Politica
Caiado entrega 99 casas a custo zero em Senador Canedo
Governo de Goiás já fez entrega de 2.518 casas do programa Pra Ter Onde Morar Construção – Casas a Custo Zero, beneficiando famílias em vulnerabilidade social de 50 municípios
Quase 100 famílias em Senador Canedo viveram a alegria de receber as chaves da casa própria nesta quinta-feira (04/07). O governador Ronaldo Caiado esteve no Residencial Terrabela Cerrado 2 para a entrega de 99 unidades habitacionais do programa “Pra Ter Onde Morar Construção – Casas a Custo Zero”, em ato que marcou mais um avanço na iniciativa que visa proporcionar moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Temos que tratar as pessoas mais humildes com a mão forte do Governo, para dar dignidade a cada um de vocês. São casas feitas com qualidade, para que as pessoas sejam respeitadas e possam viver bem dentro delas”, discursou Caiado ao realizar a entrega simbólica das chaves. “As casas ficaram maravilhosas, com padrão altíssimo de qualidade”, ressaltou o gestor.
Com investimento total de R$ 11,4 milhões, as 99 casas fortalecem o compromisso do Governo de Goiás em oferecer moradia acessível e de qualidade para os cidadãos goianos. Desde 2019, o programa “Pra Ter Onde Morar Construção – Casas a Custo Zero” já impactou positivamente 144 municípios onde já foi implantado, beneficiando diretamente diversas comunidades. Até o momento, 2.518 casas já foram entregues, quase 600 somente nesta semana, e 50 municípios já foram contemplados com moradias construídas sem custo algum para os beneficiários.
Desde o lançamento do programa já foram contratadas 6.759 moradias, contribuindo com a previsão de 10 mil unidades habitacionais até 2026. Apenas neste ano, foram 1.782 novas unidades contratadas, com a meta de alcançar 3.383 novas habitações até o final de 2024. “Hoje, Goiás é primeiro lugar no Brasil em habitação. Aqui nós entregamos a casa pronta e a escritura do imóvel, para a população poder entrar e já morar”, destacou o secretário da Infraestrutura, Pedro Sales.
É o caso de Luciana Gomes Marinho, que recebeu as chaves da casa própria das mãos do governador. Ela, que morava de aluguel com os seis filhos e já chegou a dormir na rua, conta que não acreditava ter sido contemplada. “No começo eu não acreditei. Mas agora estou muito feliz em ter o meu lugar para morar com os meus filhos. Agora acabou a humilhação. Para quem já dormiu na rua com os meninos, essa casa é uma mansão”, contou emocionada.
O presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy, destacou a importância da parceria entre Governo Estadual, prefeituras e comunidades para o sucesso do programa, enfatizando o compromisso contínuo em expandir e aprimorar as iniciativas que promovem o acesso à habitação digna para todos os goianos. “Hoje, o Governo de Goiás realiza este sonho da casa própria com qualidade, dignidade e com respeito ao dinheiro público. Um trabalho em parceria com a prefeitura, que acreditou no projeto e doou os lotes para a construção das moradias”, salientou.
“Estamos falando de dignidade, do sonho da casa própria de 99 famílias. Essa é uma obra inestimável para a vida dessas pessoas, que hoje vão pegar a chave e dormir com dignidade, com o sonho realizado. Isso é respeito aos direitos dos cidadãos”, celebrou o prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo.
Passarela
Ainda em Senador Canedo, Caiado visitou a obra de construção da passarela de pedestres da GO-403, em frente ao Campus do Instituto Federal de Goiás (IFG). “Essa obra vem para dar segurança e dignidade à população do município que precisa passar por aqui. Os alunos e moradores da região corriam um altíssimo risco de serem atropelados ao atravessar a rodovia. E, agora, temos uma passarela moderna que está sendo entregue à população”, pontuou o governador. A obra é executada pela Goinfra e conta com investimento superior a R$ 1,6 milhão.
Com 208 metros de extensão e área construída de mais de 500 metros quadrados, a passarela conta com rampas de acesso e corrimãos, garantindo acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. A estrutura foi desenvolvida seguindo os mais altos padrões de engenharia e segurança, considerando o intenso fluxo de veículos na rodovia e o elevado número de pessoas que utilizam essa rota. “Essa passarela vem para estabelecer uma condição segura dos estudantes atravessarem a rodovia”, frisou o general Santos Filho, presidente da Goinfra, ao lembrar que a obra foi executada em cinco meses.
“Com a passarela aqui ficou melhor para a gente se locomover sem correr o risco de ser atropelado. Em horário de pico tem um movimento muito grande de carros e é perigoso. Com a passarela me sinto bem mais seguro”, comemorou Karlos Manuel dos Santos, de 16 anos, aluno do curso de mecânica do IFG. “É um sonho que se realiza e que, sem dúvidas, vai melhorar a qualidade do atendimento tanto para os estudantes, quanto para a comunidade externa do instituto”, garantiu Maria Betânia Costa, diretora do Instituto Federal.

Fotos: Lucas Diener
Legenda: Ronaldo Caiado entrega moradias a custo zero em Senador Canedo: “As casas ficaram maravilhosas, com padrão altíssimo de qualidade”
Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
Politica
Governo deve lançar programa de renegociação de dívidas: veja dicas para não ficar inadimplente
O Governo Federal deve anunciar nos próximos dias um novo programa de renegociação de dívidas voltado para famílias brasileiras, com proposta de descontos de até 80% sobre os valores devidos, buscando aliviar o peso das dívidas no orçamento doméstico e evitar ciclos de inadimplência. O número cidadãos inadimplentes atingiu um recorde histórico no Brasil, chegando a 81,7 milhões em março de 2026.
A iniciativa deve funcionar como um novo Desenrola Brasil, criado em 2023 com o objetivo de reduzir o endividamento dos cidadãos e permitir que retomem o acesso ao crédito junto ao mercado financeiro e demais credores.
Na nova proposta, o Governo possivelmente estimulará que bancos, fintechs e outras instituições de crédito concedam descontos expressivos, de até 80%, e atuará, se necessário, como garantidor do refinanciamento do saldo devedor remanescente, contribuindo para reduzir riscos e ampliar a adesão.
“O lançamento de um novo programa de renegociação de dívidas é uma medida importante porque ajuda as famílias a reorganizarem o orçamento e recuperarem o poder de consumo, especialmente em um cenário de juros elevados e renda comprometida”, afirma o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib.
Segundo o docente, além do impacto direto na vida financeira da população, a iniciativa também pode gerar efeitos positivos na economia. “Quando o consumidor consegue limpar o nome e reduzir o peso das dívidas, ele volta a consumir de forma mais equilibrada, o que movimenta o comércio, melhora a arrecadação e contribui para reduzir a inadimplência no sistema financeiro”, completa.
COMO EVITAR AS DÍVIDAS?
A recomendação é que, na medida do possível, o consumidor não deixe de pagar suas dívidas, uma vez que as taxas de juros cobradas pela inadimplência são muito elevadas.
“Entretanto, caso isso não seja possível, o valor à vista de uma negociação de dívidas (com ofertas tentadoras), em geral, apresenta o maior desconto. A opção em suportar algum tempo com o nome negativado deve levar em consideração se o consumidor precisa de mais crédito neste período (‘nome limpo’) ou se pode conviver com essa restrição por um tempo até conseguir um fôlego financeiro”, finaliza.
DICAS PRÁTICAS PARA EVITAR O ENDIVIDAMENTO
Além da possibilidade de renegociação com o novo programa governamental, Ahmed oferece conselhos práticos para que as famílias evitem endividar-se de forma recorrente e mantenham suas finanças saudáveis.
Faça um orçamento familiar detalhado: o primeiro passo é mapear toda a renda líquida da família — salários, trabalhos extras, benefícios ou rendimentos — e listar todas as despesas fixas (aluguel, condomínio, escola, plano de saúde) e variáveis (alimentação, transporte, lazer, delivery). Ao visualizar o fluxo de caixa mensal, é possível identificar, por exemplo, que pequenos gastos recorrentes — como assinaturas pouco utilizadas ou compras frequentes por aplicativo — estão comprometendo uma parcela relevante da renda. Esse diagnóstico permite cortar excessos e estabelecer metas realistas de economia.
Utilize ferramentas de controle financeiro: planilhas eletrônicas ou aplicativos de gestão financeira ajudam a categorizar despesas (moradia, transporte, alimentação, lazer) e gerar relatórios automáticos. Ao analisar esses dados, a família pode perceber, por exemplo, que o gasto com alimentação fora de casa supera o previsto ou que o cartão de crédito concentra despesas parceladas que comprometem os meses seguintes. A visualização clara dos dados facilita decisões mais racionais e menos impulsivas.
Evite contrair novas dívidas e priorize a quitação das existentes: é fundamental estabelecer uma estratégia de amortização, começando pelas dívidas com juros mais elevados, como cartão de crédito e cheque especial, que podem ultrapassar 300% ao ano. Por exemplo, trocar uma dívida rotativa do cartão por um crédito pessoal com taxa menor já reduz significativamente o custo financeiro. Além disso, suspender temporariamente compras parceladas até equilibrar o orçamento evita o chamado “efeito bola de neve”.
Pesquise preços antes de realizar compras: comparar valores entre lojas físicas e online, utilizar comparadores de preço e acompanhar períodos promocionais pode gerar economia relevante no médio prazo. Um eletrodoméstico, por exemplo, pode variar centenas de reais entre estabelecimentos. No supermercado, substituir marcas tradicionais por equivalentes de qualidade semelhante também contribui para reduzir a conta mensal sem perda significativa de padrão de consumo.
Planeje compras e gastos fixos: organizar previamente a lista de supermercado, definir um teto de gastos e evitar compras com fome ou pressa são medidas simples que reduzem desperdícios. Da mesma forma, revisar periodicamente contratos de serviços — como internet, TV por assinatura ou telefonia — pode abrir espaço para renegociação ou migração para planos mais adequados ao perfil de uso. Esse planejamento transforma despesas obrigatórias em decisões mais estratégicas, e não automáticas.
Essas medidas, alinhadas à possibilidade de renegociação com condições mais favoráveis, podem contribuir para reduzir o comprometimento da renda com dívidas e fortalecer a capacidade de poupança das famílias brasileiras.
DÍVIDA CADUCA VERSUS DÍVIDA PRESCRITA
No contexto do endividamento das famílias, é essencial entender conceitos que impactam diretamente a vida financeira do cidadão. O professor Ahmed El Khatib, ressalta a importância de distinguir dois termos frequentemente confundidos.
“Vou ilustrar a diferença por meio de um exemplo. Imagine que uma pessoa fez uma compra parcelada em 24 meses numa loja para a aquisição de um eletrodoméstico, e por algum motivo não conseguiu honrar as quatro últimas parcelas. De acordo com a Lei, após a empresa notificar essa pessoa cobrando pelo pagamento, a loja pode comunicar os órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa e solicitar a inclusão do nome dela numa lista de ‘negativados’ por conta dessa dívida. Dessa forma, o CPF dessa pessoa ficará com restrições de crédito. Depois de cinco anos com o CPF com restrições, esses serviços são obrigados a excluir aquela dívida do registro dos órgãos de proteção ao crédito. Nesse caso, dizemos que a dívida com aquela loja caducou”, explica.
Desse modo, caducar uma dívida significa que o nome não pode mais ficar “sujo” por ter deixado de pagá-la. Ainda mais, depois desse tempo, a dívida deixa de impactar o seu score de crédito, a “nota” dada a uma pessoa de acordo com o seu histórico de pagamentos.
Isso ocorre por conta do artigo 27 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que diz que após esse período ninguém pode mais continuar tendo restrições à obtenção de crédito por causa de uma pendência.
Deixar uma dívida caducar pode até trazer um alívio momentâneo, pois o nome da pessoa passa a ficar “limpo” junto aos órgãos de proteção de crédito. Entretanto, as dívidas caducadas podem e são acessadas pelos bancos, uma vez que mantem suas próprias listas com dados fornecidos pelo Banco Central do Brasil (BCB), como os do Sistema de Informações de Crédito (SCR).
“A pessoa que deixou a dívida caducar pode ter problemas ao tentar um financiamento no banco, uma nova linha de crédito pessoal e até mesmo, em alguns casos, para emissão de um cartão de crédito. Mas ainda que o consumidor tenha um histórico de dívidas caducadas, é possível que ele consiga um financiamento imobiliário, por exemplo. Mas isso depende de cada instituição financeira. Existem bancos que sequer permitem que um consumidor com dívida caducada abra uma conta corrente ou solicite um cartão de crédito. Para além do score baixo, o consumidor que não honra seus compromissos achando que eles irão ‘caducar’ pode sofrer com taxas de juros mais altas, ainda que consiga um empréstimo, pois a confiança do banco é baixa, em função desse histórico de dívidas não quitadas”.
Já a prescrição de uma dívida acontece quando a empresa não tem mais o direito de fazer a cobrança por via judicial. Isso acontece porque existe um tempo específico para entrar com um processo judicial contra uma pessoa que está devendo.
“Assim, quando a empresa perde esse prazo, ela também perde o direito de entrar com ação na Justiça para cobrar a dívida. Então, dizemos que a dívida prescreveu. Em resumo, uma dívida só prescreve caso a empresa não tenha feito a cobrança do valor durante o tempo previsto em lei”, finaliza Ahmed.
O especialista: Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração. É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
CRÉDITOS:
Crédito: Freepik.
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