão à escola “apenas para brincar”, em uma rotina que preenche o tempo, mas é esvaziada de sentido.

Clique aqui para baixar a sugestão de imagem. Crédito: Freepik

Essa visão, entretanto, desconsidera conceitos fundamentais do desenvolvimento infantil e a intencionalidade da rotina escolar. A Educação Infantil não é apenas um espaço de cuidados ou brincadeiras que ocupam o dia. De acordo com especialistas da área, é um período decisivo para a construção das habilidades cognitivas, socioemocionais e físicas que acompanharão a criança por toda a vida. Em um ambiente pedagógico, brincadeiras e atividades lúdicas são desenhadas com propósito, para estimular a coordenação motora, a comunicação, a autonomia e o convívio social, por exemplo.
A diretora do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP), Luciane Moura, destaca a importância de enxergar a etapa com a seriedade que ela merece. “Na primeira infância, tudo o que a criança vivencia, cada brincadeira e experiência, têm um impacto profundo no desenvolvimento do cérebro. A escola organiza esses estímulos de forma intencional, garantindo que brincar também seja aprender. Essa intencionalidade dá à infância um papel central na formação de bases sólidas para toda a trajetória escolar e para a vida do futuro adulto”, afirma.
A primeira infância, quando o cérebro infantil apresenta maior plasticidade, também se destaca como o período mais favorável para a aquisição de um segundo idioma, permitindo que as crianças absorvam sons, estruturas linguísticas e vocabulário de forma natural, sem as barreiras típicas do aprendizado na idade adulta. “Escolas bilíngues inserem no contexto das aulas músicas, histórias, interações cotidianas e brincadeiras mediadas em outra língua, o que ajuda, no futuro, a ter uma fluência mais próxima do que um nativo teria”, acrescenta Luciane.
Quando levar a criança para a escola ou creche?
A idade de ingresso da criança em uma creche ou escola de educação infantil também costuma gerar dúvidas, e muitas famílias esbarram na ideia de que “a criança ainda é muito pequena para ir à escola”. Não há uma regra única para todas as famílias, mas há um consenso entre especialistas que quanto mais cedo a criança for exposta a ambientes seguros, estimulantes e socialmente ricos, mais benefícios tende a apresentar.
“A socialização diária com outras crianças, aliado a uma rotina pedagógica estruturada, amplia o repertório infantil de maneira significativa. Outro benefício é a construção de vínculos saudáveis com outros adultos, favorecendo a capacidade de adaptação e contribuindo para a segurança emocional. Cada mês na primeira infância é uma oportunidade de aprendizagem que não se repete da mesma forma depois”, comenta Larissa Berdu, diretora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP).
Babás, avós e cuidadores desempenham papel importante no cotidiano das famílias, enquanto a escola oferece experiências pedagógicas e sociais que exigem formação profissional específica. Em ambientes educacionais, as atividades de linguagem, motricidade, investigação, música e interação são planejadas com intencionalidade e foco no desenvolvimento global da criança e na construção do pertencimento ao coletivo, algo que não é possível reproduzir no ambiente doméstico.
Dicas para os pais escolherem a escola ideal
Para as famílias que estão no processo de decisão pela escola, a recomendação é observar alguns aspectos práticos que ajudam a identificar se a escola oferece um ambiente adequado para a primeira infância. “É importante que os pais visitem a instituição, observem a interação entre professores e crianças, perguntem sobre a proposta pedagógica, conheçam as atividades que fazem parte do cotidiano e os espaços físicos que serão frequentados pelos pequenos. Ambientes seguros e estimulantes, rotina clara e diversificada, comunicação transparente com as famílias e profissionais qualificados são indicadores relevantes”, diz Larissa.
Além disso, vale acompanhar como a escola lida com temas como acolhimento na adaptação, construção de autonomia, socialização e, quando for o caso, a abordagem bilíngue. “A combinação entre ambiente acolhedor, planejamento pedagógico consistente e práticas que respeitam o ritmo da criança costuma ser um bom sinal de que ela terá uma experiência positiva nos primeiros anos escolares”, completa Luciane.
As especialistas
Larissa Berdu atua há mais de 30 anos na área da Educação. É formada em Pedagogia pela Unicamp e possui Pós-graduação em Educação Infantil, pela Universidade Castelo Branco. Com ampla experiência em docência e gestão pedagógica, trabalhou em diferentes segmentos da Educação Básica. Desde 2020, é diretora pedagógica do Colégio Progresso Bilíngue Indaiatuba, SP.
Luciane Moura possui graduação em Pedagogia e Psicopedagogia e MBA em Gestão Escolar. Acumula mais de 20 anos de experiência na educação, atuando como professora, coordenadora e, há mais de 11 anos, como diretora do Colégio Progresso Bilíngue Vinhedo/SP.

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Sobre a ISP – International Schools Partnership

A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.

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